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Celina destaca ampliação da rede de proteção às mulheres e aposta em tecnologia, acolhimento e autonomia econômica no DF

Publicado em: 09/10/2026 08:41

Governadora e candidata à reeleição afirma que número de equipamentos públicos de atendimento passou de 14 para 31; programas como Viva Flor, Aluguel Social e Mulher Segura DF integram ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica

A proteção das mulheres ganhou destaque na agenda da governadora e candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), nesta quinta-feira (8). Ao apresentar um balanço das políticas públicas voltadas ao público feminino, Celina destacou a ampliação da rede de atendimento, a criação de instrumentos tecnológicos de proteção e programas destinados a garantir moradia e autonomia econômica para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Entre as iniciativas mencionadas estão o Programa Viva Flor, o Aluguel Social, as Casas da Mulher Brasileira e o aplicativo Mulher Segura DF.

A candidata afirmou que o Distrito Federal ampliou significativamente a estrutura destinada ao atendimento das mulheres.

“Eu saí de 14 equipamentos públicos de atendimento às mulheres e fui para 31. Criei 4 Casas da Mulher Brasileira. Agora temos um aplicativo que junta todos esses programas, que se chama Mulher Segura DF”, declarou.

Os números apresentados por Celina indicam a expansão da rede, embora a avaliação dos resultados dessas políticas também dependa de informações sobre funcionamento, capacidade de atendimento e alcance efetivo dos serviços.

Rede de atendimento passa de 14 para 31 equipamentos, segundo Celina

Um dos principais pontos destacados pela governadora foi a ampliação da estrutura pública destinada ao acolhimento e à proteção das mulheres.

Segundo Celina, o número de equipamentos de atendimento passou de 14 para 31.

Essas unidades integram uma rede que busca oferecer diferentes formas de assistência, desde orientação e acompanhamento psicossocial até serviços de proteção em situações de violência doméstica.

A ampliação dos equipamentos é especialmente relevante porque o enfrentamento da violência contra as mulheres exige respostas que vão além do atendimento policial.

Muitas vítimas precisam de apoio psicológico, orientação jurídica, assistência social, proteção para os filhos e condições materiais para reorganizar a própria vida.

A existência de serviços especializados permite que essas demandas sejam tratadas de maneira articulada.

Viva Flor: tecnologia para situações de risco extremo

Entre as iniciativas destacadas está o Programa Viva Flor, voltado à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que estejam em situação de risco extremo.

O programa disponibiliza um Dispositivo de Proteção Preventiva que permite solicitar socorro remotamente.

Quando acionado, o equipamento possibilita atendimento prioritário pela Polícia Militar, oferecendo um mecanismo adicional de resposta em situações de ameaça.

Durante a apresentação das políticas públicas, Celina fez uma afirmação sobre os resultados do programa.

“Eu nunca perdi nenhuma mulher monitorada pelo nosso programa Viva Flor”, declarou.

A fala representa uma avaliação da governadora sobre o funcionamento da iniciativa. A verificação independente desse resultado exige dados oficiais completos sobre as mulheres acompanhadas, os períodos de monitoramento e os critérios utilizados.

A proposta do Viva Flor é fortalecer a proteção preventiva, especialmente nos casos em que a vítima enfrenta ameaças graves e necessita de resposta policial rápida.

Aluguel Social: moradia para romper o ciclo de violência

Outra política destacada foi o Aluguel Social, destinado a mulheres vítimas de violência doméstica em situação de extrema vulnerabilidade social e econômica.

O benefício informado é de R$ 600 mensais, durante seis meses, para auxiliar mulheres que precisam deixar a residência ou que não possuem condições financeiras de manter uma moradia.

A iniciativa procura enfrentar uma das dificuldades mais frequentes vividas por vítimas de violência: a dependência econômica.

Em determinadas situações, a ausência de renda ou de um local seguro para morar pode dificultar o afastamento do agressor.

O auxílio financeiro busca oferecer condições temporárias para que a mulher reorganize sua vida e procure alternativas de moradia.

A política também evidencia a importância de combinar medidas de segurança com assistência social.

A proteção não se encerra no afastamento do agressor. Muitas vezes, ela exige garantir condições materiais para que a vítima possa reconstruir sua autonomia.

Casas da Mulher Brasileira oferecem acolhimento especializado

Celina também destacou a implantação de quatro Casas da Mulher Brasileira.

Esses equipamentos foram apresentados como parte da expansão da rede pública de atendimento e acolhimento.

A Casa da Mulher Brasileira reúne serviços voltados às mulheres em situação de violência, incluindo atendimento psicossocial, orientação, acolhimento e alojamento de passagem.

O modelo também contempla atividades de capacitação profissional e iniciativas relacionadas à autonomia econômica.

A integração desses serviços em um mesmo equipamento busca reduzir dificuldades enfrentadas por mulheres que precisam recorrer a diferentes órgãos públicos para obter assistência.

Durante a agenda, Celina citou a criação das unidades como uma das realizações de sua gestão.

A quantidade de equipamentos anunciada, contudo, deve ser distinguida da quantidade de unidades efetivamente inauguradas e em funcionamento, informação relevante para a avaliação da cobertura territorial do serviço.

Centros especializados oferecem apoio psicológico e jurídico

A rede do Distrito Federal também conta com quatro Centros Especializados de Atendimento à Mulher.

Esses espaços oferecem acompanhamento interdisciplinar, com atendimento psicológico, pedagógico, social e orientação jurídica.

O objetivo é acolher mulheres em situação de violência e oferecer suporte para o enfrentamento de suas consequências.

O acompanhamento especializado pode ser decisivo para vítimas que enfrentam sofrimento psicológico, dificuldades familiares, insegurança financeira ou obstáculos para acessar serviços públicos.

A atuação conjunta de profissionais de diferentes áreas procura responder à complexidade dessas situações.

Mulher Segura DF reúne serviços em aplicativo

A tecnologia também aparece entre os instrumentos destacados pela governadora.

Celina mencionou o lançamento do aplicativo Mulher Segura DF, desenvolvido para reunir informações e serviços relacionados à proteção das mulheres.

A proposta é facilitar o acesso às iniciativas existentes e permitir que as usuárias encontrem, em uma mesma plataforma, orientações sobre os programas disponíveis.

A integração digital pode contribuir para ampliar a divulgação da rede de atendimento e facilitar o encaminhamento aos serviços especializados.

Sua efetividade dependerá, entre outros fatores, da acessibilidade da ferramenta, da atualização das informações e da capacidade de atendimento dos órgãos envolvidos.

Autonomia econômica também integra a política de proteção

Além das medidas de enfrentamento direto à violência, Celina destacou programas de capacitação, formação de lideranças e apoio às mulheres rurais.

Essas iniciativas procuram ampliar a participação feminina na vida econômica e social.

A autonomia financeira possui relação direta com a capacidade de tomar decisões sobre trabalho, moradia e organização familiar.

Por isso, políticas de formação profissional e geração de oportunidades podem complementar os mecanismos de proteção contra a violência.

A abordagem apresentada pela governadora reúne, assim, diferentes dimensões: segurança, acolhimento, moradia, atendimento especializado e inclusão econômica.

Ampliação da proteção exige continuidade e avaliação

As iniciativas apresentadas por Celina mostram a diversidade de instrumentos que compõem a política de proteção às mulheres no Distrito Federal.

O Viva Flor atua em situações de risco extremo.

O Aluguel Social oferece apoio temporário à moradia.

As Casas da Mulher Brasileira e os centros especializados reúnem serviços de acolhimento e acompanhamento.

O Mulher Segura DF busca facilitar o acesso às informações e aos programas.

Já as ações de capacitação e autonomia econômica procuram oferecer oportunidades para que mulheres construam trajetórias mais independentes.

Durante a agenda desta quinta-feira, Celina Leão apresentou a ampliação dessa rede como uma das prioridades de sua atuação à frente do Governo do Distrito Federal.

O desafio permanente será assegurar que os equipamentos anunciados funcionem adequadamente, que os programas alcancem as mulheres que deles necessitam e que os serviços de proteção ofereçam respostas efetivas diante das situações de violência.

A expansão da estrutura é uma etapa importante. Sua consolidação depende de continuidade administrativa, financiamento, profissionais capacitados e avaliação transparente dos resultados.

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