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Sapucaia do Sul: MPRS irá recorrer à pena de PM condenado por matar a esposa com um tiro no rosto em 2024

Publicado em: 23/05/2026 04:43

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) irá recorrer da pena de 17 anos imposta pelo Tribunal do Júri em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, nesta sexta-feira, 22 de maio, a policial militar condenado pelo assassinato da esposa.

O crime ocorreu em maio de 2024, na residência do casal, no Bairro Ipiranga. A vítima, uma professora de 46 anos, foi morta com um tiro no rosto. O casal mantinha um relacionamento de mais de 20 anos e tinha dois filhos.

O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado e ao pagamento de indenização de R$ 160 mil. “Vamos recorrer porque a pena é desproporcional à gravidade do fato. A própria sentença reconhece a gravidade absurda do ocorrido, portanto, entendo que a pena tem que ser aumentada”, destacou o promotor de Justiça Charles Emil Machado Martins, que atuou em plenário.

No julgamento, o MPRS contestou a versão de disparo acidental, alegada pelo réu. Segundo o depoimento prestado na Delegacia de Polícia, durante um desentendimento, ele teria empunhado uma arma para cometer suicídio. A mulher teria avançado em sua direção, provocando um disparo acidental que a atingiu.

Após o tiro, ele entrou em contato com uma vizinha, informando que a esposa havia sido baleada, e solicitou que ela acionasse o socorro. Em seguida, deixou o local, apresentando-se à polícia e, desde então, permanece preso preventivamente.

Ainda conforme apurado, o homem tinha, confessadamente, outra família na cidade de Canoas. “Essa circunstância contribuiu para o crime praticado pelo réu”, conta o promotor.

Fonte: Agência de Notícias do Estado do RS

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