Compartilhar
Sebrae/CE promove Jornada de qualificação para empresas da Construção Civil
O Sebrae/CE lançou oficialmente, no último dia 10 de setembro, a Jornada da Construção Industrializada, iniciativa voltada à qualificação e ao desenvolvimento de empresas que atuam na cadeia da Construção Civil no Ceará. O programa, que conta com a participação de mais de 20 empresas do estado, busca apoiar os participantes na identificação de oportunidades, reorganização de processos e construção de novos modelos de negócios relacionados à industrialização da construção.
Desenvolvida pelo Sebrae, com execução técnica do ITIE – Instituto de Tecnologias de Industrialização das Edificações, a Jornada parte da compreensão de que a industrialização não representa apenas a adoção de novas tecnologias e sistemas construtivos. O processo também envolve mudanças na forma de organizar a produção, desenvolver pessoas, estabelecer parcerias e criar novas possibilidades de atuação no mercado.
De acordo com Suilany Teixeira, articuladora da Unidade de Competitividade do Sebrae/CE, a proposta da Jornada é justamente auxiliar essas empresas a identificarem onde podem se posicionar nessa nova cadeia de valor e como transformar oportunidades em negócios viáveis e competitivos.
“Uma empresa pode atuar em diferentes etapas da cadeia de valor da Construção Civil, seja construindo, fabricando componentes, especializando-se em montagem, integrando soluções ou combinando diferentes competências para desenvolver um modelo próprio de negócio e o compromisso do Sebrae é de ajudá-la a se qualificar para aproveitar as oportunidades geradas pelo mercado”.
Uma jornada progressiva e inclusiva
A metodologia foi estruturada a partir do princípio de que não existe um único caminho para a industrialização da construção. Cada empresa possui características, recursos, capacidades e níveis de maturidade diferentes e, por isso, a evolução deve ocorrer de maneira progressiva, considerando a realidade de cada negócio.
A Jornada Progressiva e Inclusiva da Industrialização da Construção Civil busca, dessa forma, apoiar as empresas não apenas na incorporação de tecnologias, mas também na reorganização de processos, no desenvolvimento de competências e na construção de estratégias capazes de gerar resultados concretos.
Entre os princípios que orientam a iniciativa estão a compreensão da industrialização como um processo de reorganização produtiva, a evolução gradual das empresas, a aprendizagem por meio da prática e a importância da cooperação entre empresas, instituições e profissionais.
A metodologia também considera que o desenvolvimento das empresas está diretamente relacionado ao fortalecimento do ecossistema no qual elas estão inseridas. “Acreditamos que a criação de conexões e a cooperação entre diferentes atores da cadeia podem ampliar as possibilidades de inovação, competitividade e geração de negócios”, destaca Suilany.
Da preparação à evolução contínua

A Jornada está organizada em etapas que buscam transformar diagnóstico e planejamento em ações práticas. A primeira etapa é dedicada à preparação, com alinhamento inicial e mobilização das empresas participantes. Em seguida, a Jornada Coletiva busca compreender a situação atual dos negócios, identificar oportunidades e definir possíveis rotas de migração para modelos mais industrializados.
Na etapa de Desenvolvimento e Validação, as empresas são estimuladas a transformar o planejamento em ação, desenvolvendo soluções, criando protótipos ou produtos mínimos viáveis (MVPs), testando hipóteses e buscando validar as propostas no mercado.
Por fim, a etapa de Evolução Contínua prevê a consolidação dos processos, a ampliação da escala e a integração das empresas ao ecossistema da construção industrializada. Ao longo desse percurso, a Jornada prevê entregas concretas para os participantes, como diagnóstico de maturidade, definição do posicionamento na cadeia de valor, estratégia de migração, novas conexões e um plano prático de evolução.
Qualificação e competitividade
Para a gestora do Sebrae/CE, o fortalecimento das micro e pequenas empresas é fundamental para ampliar a capacidade de inovação e competitividade da cadeia da Construção Civil. “A industrialização abre possibilidades para a criação de novos produtos, serviços e modelos de negócios, além de estimular a qualificação profissional e a cooperação entre diferentes empresas e instituições’.
Segundo ela, a expectativa é que o processo contribua para o desenvolvimento de empresas mais produtivas e competitivas, ao mesmo tempo em que fortalece o ecossistema de inovação e amplia as possibilidades de geração de valor para empresas, profissionais e sociedade.
“O programa está alinhado a uma visão de futuro para o setor, na qual a industrialização pode contribuir para processos construtivos mais eficientes, maior qualificação da mão de obra, desenvolvimento de novos negócios e soluções capazes de responder aos desafios das cidades”, reforça.