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Celina destaca ampliação da rede de proteção às mulheres e aposta em tecnologia, acolhimento e autonomia econômica no DF
Governadora e candidata à reeleição afirma que número de equipamentos públicos de atendimento passou de 14 para 31; programas como Viva Flor, Aluguel Social e Mulher Segura DF integram ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica
A proteção das mulheres ganhou destaque na agenda da governadora e candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), nesta quinta-feira (8). Ao apresentar um balanço das políticas públicas voltadas ao público feminino, Celina destacou a ampliação da rede de atendimento, a criação de instrumentos tecnológicos de proteção e programas destinados a garantir moradia e autonomia econômica para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Entre as iniciativas mencionadas estão o Programa Viva Flor, o Aluguel Social, as Casas da Mulher Brasileira e o aplicativo Mulher Segura DF.
A candidata afirmou que o Distrito Federal ampliou significativamente a estrutura destinada ao atendimento das mulheres.
“Eu saí de 14 equipamentos públicos de atendimento às mulheres e fui para 31. Criei 4 Casas da Mulher Brasileira. Agora temos um aplicativo que junta todos esses programas, que se chama Mulher Segura DF”, declarou.
Os números apresentados por Celina indicam a expansão da rede, embora a avaliação dos resultados dessas políticas também dependa de informações sobre funcionamento, capacidade de atendimento e alcance efetivo dos serviços.
Rede de atendimento passa de 14 para 31 equipamentos, segundo Celina
Um dos principais pontos destacados pela governadora foi a ampliação da estrutura pública destinada ao acolhimento e à proteção das mulheres.
Segundo Celina, o número de equipamentos de atendimento passou de 14 para 31.
Essas unidades integram uma rede que busca oferecer diferentes formas de assistência, desde orientação e acompanhamento psicossocial até serviços de proteção em situações de violência doméstica.
A ampliação dos equipamentos é especialmente relevante porque o enfrentamento da violência contra as mulheres exige respostas que vão além do atendimento policial.
Muitas vítimas precisam de apoio psicológico, orientação jurídica, assistência social, proteção para os filhos e condições materiais para reorganizar a própria vida.
A existência de serviços especializados permite que essas demandas sejam tratadas de maneira articulada.
Viva Flor: tecnologia para situações de risco extremo
Entre as iniciativas destacadas está o Programa Viva Flor, voltado à proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que estejam em situação de risco extremo.
O programa disponibiliza um Dispositivo de Proteção Preventiva que permite solicitar socorro remotamente.
Quando acionado, o equipamento possibilita atendimento prioritário pela Polícia Militar, oferecendo um mecanismo adicional de resposta em situações de ameaça.
Durante a apresentação das políticas públicas, Celina fez uma afirmação sobre os resultados do programa.
“Eu nunca perdi nenhuma mulher monitorada pelo nosso programa Viva Flor”, declarou.
A fala representa uma avaliação da governadora sobre o funcionamento da iniciativa. A verificação independente desse resultado exige dados oficiais completos sobre as mulheres acompanhadas, os períodos de monitoramento e os critérios utilizados.
A proposta do Viva Flor é fortalecer a proteção preventiva, especialmente nos casos em que a vítima enfrenta ameaças graves e necessita de resposta policial rápida.
Aluguel Social: moradia para romper o ciclo de violência
Outra política destacada foi o Aluguel Social, destinado a mulheres vítimas de violência doméstica em situação de extrema vulnerabilidade social e econômica.
O benefício informado é de R$ 600 mensais, durante seis meses, para auxiliar mulheres que precisam deixar a residência ou que não possuem condições financeiras de manter uma moradia.
A iniciativa procura enfrentar uma das dificuldades mais frequentes vividas por vítimas de violência: a dependência econômica.
Em determinadas situações, a ausência de renda ou de um local seguro para morar pode dificultar o afastamento do agressor.
O auxílio financeiro busca oferecer condições temporárias para que a mulher reorganize sua vida e procure alternativas de moradia.
A política também evidencia a importância de combinar medidas de segurança com assistência social.
A proteção não se encerra no afastamento do agressor. Muitas vezes, ela exige garantir condições materiais para que a vítima possa reconstruir sua autonomia.
Casas da Mulher Brasileira oferecem acolhimento especializado
Celina também destacou a implantação de quatro Casas da Mulher Brasileira.
Esses equipamentos foram apresentados como parte da expansão da rede pública de atendimento e acolhimento.
A Casa da Mulher Brasileira reúne serviços voltados às mulheres em situação de violência, incluindo atendimento psicossocial, orientação, acolhimento e alojamento de passagem.
O modelo também contempla atividades de capacitação profissional e iniciativas relacionadas à autonomia econômica.
A integração desses serviços em um mesmo equipamento busca reduzir dificuldades enfrentadas por mulheres que precisam recorrer a diferentes órgãos públicos para obter assistência.
Durante a agenda, Celina citou a criação das unidades como uma das realizações de sua gestão.
A quantidade de equipamentos anunciada, contudo, deve ser distinguida da quantidade de unidades efetivamente inauguradas e em funcionamento, informação relevante para a avaliação da cobertura territorial do serviço.
Centros especializados oferecem apoio psicológico e jurídico
A rede do Distrito Federal também conta com quatro Centros Especializados de Atendimento à Mulher.
Esses espaços oferecem acompanhamento interdisciplinar, com atendimento psicológico, pedagógico, social e orientação jurídica.
O objetivo é acolher mulheres em situação de violência e oferecer suporte para o enfrentamento de suas consequências.
O acompanhamento especializado pode ser decisivo para vítimas que enfrentam sofrimento psicológico, dificuldades familiares, insegurança financeira ou obstáculos para acessar serviços públicos.
A atuação conjunta de profissionais de diferentes áreas procura responder à complexidade dessas situações.
Mulher Segura DF reúne serviços em aplicativo
A tecnologia também aparece entre os instrumentos destacados pela governadora.
Celina mencionou o lançamento do aplicativo Mulher Segura DF, desenvolvido para reunir informações e serviços relacionados à proteção das mulheres.
A proposta é facilitar o acesso às iniciativas existentes e permitir que as usuárias encontrem, em uma mesma plataforma, orientações sobre os programas disponíveis.
A integração digital pode contribuir para ampliar a divulgação da rede de atendimento e facilitar o encaminhamento aos serviços especializados.
Sua efetividade dependerá, entre outros fatores, da acessibilidade da ferramenta, da atualização das informações e da capacidade de atendimento dos órgãos envolvidos.
Autonomia econômica também integra a política de proteção
Além das medidas de enfrentamento direto à violência, Celina destacou programas de capacitação, formação de lideranças e apoio às mulheres rurais.
Essas iniciativas procuram ampliar a participação feminina na vida econômica e social.
A autonomia financeira possui relação direta com a capacidade de tomar decisões sobre trabalho, moradia e organização familiar.
Por isso, políticas de formação profissional e geração de oportunidades podem complementar os mecanismos de proteção contra a violência.
A abordagem apresentada pela governadora reúne, assim, diferentes dimensões: segurança, acolhimento, moradia, atendimento especializado e inclusão econômica.
Ampliação da proteção exige continuidade e avaliação
As iniciativas apresentadas por Celina mostram a diversidade de instrumentos que compõem a política de proteção às mulheres no Distrito Federal.
O Viva Flor atua em situações de risco extremo.
O Aluguel Social oferece apoio temporário à moradia.
As Casas da Mulher Brasileira e os centros especializados reúnem serviços de acolhimento e acompanhamento.
O Mulher Segura DF busca facilitar o acesso às informações e aos programas.
Já as ações de capacitação e autonomia econômica procuram oferecer oportunidades para que mulheres construam trajetórias mais independentes.
Durante a agenda desta quinta-feira, Celina Leão apresentou a ampliação dessa rede como uma das prioridades de sua atuação à frente do Governo do Distrito Federal.
O desafio permanente será assegurar que os equipamentos anunciados funcionem adequadamente, que os programas alcancem as mulheres que deles necessitam e que os serviços de proteção ofereçam respostas efetivas diante das situações de violência.
A expansão da estrutura é uma etapa importante. Sua consolidação depende de continuidade administrativa, financiamento, profissionais capacitados e avaliação transparente dos resultados.
