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Colônia de Férias: TJDFT e parceiros promovem evento para filhos de pessoas privadas de liberdade

Publicado em: 04/07/2026 18:48

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) participou, na tarde desta sexta-feira, 3/7, na Chácara Manaé, da cerimônia de abertura da Colônia de Férias 2026 do Projeto Edificando com Amor (ECA), destinada a crianças e adolescentes cujos pais ou mães cumprem pena privativa de liberdade. A iniciativa conta com a participação da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP/DF), do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal (GMF/DF), da Associação Edificar, de órgãos públicos, entidades parceiras, voluntários e representantes da sociedade civil.

O supervisor do GMF/DF, desembargador Roberval Belinati, destacou que a iniciativa parte da compreensão de que os efeitos da privação de liberdade ultrapassam a pessoa que cumpre pena e alcançam diretamente seus familiares, especialmente as crianças e os adolescentes. Segundo o magistrado, o projeto materializa uma atuação da Justiça voltada à dignidade humana, à proteção integral e ao fortalecimento dos vínculos familiares. “Hoje não estamos apenas inaugurando uma colônia de férias; estamos abrindo um espaço de convivência, aprendizado, alegria e esperança”, afirmou.

A juíza da VEP/DF, Leila Cury, explicou que o projeto nasceu a partir do diálogo com a Associação Edificar e da identificação da necessidade de ampliar o cuidado com crianças impactadas pelo encarceramento familiar. A magistrada ressaltou que a ressocialização também passa pelo acolhimento humanizado dessas crianças, pela valorização de regras de convivência, respeito ao próximo e fortalecimento dos laços familiares, além de destacar o apoio da administração do TJDFT, que disponibilizou estrutura para a realização da ação. “A ressocialização passa também pelo tratamento humanitário dessas crianças, que são o futuro do nosso país”, afirmou.

A coordenadora do Projeto Edificando com Amor (ECA), Adelai Quefar, ressaltou que a colônia de férias foi pensada como um espaço de acolhimento, afeto e leveza para crianças em situação de vulnerabilidade, inclusive filhos de pessoas privadas de liberdade. Ela explicou que o Projeto ECA existe há mais de 15 anos e que a ideia da colônia surgiu da experiência da entidade nas visitas ao sistema prisional, quando voluntários passaram a levar atividades lúdicas para tornar esse momento menos difícil para as crianças. “Queremos que elas entendam que são importantes, que têm valor e que fazem parte de uma geração que nasceu com propósito”, declarou.

Também participaram do evento a promotora de Justiça do Nupri, Vanessa Farias; o coordenador do Sistema Prisional, João Vitor; a diretora da Penitenciária Feminina, Kamila Célia; a servidora da Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas do Distrito Federal (Vepema/DF), Cristina Mara Bersani; a chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape/DF), Renata Pereira de Jesus; o presidente do Conselho da Comunidade, David Teles, além de servidores(as) da VEP/DF e voluntários.

Colônia de férias

A programação da colônia inclui teatro com contação de histórias, musical, estações de recreação, pintura de rosto, oficina de massinha de modelar e espaços de brincadeiras sensoriais voltados também a crianças atípicas. As atividades preveem ainda a escrita de cartinhas com pedidos ao “Papai do Céu”, que serão utilizadas em ação especial de Natal, além de cartas enviadas pelos pais aos filhos, com leitura prevista para a semana seguinte.

A Colônia de Férias 2026 do Projeto ECA “Edificando com Amor” integra uma rede de cooperação entre o Judiciário, instituições públicas, entidades sociais e voluntários para oferecer às crianças um ambiente de cuidado, escuta e pertencimento. Ao transformar o período de férias em experiência de convivência, brincadeira e acolhimento, a ação busca reduzir os impactos sociais do encarceramento sobre as famílias e abrir caminhos concretos para a  proteção da infância, a cidadania e a reconstrução de vínculos.

O projeto está alinhado às diretrizes da Constituição Federal; ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); à Lei de Execução Penal; ao Plano Pena Justa, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça; e ao Plano Distrital de Políticas Penais do Distrito Federal, especialmente no que se refere à proteção de grupos em situação de vulnerabilidade, ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, à promoção da cidadania, à proteção integral da infância e à humanização da execução penal.

Leia o discurso do desembargador Roberval Belinati na íntegra.

Fotos: Dimmy Falcão

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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