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Celina dispara e chega a 53,1% dos votos válidos. Pesquisa aponta vitória no primeiro turno

Publicado em: 30/09/2026 10:17

Nova pesquisa Correio/Opinião coloca governadora acima da linha necessária para liquidar a eleição no primeiro turno; Celina aparece 25,6 pontos à frente de Grass nos votos válidos, enquanto Paula Belmonte perde terreno na reta final

A calculadora eleitoral voltou a apitar no Distrito Federal.

E o número que apareceu no visor é daqueles que fazem qualquer comitê de campanha prestar atenção:

53,1%.

Esse é o percentual de votos válidos atribuído à governadora Celina Leão (PP) pela nova rodada da pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política, divulgada nesta quarta-feira (30).

Leandro Grass (PT) aparece bem atrás, com 27,5%.

Paula Belmonte (PSDB) caiu para 9,7%.

Ricardo Cappelli (PSB) registra 3,5%.

Kiko Caputo (Novo), 2,8%.

Samara Mineiro (UP), 1,5%.

E os demais candidatos não alcançam 1%.

Traduzindo:

Celina aparece 25,6 pontos percentuais à frente de Grass no levantamento.

E, faltando poucos dias para a eleição, a governadora ultrapassa justamente a fronteira que todos estão olhando: os 50% dos votos válidos.

53,1%: o número que mexe com a eleição

A regra é simples.

Para ser eleito governador no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos.

Brancos e nulos ficam fora dessa conta.

Celina aparece com 53,1%.

Portanto, se o resultado medido pela pesquisa fosse reproduzido exatamente nas urnas, não haveria segundo turno.

Acabaria no domingo.

Grass tem 27,5%.

Paula, 9,7%.

Cappelli, 3,5%.

Kiko, 2,8%.

Samara, 1,5%.

Mas pesquisa não é apuração.

E 53,1% numa pesquisa não significam 53,1% garantidos dentro da urna.

Ainda existe margem de erro, existem eleitores indecisos e existem alguns dias de campanha.

O que o levantamento mostra é uma fotografia em que Celina aparece acima da maioria absoluta dos votos válidos.

Celina sobe; Paula desce

A comparação com a rodada anterior ajuda a entender o movimento registrado pela pesquisa.

Celina estava com 49% dos votos válidos.

Agora aparece com 53,1%.

Crescimento nominal de 4,1 pontos percentuais.

Grass também avançou.

Saiu de 25,8% e chegou a 27,5%.

Mas Paula Belmonte percorreu o caminho inverso.

Tinha 12,8%.

Agora registra 9,7%.

Uma redução nominal de 3,1 pontos.

Cappelli também recuou: de 4,3% para 3,5%.

É importante lembrar que diferenças entre rodadas precisam ser interpretadas considerando as respectivas margens de erro.

Ainda assim, a fotografia final apresenta uma configuração bastante clara:

Celina acima de 50%, Grass isolado em segundo e Paula abaixo dos dois dígitos.

Celina tem quase o dobro de Grass

Outro número chama atenção.

Celina: 53,1%.

Grass: 27,5%.

A governadora aparece com praticamente o dobro do percentual do candidato petista.

A diferença entre os dois é de 25,6 pontos percentuais.

Para colocar isso em perspectiva, Paula, Cappelli, Kiko e Samara, somados, chegam a 17,5%.

Ou seja: na fotografia da pesquisa, a distância entre Celina e Grass é maior do que a soma dos percentuais desses quatro candidatos.

Não é uma previsão do domingo.

É matemática aplicada aos números divulgados pelo levantamento.

E ajuda a explicar o clima de tudo ou nada que tomou conta da reta final da campanha.

Na estimulada, vantagem também é grande

Quando entram na conta os eleitores indecisos e aqueles que pretendem votar em branco ou nulo, os percentuais naturalmente diminuem.

Mesmo assim, Celina continua à frente.

A governadora aparece com 42,2%.

Grass tem 21,9%.

Paula registra 7,7%.

Cappelli aparece com 2,8%.

A distância entre Celina e Grass nessa modalidade é de 20,3 pontos percentuais.

E existe outro movimento interessante na série da pesquisa.

Celina tinha 38,9% no fim de agosto, passou para 37,2% na rodada de 19 de setembro e agora aparece com 42,2%.

Grass saiu de 14,2%, avançou para 19,6% e chegou a 21,9%.

O petista cresceu.

O problema para ele é que Celina também cresceu e continua muito à frente.

E sem mostrar os nomes?

A pesquisa espontânea costuma ser especialmente interessante porque o entrevistador não entrega uma lista de candidatos.

É o eleitor que precisa lembrar espontaneamente em quem pretende votar.

E Celina também lidera nesse quesito.

Celina: 31,3%.

Grass: 17,4%.

Paula: 3,9%.

José Roberto Arruda, mesmo fora da disputa após o indeferimento de sua candidatura, ainda é lembrado por 2,5%.

Cappelli aparece com 1,7%.

Kiko, com 1,3%.

Aqui, entretanto, há um detalhe enorme.

30,9% dos entrevistados ainda não souberam apontar espontaneamente um candidato.

Outros 10,6% declararam intenção de votar branco ou nulo.

É um lembrete importante de que ainda existe eleitor a conquistar.

Grass cresce, mas Celina permanece distante

Para o PT, existe um dado positivo no levantamento.

Grass cresceu.

Na estimulada, passou de 14,2% no fim de agosto para 19,6% na rodada seguinte e agora chega a 21,9%.

Nos votos válidos, aparece com 27,5%.

Portanto, seria incorreto dizer que sua candidatura está parada.

Ela avançou.

O problema está do outro lado da tabela.

Celina também avançou e chega à última curva da campanha com uma vantagem numericamente expressiva.

Grass precisa não apenas continuar crescendo.

Precisa crescer numa velocidade suficiente para reduzir uma diferença que, na pesquisa atual, supera 20 pontos percentuais na estimulada e chega a 25,6 pontos nos votos válidos.

E o relógio eleitoral já está praticamente sem bateria.

Paula perde terreno

Se Grass pelo menos tem crescimento para apresentar, Paula Belmonte enfrenta uma fotografia mais desconfortável.

Nos votos válidos, passou de 12,8% para 9,7%.

Na estimulada, aparece agora com 7,7%.

Ainda ocupa a terceira colocação no levantamento, mas está muito distante dos dois primeiros.

A poucos dias da votação, precisa simultaneamente recuperar terreno e tentar convencer uma parcela expressiva dos indecisos.

É uma tarefa pesada para tão pouco calendário.

A pesquisa foi feita depois da saída de Arruda

Há ainda um detalhe importante para interpretar os números.

As entrevistas ocorreram entre 26 e 28 de setembro, depois de o Tribunal Superior Eleitoral negar o registro da candidatura de José Roberto Arruda.

Isso significa que o levantamento já captura parte da reorganização do eleitorado provocada pela retirada de um nome que vinha aparecendo com percentuais relevantes nas pesquisas anteriores.

Com Arruda fora, começou uma verdadeira corrida pelo eleitor órfão.

Celina.

Grass.

Paula.

Cappelli.

Kiko.

Todos querem uma fatia.

A nova pesquisa sugere como esse tabuleiro estava se reorganizando durante o período das entrevistas.

1.225 eleitores ouvidos presencialmente

O levantamento Correio/Opinião ouviu 1.225 eleitores, presencialmente, entre os dias 26 e 28 de setembro.

As entrevistas foram realizadas em 31 das 33 regiões administrativas do Distrito Federal.

A margem de erro informada é de 2,9 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O nível de confiança é de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número DF-00922/2026.

Esses dados são fundamentais porque pesquisa eleitoral não é certidão de resultado.

É uma estimativa estatística sobre determinado momento da campanha.

E se tiver segundo turno?

O instituto também simulou uma disputa direta entre Celina e Grass.

Celina aparece com 50,8%.

Grass registra 32,9%.

A diferença é de 17,9 pontos percentuais.

Novamente, trata-se de uma hipótese apresentada aos entrevistados, não de uma previsão de resultado.

E existe uma ironia matemática nessa pergunta.

Para que essa simulação se torne realidade, primeiro precisa haver segundo turno.

E, no cenário de votos válidos medido pela própria pesquisa, Celina aparece justamente acima da linha que dispensaria essa segunda votação.

A última curva

Agora não adianta mais olhar para agosto.

Nem para o começo de setembro.

A campanha entrou na última curva.

Celina aparece com 53,1% dos votos válidos.

Grass, 27,5%.

Paula, 9,7%.

Cappelli, 3,5%.

Kiko, 2,8%.

Samara, 1,5%.

A governadora está 3,1 pontos acima da linha dos 50%.

Mas ainda há campanha.

Ainda há margem de erro.

Ainda há indecisos.

E, principalmente, ainda não houve votação.

Por isso, ninguém recebeu a chave do Buriti antecipadamente.

Mas uma coisa a pesquisa Correio/Opinião deixa evidente:

na fotografia tirada entre 26 e 28 de setembro, Celina chega à reta final em posição compatível com uma decisão no primeiro turno, enquanto seus adversários correm contra duas coisas ao mesmo tempo: a diferença nas pesquisas e o relógio.

Agora faltam poucos dias.

A pesquisa já fez sua fotografia.

No domingo, o eleitor revela o filme inteiro.

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