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Holanda vence México por 2 a 1 na final do Legends

Publicado em: 20/06/2026 18:30

Mas o artilheiro do campeonato é Marco Pousa, do México, com um total de 11 gols ao longo do torneio

Holanda é campeã
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Atletas entram em campo na recém-inaugurada Arena João Cândido, batizada em homenagem ao histórico ex-presidente do Clube da Advocacia

O futebol de veteranos costuma ser associado à cadência e ao preciosismo técnico, mas a decisão da terceira edição do Campeonato Legends, disputada neste sábado (20), entregou um espetáculo de pura intensidade física e drama tático. No gramado do Clube da Advocacia, agora inaugurado como Arena João Cândido, a Holanda resistiu a um cerco complicado nos minutos finais, suportou a pressão do México mesmo jogando com um atleta a menos e garantiu a vitória por 2 a 1, erguendo a taça de campeã.

A partida, que parecia sob controle holandês, transformou-se em um teste de sobrevivência. A Holanda construiu sua vantagem a partir da eficiência de seu camisa 10, Andrei, autor dos dois gols que pareciam encaminhar um título tranquilo. Com uma postura organizada e sob a liderança do capitão Gustavo Suhet (9), a equipe controlava os espaços e neutralizava as principais investidas do time do México, especialmente a presença do centroavante Pousa (9), artilheiro do campeonato com 11 gols, que encontrou forte oposição na marcação implacável do zagueiro Antônio (4).

O panorama mudou drasticamente na metade do segundo tempo. Houve a expulsão de Madruga (16), no time holandês, e isso forçou a recomposição do sistema defensivo. Houve a entrada de Chico (13) para fechar o setor esquerdo. A partir dali, o confronto tornou-se uma batalha de ataque contra defesa.

O “Mini Messi” e a reação do México

Com a vantagem numérica, o México adiantou suas linhas. O lateral Gláucio (7) e o meio-campista Adaury (14) passaram a ditar o ritmo no campo ofensivo. A grande ameaça vinha dos pés de Ivaldo (21). Apelidado de “Mini Messi” pela facilidade de conduzir a bola em espaços curtos, o camisa 21 infernizou a defesa adversária e quase empatou a partida em um chute forte, defendido de forma espetacular pelo goleiro holandês, Jota.

Na beira do campo, a atmosfera de decisão mobilizava a todos nas torcidas e a insistência mexicana foi coroada com um gol de rara plasticidade coletiva. O camisa 10, Newton, forçou o passe na entrada da área para Pousa. De costas para o gol, o artilheiro serviu Newton com um toque de calcanhar sutil e preciso. Newton cruzou na medida para a área, onde o camisa 5, Mariano, subiu com estilo para cabecear firme, sem chances para o goleiro Jota: 2 a 1.

Três minutos de agonia e o apito final

O gol inflamou a torcida mexicana e transformou os três minutos restantes em um teste de nervos. Logo após o reinício, o México teve uma falta perigosa na entrada da área. O camisa 10, Newton, calibrou a pontaria, mas a cobrança explodiu na barreira holandesa.

Nos instantes finais, a Holanda valeu-se da experiência de Andrei para prender a bola no campo de ataque e sofrer faltas providenciais, gastando o cronômetro. O México ainda tentou um último abafa com cruzamentos na área, mas a zaga holandesa, liderada por Juliano, rechaçou o perigo até que o árbitro apontasse o centro do gramado.

Assim a “Laranja Mecânica” da advocacia segurou a tempestade e garantiu o título, em uma demonstração de que, no futebol, a glória muitas vezes pertence àqueles que sabem resistir.

Análises dos jogadores

No final do jogo, Gustavo Suhet, vice-presidente do Clube da Advocacia e capitão do time da Holanda, resumiu: “A gente veio com a intenção de ganhar, o time se preparou bastante e que bom que conseguimos chegar a campeões, mas não foi de graça, foi lutado, pois o time do México vendeu caro essa derrota.

Para o camisa 10 do México, conselheiro federal Newton Rubens, México perdeu muitas oportunidades, e o time da Holanda estava bem qualificado. “Infelizmente, o que faltou para a gente foi sorte: deu bola na trave, defesa de bola em cima da linha, mas fizemos um bom jogo, e foi bonito. Agora, a confraternização é o que importa, porque todo mundo é pioneiro do Clube, e sempre é muito feliz ver essa união. Aqui todo mundo é amigo, muito parceiro. Foi a advocacia que ganhou com tudo isso”, concluiu.

Artilheiro

Marco Pousa, capitão do México, e artilheiro com impressionantes 11 gols neste campeonato, também fez sua análise da partida:Foi um campeonato muito difícil para gente. O nosso time estava sempre muito desfalcado, e jogou muito no limite em todas as partidas. Acabamos em último na primeira fase, viemos da repescagem, chegamos na final, e fizemos um bom jogo na última disputa. Criamos muito, porém o goleiro deles também foi muito feliz e é a coisa de futebol. Vamos à confraternização!”

Fotos: Roberto Rodrigues

Jornalismo OAB/DF

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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