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Palestra da Subseção de Taguatinga aborda os principais crimes cometidos contra a pessoa idosa e formas de prevenção

A Comissão de Direitos da Pessoa Idosa da Subseção de Taguatinga da OAB/DF promoveu, nesta terça-feira (16), uma palestra educativa focada nos principais crimes praticados contra a população idosa. A iniciativa, que integra o calendário de ações do Junho Violeta — mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a pessoa idosa —, ocorreu na Associação de Idosos de Taguatinga e teve como objetivo central fomentar a proteção, o respeito e a garantia dos direitos estabelecidos no Estatuto da Pessoa Idosa.
O encontro reforçou uma parceria de sucesso estabelecida em edições anteriores e contou com a participação ativa da comunidade local, além da presença da presidente da Associação, Maria de Lourdes da Silva Severino. A atividade buscou não apenas informar, mas também fortalecer a rede de apoio e vigilância em torno da dignidade da terceira idade.
A presidente da Subseção de Taguatinga, Wanessa Aldrigues, cumprimentou a iniciativa da Comissão e agradeceu o apoio da Associação de Idosos de Taguatinga: “É fundamental unirmos forças para proteger nossa população idosa. Parabenizo a Comissão pela palestra e agradeço imensamente à Associação por abrir as portas para este diálogo tão necessário”, afirmou Wanessa.




Durante o evento, a presidente da Comissão de Direitos da Pessoa Idosa, Ilse Guimarães, destacou a necessidade de vigilância constante no ambiente doméstico. Em sua fala, pontuou a natureza das violações que ocorrem frequentemente no seio familiar: “A importância da palestra de hoje foi alertar as pessoas idosas sobre os crimes que acontecem dentro de casa, como maus-tratos, abandono, negligência, violência patrimonial, física e psicológica. Esses crimes, em regra, são cometidos pelos próprios familiares da pessoa idosa”, informou a presidente.
Como foi a palestra


Durante o encontro, conduzido pela advogada criminalista Raysa Arruda, que também é secretária-geral adjunta da Comissão, foram abordadas diversas formas de violência que podem atingir a pessoa idosa, muitas vezes de maneira silenciosa e dentro do próprio ambiente familiar. Entre os temas discutidos estiveram os maus-tratos, a violência psicológica e moral, a discriminação em razão da idade, a exploração financeira, a retenção indevida de documentos e cartões bancários, o abandono de incapaz, a omissão de socorro, além dos golpes e fraudes financeiras cada vez mais frequentes.
Os participantes receberam orientações sobre como identificar sinais de possíveis situações de violência, tais como mudanças repentinas de comportamento, isolamento social, medo excessivo, tristeza constante, dificuldades de acesso ao próprio dinheiro, documentos ou benefícios, bem como relatos de humilhações, ameaças ou constrangimentos.
Orientações e prevenção
Como parte prática da instrução, foram apresentadas diretrizes fundamentais para a segurança e autonomia dos idosos. Entre os principais conselhos apresentados durante a palestra, destacaram-se:
• Manter atenção aos sinais físicos, emocionais e financeiros que possam indicar situações de abuso;
• Respeitar e preservar a autonomia da pessoa idosa sempre que possível;
• Não compartilhar dados pessoais, senhas ou informações bancárias com terceiros;
• Desconfiar de mensagens, ligações e ofertas que prometam vantagens financeiras fáceis;
• Buscar apoio de familiares, profissionais de saúde, serviços de assistência social e órgãos de proteção quando houver suspeita de violência;
• Denunciar situações de abuso, negligência ou exploração financeira por meio dos canais competentes.
Encerramento e canais de apoio


A advogada palestrante, Raysa Arruda, ressaltou o papel coletivo na manutenção dos direitos fundamentais dessa parcela da população: “A palestra também reforçou que a proteção da pessoa idosa é uma responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Estado, destacando a importância da informação como instrumento fundamental para a prevenção de violações de direitos”, explicou.


Ao final do evento, enfatizou-se que envelhecer com dignidade é um direito inalienável e que a denúncia se configura como a ferramenta essencial para interromper ciclos de violência, garantindo a segurança e o bem-estar. Em casos de suspeita ou confirmação de violência, a OAB/DF alerta que a denúncia pode ser realizada imediatamente por meio do Disque 100, o canal nacional de proteção aos direitos humanos.
Jornalismo OAB/DF e fotos de divulgação da Subseção de Taguatinga
