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Delmasso destaca programas de emprego, tecnologia e participação social voltados à juventude do DF
Candidato a deputado distrital apresentou no Vozes da Comunidade ações como Jovem Candango e Pro Jovem Digital e defendeu planejamento de longo prazo para as políticas públicas destinadas aos jovens
Emprego, qualificação profissional, empreendedorismo e participação dos jovens nas decisões do poder público. Esses foram alguns dos principais temas abordados por Rodrigo Delmasso durante entrevista ao programa Vozes da Comunidade, nesta sexta-feira (21).
Ex-secretário da Família e da Juventude e atualmente candidato a deputado distrital, Delmasso fez um balanço de sua passagem pela pasta e destacou programas que, segundo ele, foram estruturados para enfrentar um dos maiores desafios vividos pela juventude: conseguir a primeira oportunidade e chegar ao mercado de trabalho com experiência e qualificação.
Delmasso afirmou que a orientação recebida da governadora Celina Leão para sua gestão foi priorizar justamente a criação de oportunidades.
“Fizemos diversos programas e projetos na Secretaria da Juventude, mas dois foram marcantes e têm mudado a realidade da juventude do DF”, afirmou.
Entre eles estão o Jovem Candango, que atualmente atende 2,2 mil jovens, e o Pro Jovem Digital, voltado à capacitação para profissões ligadas à tecnologia, produção audiovisual, redes sociais e empreendedorismo.
Jovem Candango combina trabalho e capacitação
Um dos principais programas apresentados por Delmasso durante a entrevista foi o Jovem Candango.
A iniciativa oferece aos participantes um contrato de trabalho no contraturno escolar dentro de órgãos do Governo do Distrito Federal, com presença também nas administrações regionais.
Os jovens recebem meio salário mínimo, vale-transporte e vale-alimentação. A jornada é dividida entre quatro dias de atividade prática e um dia destinado exclusivamente à capacitação profissional.
O contrato tem duração de dois anos, com possibilidade de renovação.
Para Delmasso, o impacto do programa não se restringe ao currículo profissional dos participantes. A renda recebida também pode fazer diferença dentro das famílias.
“Isso é importante porque esses jovens podem ajudar os pais nas contas de casa”, destacou.
Programa deixa os escritórios e chega a áreas estratégicas
Outra mudança ressaltada pelo ex-secretário foi a ampliação das áreas de atuação do Jovem Candango.
Antes concentrados principalmente em funções administrativas, os participantes passaram a ter oportunidades em setores como saúde, educação, desenvolvimento social e esporte.
Um dos exemplos é o Jovem Candango Saúde, que possibilita a participação de jovens em atividades nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A proposta é combinar a experiência prática com formação profissional para que, ao terminar os estudos, o participante tenha melhores condições de disputar uma vaga no mercado de trabalho.
Celular vira ferramenta para geração de renda
Se o Jovem Candango aposta na experiência profissional dentro da estrutura pública, o Pro Jovem Digital mira um mercado em rápida transformação.
O programa oferece capacitação para atividades ligadas às chamadas novas profissões, incluindo formação de videomakers e editores de vídeos destinados às redes sociais.
A proposta parte de uma realidade presente na vida de praticamente todos os jovens: o celular. Em vez de utilizá-lo apenas para comunicação ou entretenimento, os participantes aprendem a transformá-lo em ferramenta profissional e fonte de renda.
O projeto também incentiva o empreendedorismo.
Delmasso citou a experiência realizada na Estrutural. Segundo ele, ao concluírem a capacitação, todos os jovens participantes abriram registro como Microempreendedor Individual (MEI), e alguns terminaram o curso já com contratos para administrar as redes sociais de estabelecimentos comerciais da própria comunidade.
A experiência mostra uma estratégia que procura conectar capacitação, demanda do comércio local e geração imediata de renda.
Jovens participando das decisões
Durante a entrevista, Delmasso também defendeu que uma política de juventude não pode ficar limitada à oferta de cursos ou empregos.
Nesse sentido, destacou a retomada do Conselho de Juventude como espaço de participação e representação social.
Segundo o ex-secretário, o conselho tornou-se o primeiro do país a realizar eleições diretas para a escolha dos representantes da sociedade civil, buscando garantir maior participação dos próprios jovens na definição das políticas destinadas a eles.
A partir da reorganização do conselho, foram promovidas reuniões e consultas envolvendo jovens nas escolas e integrantes de conselhos tutelares para subsidiar a construção do Plano Distrital de Juventude.
Plano pretende estabelecer metas para os próximos dez anos
O Plano Distrital de Juventude é apresentado como uma tentativa de transformar políticas voltadas aos jovens em planejamento de Estado, com objetivos que ultrapassem uma única gestão de governo.
Segundo Delmasso, o texto está concluído e deverá ser encaminhado à Câmara Legislativa do Distrito Federal.
“O Plano Distrital de Juventude vai ser uma lei com objetivos e metas para que daqui a 10 anos o GDF possa investir para que essas metas possam ser alcançadas em todas as áreas”, explicou.
A proposta busca estabelecer prioridades e indicadores capazes de orientar os investimentos públicos ao longo da próxima década.
Juventude no centro do debate
Ao longo da entrevista ao Vozes da Comunidade, Delmasso procurou associar sua passagem pela Secretaria da Família e da Juventude a três eixos principais: oportunidade de primeiro emprego, preparação para as novas profissões e participação dos jovens na construção das políticas públicas.
Em uma realidade na qual conseguir experiência profissional costuma ser justamente uma das maiores barreiras para quem tenta entrar no mercado de trabalho, programas como Jovem Candango e Pro Jovem Digital apostam em antecipar esse contato e oferecer instrumentos para que adolescentes e jovens possam construir renda e autonomia.
O desafio, agora, é fazer essas iniciativas alcançarem um número cada vez maior de pessoas e garantir continuidade às políticas independentemente das mudanças de governo.
A entrevista completa de Rodrigo Delmasso no Vozes da Comunidade aprofunda essas propostas e apresenta outras ações relacionadas às políticas para a família e a juventude no Distrito Federal.
