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Jiu-jitsu estreia nas OIT 2026 com 62 atletas no Clube da Advocacia
Modalidade inédita no programa da OIT teve disputas por faixa, do branco ao preto; organização coube à OAB/DF, dona da maior delegação do evento

O jiu-jitsu estreou neste sábado (29) no programa das Olimpíadas de Integração dos Tribunais (OIT), com 62 atletas reunidos no Clube da Advocacia, em Brasília. A disputa, inédita na competição, dividiu os lutadores por faixas — dos iniciantes (branca, intermediária, azul e roxa) aos avançados (marrom e preta) — e premiou os três primeiros colocados de cada categoria, com medalhistas homens e mulheres. A OIT deste ano reúne 1,2 mil atletas de 25 entidades do sistema de Justiça do Distrito Federal.
Modalidade entrou no evento por projeto da OAB/DF
A inclusão do jiu-jitsu partiu da OAB/DF, que participa da OIT com a maior delegação entre as entidades: 158 advogados e advogadas, com 208 inscrições em mais de 20 modalidades. A Seccional assumiu neste ano assento no Conselho de Presidentes, órgão máximo da competição, e na comissão de organização.


O coordenador das OIT pela OAB/DF e presidente da Comissão de Networking, Entretenimento, Esporte e Lazer da Seccional, Jayzon Araújo, afirmou que a modalidade preenchia uma lacuna. “O jiu-jitsu não existia nas Olimpíadas. A gente já tinha um grupo pela OAB que praticava aqui no Clube da Advocacia. Falei para o pessoal que, se a gente montasse uma estrutura, ia dar certo”, disse.


Para comandar a disputa, Araújo escalou o árbitro internacional Robson Santos, que coordena eventos no Brasil e no exterior. “Eu entreguei na mão dele. Ele é árbitro internacional, entende do assunto e fez um planejamento muito bem-feito”, afirmou.
Do treino de sábado ao campeonato


A estrutura montada no clube nasceu há dois anos, quando o diretor administrativo da OAB/DF, Gustavo Farias, e o organizador do jiu-jitsu no Sistema OAB/DF, Luis Landers, identificaram faixas-pretas no conselho da entidade e idealizaram um tatame na sede, com treinos quinzenais aos sábados pela manhã. “Pegou vida”, resume Farias. “Quando o Jayzon veio com a oportunidade de expandir e integrar nas Olimpíadas, pensamos: por que não comprar a briga?”, afirmou.


Landers, que divide com Farias a condução do projeto, lembra que a equipe buscou quem entendesse do assunto para organizar a disputa. “Graças a Deus, o nosso time tem um professor que é árbitro internacional. Já pudemos esquematizar a questão do árbitro e também a organização, o layout e a logística do campeonato. Com a experiência que ele teve, conseguimos fazer toda essa estrutura — uma estrutura muito digna para os lutadores”, afirmou.
A etapa também marcou a entrada do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) como apoiador do evento. O supervisor de atendimento do CIEE no DF, Ismael Angelo da Silva, afirmou que a entidade, que já encaminha estudantes para os órgãos que disputam a OIT, decidiu ampliar a atuação: “Falar de esporte é falar de juventude, de energia e de qualidade de vida”, explicou, celebrando a parceria.
Clube recebeu oito times de futebol
Além do jiu-jitsu, o Clube da Advocacia sediou na quinta-feira (27), dia da abertura, os jogos do futebol society, com oito times — a OAB/DF e mais sete tribunais. A presidente do clube, Nylmara Soares, afirmou que o evento movimentou a sede. “As pessoas tiveram a oportunidade de conhecer e se sentir em casa, porque o clube é a casa da advocacia e também dos tribunais”, disse.
A abertura da OIT ocorreu na quinta-feira (27), no Clube do Rocha, com desfile de 25 delegações e acendimento da pira olímpica. A competição segue até domingo (30). A expectativa dos organizadores é ampliar a estrutura na próxima edição. “Este aqui é só o começo. Vamos fazer um evento grande no próximo, muito maior, vamos ultrapassar”, disse Jayzon Araújo, que nesta edição ainda participou do campeonato de flexão de braços e conquistou o terceiro lugar, mais uma medalha para a advocacia do DF.
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Fotos: Luiz Júnior
Jornalismo OAB/DF