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PT-DF quer paralisar a Câmara Legislativa com uma CPI e prejudicar a votação de leis importantes para Brasília

Publicado em: 19/11/2025 16:38

A iniciativa de partidos de oposição ao governador Ibaneis Rocha — no especialmente o PT — de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a tentativa frustrada de compra do Banco Master pelo BRB configura, segundo aliados do governo, mais um movimento político oportunista. A operação havia sido previamente vetada pelo Banco Central, o que, na prática, tornou o negócio inexistente.

Apesar disso, o deputado distrital Chico Vigilante e o deputado federal Rodrigo Rollemberg decidiram retomar um tema já encerrado com o objetivo de desgastar a gestão de Ibaneis Rocha, considerada por seus apoiadores uma das mais bem avaliadas da história recente do Distrito Federal. A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro teria servido apenas como pretexto para que antigos adversários buscassem construir uma narrativa que afetasse a popularidade do governador e da vice-governadora Celina Leão, ambos apontados como favoritos nas projeções eleitorais para 2026.

O episódio reacendeu questões que, segundo o texto, já haviam sido superadas no debate público, algumas delas relacionadas a escândalos de corrupção e desvio de recursos públicos. Entre os nomes citados está o ex-governador José Roberto Arruda, condenado no caso Caixa de Pandora e considerado inelegível. Agora, ele volta à cena pública apresentando-se como comentarista da moralidade, embora, ainda de acordo com a matéria, tenha proximidade com personagens envolvidos no atual imbróglio, como a ex-ministra Flávia Arruda — destacada em gráfico publicado pela *Folha de S.Paulo*. Flávia Peres, ex-esposa de Arruda, é atualmente casada com um dos sócios do Banco Master, preso pela Polícia Federal. A matéria ressalta que Flávia não é investigada e não responde a qualquer processo relacionado ao caso.

Outro nome que ressurge é o do ex-governador petista Agnelo Queiroz, que, segundo o texto, aposta na falta de memória do eleitorado brasiliense, apesar de ter sido preso e de ter enfrentado um período prolongado de inelegibilidade por acusações de corrupção.

Entre os opositores, o discurso considerado mais duro é o do deputado federal e ex-governador Rodrigo Rollemberg. O texto destaca que, durante sua gestão, uma quadrilha teria atuado dentro do BRB, posteriormente desarticulada pela Polícia Federal, resultando na prisão de seus integrantes.

Na Câmara Legislativa, Chico Vigilante tem citado o nome de Ibaneis Rocha e de Celina Leão ao comentar o caso Vorcaro, embora, segundo o texto, não haja relação entre eles e o episódio. A crítica é de que o parlamentar petista desconsidera a amplitude da rede de influência envolvida.

A *Folha de S.Paulo* publicou, no dia 18, um gráfico mostrando autoridades de relevância nacional relacionadas ao Banco Master. Entre elas estão o escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes — que presta serviços ao banco — e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que já teria atuado como consultor da instituição. O mesmo material cita ainda o líder do governo no Senado, Jaques Wagner; o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; além de Guido Mantega, Henrique Meirelles, Ciro Nogueira e o presidente da Câmara, Hugo Mota. Segundo o jornal, todos esses nomes teriam algum tipo de vínculo com a rede de influência do Banco Master, incluindo o próprio presidente Lula.

Diante desses elementos, o texto questiona: caso Chico Vigilante e Rodrigo Rollemberg realmente defendam a criação de uma CPI, estariam dispostos a convocar todas essas autoridades? Ou a iniciativa teria apenas finalidade eleitoral?

Ao final, a conclusão apresentada é que a disputa em torno do tema não estaria baseada em princípios de investigação, transparência ou moralidade, mas sim em uma batalha política disfarçada de virtude.

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