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Prefeito Sandro Mabel amplia Pafus e anuncia R$ 20 milhões para unidades de saúde de Goiânia
O prefeito Sandro Mabel entregou a primeira remessa de recursos do Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), em solenidade nesta sexta-feira (10/7), no Paço Municipal. Pela primeira vez, as unidades de saúde da rede municipal contam com recursos próprios para resolver com mais agilidade as demandas do dia a dia e melhorar o atendimento à população.
“Assim como fizemos com a Educação, vamos fazer a melhor saúde para Goiânia”, afirmou o prefeito. Inicialmente, Mabel iria anunciar o repasse de R$ 10 milhões para a gestão das unidades de saúde em 2026, mas na solenidade, resolveu dobrar o valor. “Vamos liberar R$ 10 milhões agora e outros R$ 10 milhões em setembro”, assinalou.
O prefeito anunciou também a realização de licitação para a aquisição de 1,2 mil aparelhos de ar-condicionado para as unidades de saúde da capital. “Já autorizamos a compra. Agora, a manutenção do aparelho é com a unidade. O Pafus não é só para uma reforminha, ele veio para ficar”, ressaltou o prefeito.
Inspirado no Programa de Autonomia Financeira da Instituição Educacional (Pafie), da Secretaria Municipal de Educação (SME), o Pafus permite que cada unidade administre diretamente recursos destinados a despesas de rotina, como manutenção predial, aquisição de materiais de escritório, serviços de limpeza e pequenos reparos. Com o repasse, cada unidade movimenta os próprios recursos por meio de conta bancária própria, dando autonomia financeira às unidades de saúde.
Nessa primeira remessa de recursos do Pafus, cada uma das 11 unidades de urgência e emergência recebe R$ 100 mil; enquanto cada uma das 106 unidades básicas de saúde, além da saúde mental, receberá R$ 70 mil. Os recursos são do Fundo Municipal de Saúde.
“O prefeito trouxe uma notícia muito boa para a população. Um investimento que era previsto de R$ 8 milhões, que ele já tinha subido a R$ 10 milhões, agora vai investir R$ 20 milhões. É dignidade e melhor atendimento da população goianiense a serviço da secretaria”, explicou o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer.
Para o gestor da UPA Cândida de Moraes, José Ismariano Cardoso, o Pafus é um dinheiro que chega para a gestão das unidades agir de forma rápida na solução dos problemas. “Esse orçamento chega para a gestão fazer, gerenciar e fazer pequenos reparos bem como para a aquisição de insumos e equipamentos. Isso para o gestor faz diferença porque você não para o serviço”. Ele conta que antes do Pafus, quando a tomada de um computador estragava, era preciso parar o trabalho com o computador pela impossibilidade de comprar a tomada. “Agora, temos essa autonomia financeira para resolver”, comemora.
A comissão executora de cada unidade é responsável pelo acompanhamento, deliberação, fiscalização e execução de ações do Pafus. Cada comissão é composta do gestor da unidade de saúde, usuários e trabalhos vinculados à unidade, que vai precisar de um Plano de Aplicação de Recursos (PAR). Cada unidade terá pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, com CNPJ, e deve prestar contas trimestralmente ao Conselho Municipal de Saúde, à Controladoria-geral do Município e ao Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás.
Para o vereador Anselmo Pereira, o Pafus é fundamental para descentralizar e dar oportunidade para dar plenitude aos gestores, “para que possam servir mais e melhor a saúde que a sociedade goianiense merece”. O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereador Dr. Gustavo, destacou que o Pafus é um projeto muito esperado. “Com esse recurso, os gestores vão melhorar as unidades de saúde e assim, os benefícios serão para os trabalhadores e para a população goianiense”, disse.
Também estiveram presentes na solenidade, entre outras autoridades, a vice-prefeita Coronel Cláudia Lira; os vereadores Wellington Bessa e Pedro Azulão Filho; e os secretários Sabrina Garcez (Segov); Paulo Magalhães (Assuntos Comunitários); Uugton Batista (Secult); Jarbas Rodrigues (Secom); o presidente da GoiâniaTur, Vinícius Gomes, e o procurador-geral Wandir Allan.

