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Juíza da 1ª VIJ fala sobre adoção de crianças e adolescentes à TV Justiça
Durante a entrevista com a apresentação de Willian Galvão, a magistrada abordou o funcionamento do novo e mais célere modelo de processo de adoção, seus critérios e as dúvidas mais frequentes sobre o tema. Destacou a importância de ampliar o debate e a informação sobre a adoção, ao ressaltar não apenas a responsabilidade envolvida, mas também a necessidade de desmistificar aspectos ainda cercados de preconceitos e equívocos, especialmente em relação às restrições impostas pelos adotantes quanto ao perfil das crianças.
Rejane Suxberger também apresentou o Programa de Apadrinhamento, desenvolvido pela Vara da Infância e premiado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que possibilita a crianças com mais de 10 anos e adolescentes em acolhimento institucional, com remotas chances de adoção ou retorno à família de origem, a construção de vínculos afetivos com membros da comunidade, que os acolhem temporariamente como padrinhos e madrinhas.
A juíza também tratou dos preconceitos ainda existentes na sociedade em relação à adoção de crianças acima dos sete anos e destacou que, assim como ocorre com filhos biológicos, não é possível prever como se dará a relação com filhos adotivos. “Adotar é uma relação diária; temos que adotar um dia por vez e construir esse vínculo continuamente”, afirmou. Além disso, ressaltou o êxito das adoções homoafetivas e por adotantes solteiros, e manifestou-se favorável à adoção internacional, desde que respeitados todos os tratados internacionais aplicáveis.
