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Corregedor da Justiça do DF participa do XVI Fórum de Integração Jurídica de Direito Notarial e Registral
No evento, o magistrado ressaltou a relevância de eventos como o fórum: “mais do que reuniões técnicas, constituem verdadeiros laboratórios de ideias, nos quais se discutem instrumentos capazes de tornar os serviços extrajudiciais mais acessíveis, modernos, sustentáveis e comprometidos com os valores constitucionais que sustentam o Estado Democrático de Direito”.
A abertura do evento contou também com a presença do juiz auxiliar da Corregedoria Pedro Yung-Tay Neto e do gestor da Coordenadoria de Correição e Inspeção Extrajudicial do TJDFT, Pacífico Marcos Nunes, que representou a Corregedoria como moderador do painel temático “REURB (Regularização Fundiária Urbana): medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que transformam assentamentos informais em áreas legalizadas”, realizado no período da tarde.
O objetivo do fórum foi promover o diálogo e o intercâmbio de conhecimentos entre professores, mestres, doutores e especialistas do meio jurídico, com a reunião de magistrados, notários, registradores, advogados, integrantes do sistema de justiça, estudantes e outros profissionais, para discutir temas atuais e relevantes do Direito Notarial e Registral. Além disso, foi lançado durante o evento o Guia Prático para a Extrajudicialização.

O desembargador destacou ainda que a atividade extrajudicial é hoje um mecanismo indispensável de cidadania, eficiência, pacificação e confiança pública. “A desjudicialização, quando bem estruturada, não significa afastamento da Justiça, mas, sim, a criação de caminhos adequados, seguros e eficientes para a solução de demandas”, afirmou.
Por fim, o magistrado ponderou que as transformações tecnológicas da sociedade atual impõem novos desafios à atividade extrajudicial. “A tecnologia, quando orientada por responsabilidade, planejamento e visão pública, é grande aliada da eficiência. Mas ela somente cumpre sua missão quando permanece a serviço da confiança, da privacidade, da transparência e da segurança jurídica”, completou.
Programação
Depois da mesa de abertura, a programação da manhã contou com o debate dos temas “Mediação e conciliação: novos caminhos para o Direito Extrajudicial” e “Práticas viáveis de busca e apreensão no extrajudicial”. À tarde, além do painel sobre o REURB, foram debatidos os seguintes temas: “Soluções dos cartórios de protesto para recuperação de crédito e para advocacia extrajudicial”; “A atuação do Registro Civil para fortalecimento do Direito de Família e da cidadania”; e “Orientações do uso da ata notarial para advogados na usucapião e na adjudicação compulsória”.
