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1ª VIJ/TJDFT fala sobre rede de proteção e acolhimento em seminário sobre tráfico de pessoas

Publicado em: 05/08/2026 22:20

juíza da 1ª Vara da Infância e da Juventude (1ª VIJ) e coordenadora da Justiça da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (CIJ/TJDFT), Rejane Suxberger, e a juíza da Vara Criminal do Paranoá e integrante do Comitê Distrital de Enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos (CDETSH), Mônica Iannini Malgueiro, compuseram a mesa de abertura da 12ª Semana Nacional de Mobilização para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

O evento, realizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), na sexta-feira, 31/7, no auditório da Defensoria Pública do DF, reuniu conselheiros tutelares e profissionais da rede de proteção para discutir estratégias de prevenção e enfrentamento ao tráfico de pessoas.  

Durante a programação, a coordenadora da CIJ/TJDFT e a supervisora do Núcleo de Avaliação para Proteção Integral (Nuapri), Cristiane Matos, falaram no painel “O acolhimento de crianças e adolescentes vítimas no Distrito Federal”. A apresentação abordou o papel da rede de proteção para identificar situações de tráfico de pessoas envolvendo o público infantojuvenil e a importância da atuação articulada entre os diversos órgãos do Sistema de Garantia de Direitos.  

Ao resgatar um caso concreto acompanhado pela Justiça da Infância e da Juventude, a magistrada demonstrou como situações inicialmente identificadas como violação de direitos podem revelar indícios de tráfico de pessoas. A palestrante reforçou a necessidade de um olhar atento dos profissionais da rede e da sociedade para sinais de exploração e vulnerabilidade 

O tráfico de pessoas quase nunca se parece com um sequestro. Ele se parece com uma oportunidade. Chega pela tela do celular, veste terno, fala macio e mira exatamente onde dói: a pobreza, o luto, o talento, a esperança. As prisões de que falamos não têm grades; são feitas de silêncio, de medo, de dívida, de documento retido. E prisão feita de silêncio se abre com uma coisa só: alguém que percebe”, explicou. 

De acordo com a supervisora do Nuapri, o seminário contribuiu para fortalecer a capacidade de atuação dos profissionais que trabalham diretamente com crianças e adolescentes. “O evento foi uma importante oportunidade de sensibilização e qualificação da rede de proteção para um tema que ainda permanece muitas vezes invisibilizado. O tráfico de pessoas costuma estar associado a contextos de vulnerabilidade social e nem sempre é facilmente identificado, o que reforça a importância da atuação articulada entre os diversos serviços do Sistema de Garantia de Direitos”, destacou. 

A servidora ressaltou ainda que a prevenção é uma das principais estratégias para enfrentar esse tipo de violação. “Investir em informação, prevenção e fortalecimento das políticas públicas é fundamental para ampliar a proteção de crianças e adolescentes e enfrentar precocemente situações de exploração e violação de direitos”, concluiu. 

Com o tema Aprisionados pelo Golpe, a 12ª Semana Nacional de Mobilização para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas promoveu ações de conscientização sobre os riscos do aliciamento por falsas promessas de trabalho e reforçou a importância da atuação integrada entre instituições públicas e sociedade para prevenir e combater o tráfico de pessoas. 

Como denunciar ou pedir ajuda 

  • Telefone: (61) 2244-1232 – Canal da Gerência de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Apoio ao Migrante (Getpam) 
  • Disque 100 
  • 180 – Central de Atendimento à Mulher 

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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