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Justiça: Mais uma atuação firme do MPAL e um feminicida condenado a quase 50 anos de prisão
As monstruosidades continuam e as justificativas adotadas pelos criminosos acontecem sempre tentam responsabilizar a vitima. Porém, o Ministério Público de Alagoas (MPAL) continua firme em suas sustentações para levar à condenação homens que matam mulheres impiedosamente. Nesta terça-feira (3), não foi diferente. Tendo como representante a promotora de Justiça Adilza Freitas, convenceu mais uma vez o conselho de sentença e levou Mário Santana da Silva, acusado de matar a ex-companheira Maria Amanda Farias dos Santos, à sentença de 46 anos e oito meses de reclusão, em regime fechado. O júri ocorreu na 9ª Vara da Capital, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro.
A denúncia ministerial foi pela condenação de motivo torpe, meio cruel, mediante dissimulação e feminicídio, vítima gestante e na presença de descendentes da vítima.
O crime ocorreu na residência da avó materna do réu, localizada na Rua Lafaiete Pacheco, 447, Ponta da Terra, próximo à Unidade Básica de Saúde Oswaldo Brandão Vilela, tendo ele confessado a barbárie.
Para a promotora de Justiça Adilza Freitas, dar voz às vítimas e se fazer justiça é a maior missão. “O crime de feminicídio é crime de ódio e geralmente executam com requinte de crueldade. Não basta matar , sentem necessidade de destruir a identidade da mulher, efetuando diversos golpes no rosto dela mamas. A execução ocorre após a mulher por fim ao relacionamento. A mulher deve ficar atenta quando terminar a relação, não confiar “, afirma.
A promotora conclui: “devemos sempre fazer a pergunta “ele matou porque ela existia ou matou porque ela não quis existir sem ele?”. No dia do crime, o réu , insistentemente, chamou a vitima para ir até a casa de sua avó, onde, após uma discussão desferiu-lhe os golpes. Amanda Farias deixou três filhos.
