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Por determinação de Celina Leão, Codhab e Terracap iniciam articulação para regularizar Cabeceira do Valo e atender mais de 800 famílias

Publicado em: 22/10/2026 18:42

Reunião realizada nesta quinta-feira (22) reuniu representantes do Governo do Distrito Federal e lideranças comunitárias para discutir alternativas à insegurança fundiária na Estrutural; estudos buscarão conciliar direito à moradia, legislação ambiental e planejamento urbano

A busca pela regularização fundiária da comunidade Cabeceira do Valo, localizada na região da Estrutural, ganhou um novo encaminhamento nesta quinta-feira (22). Por determinação da governadora Celina Leão, representantes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) e da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) reuniram-se com lideranças comunitárias para discutir alternativas que possam garantir segurança jurídica e condições dignas de moradia a mais de 800 famílias.

A reunião marcou o início de uma articulação institucional destinada a examinar a situação territorial, urbanística e ambiental da comunidade, cuja ocupação, segundo os representantes dos moradores, remonta a 1989.

O principal objetivo é construir uma solução juridicamente viável para uma demanda habitacional que atravessa décadas e envolve diferentes competências do poder público.

Celina determina mobilização de órgãos para enfrentar a questão fundiária

A iniciativa foi apresentada como resultado de uma determinação da governadora Celina Leão para que os órgãos responsáveis pela política habitacional e pela gestão territorial do Distrito Federal busquem alternativas para a Cabeceira do Valo.

O encaminhamento envolve a Codhab, responsável por ações de política habitacional, e a Terracap, cuja atuação na gestão de terras públicas e no desenvolvimento territorial é relevante para a análise da situação fundiária.

A proposta é superar a fragmentação administrativa e reunir os órgãos com atribuições relacionadas à regularização, ao planejamento urbano e à proteção ambiental.

A articulação representa uma etapa preliminar importante, embora ainda não constitua decisão definitiva sobre a regularização da área.

Mais de 800 famílias aguardam uma solução

A Cabeceira do Valo abriga, segundo as lideranças comunitárias, mais de 800 famílias que reivindicam uma solução para a situação de suas moradias.

A permanência prolongada na localidade é um dos elementos apresentados pelos moradores para justificar a necessidade de análise aprofundada do caso.

A ausência de regularização fundiária pode gerar insegurança quanto à permanência das famílias, além de dificultar investimentos em infraestrutura e serviços urbanos.

O desafio consiste em identificar quais instrumentos legais podem ser aplicados à área e quais condicionantes ambientais e urbanísticas precisam ser observadas.

Para os moradores, o objetivo é alcançar uma solução que ofereça estabilidade residencial sem desconsiderar as exigências da legislação.

Lideranças comunitárias apresentam reivindicações à Codhab e à Terracap

As demandas foram formalizadas por Michael Carvalho de Almeida e Joaquim Waldeilton Campos, dirigentes da Prefeitura Comunitária Cabeceira do Valo.

Entre os pedidos apresentados está a realização de estudos técnicos sobre a situação territorial e fundiária da comunidade.

Os representantes também solicitaram a análise da possibilidade de enquadramento da área na Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) Vila Estrutural.

As Zonas Especiais de Interesse Social constituem instrumentos de planejamento urbano destinados, entre outras finalidades, a orientar políticas habitacionais e processos de regularização em áreas de interesse social, observadas as normas aplicáveis.

A eventual inclusão ou reconhecimento da Cabeceira do Valo nesse enquadramento dependerá de análise técnica, jurídica e urbanística.

Outro pedido foi a integração dos órgãos responsáveis pelo planejamento territorial e pela fiscalização ambiental, de modo que as diferentes exigências legais sejam examinadas conjuntamente.

Codhab anuncia estudos de viabilidade

Durante o encontro, o presidente da Codhab, Marcelo Fagundes Gomide, informou que serão iniciados estudos de viabilidade para identificar alternativas de atendimento à comunidade.

Segundo o relato da reunião, Gomide também destacou o compromisso de buscar soluções que evitem a demolição de moradias ocupadas por famílias em situação de vulnerabilidade.

A análise deverá considerar as características da área, a situação jurídica da ocupação e os instrumentos disponíveis para eventual regularização ou outra solução habitacional adequada.

O início dos estudos não significa que todas as moradias possam ser regularizadas automaticamente.

A definição dependerá de fatores como titularidade da terra, restrições ambientais, condições de segurança e compatibilidade com as normas de ordenamento territorial.

Terracap defende atuação integrada

Representando a Terracap, Renato Leal ressaltou a necessidade de atuação coordenada entre as instituições envolvidas.

A proposta apresentada prevê a formação de uma força-tarefa com participação da Codhab, Terracap, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e Ministério Público.

A integração institucional poderá permitir que os aspectos fundiários, ambientais e urbanísticos sejam examinados de maneira articulada.

Essa coordenação é especialmente relevante em situações nas quais a solução habitacional depende de providências administrativas e legais atribuídas a diferentes órgãos.

A participação de cada instituição e os próximos procedimentos ainda precisarão ser formalizados.

Comunidade pede audiência com a governadora

Além dos estudos técnicos, as lideranças solicitaram uma audiência com Celina Leão para apresentar diretamente as reivindicações da comunidade.

Os representantes também defenderam a participação dos moradores nas discussões e nas etapas de construção das alternativas.

A inclusão da comunidade no processo pode contribuir para identificar necessidades concretas, esclarecer dúvidas e permitir que as decisões considerem a realidade das famílias afetadas.

A solicitação de audiência ainda depende de confirmação de agenda.

Direito à moradia e proteção ambiental devem caminhar juntos

A situação da Cabeceira do Valo reúne questões que exigem tratamento técnico e jurídico cuidadoso.

De um lado, está a necessidade de proteção social de famílias que reivindicam segurança para suas moradias.

De outro, estão as exigências de preservação ambiental, planejamento urbano, gestão do território e respeito à legislação fundiária.

A busca de uma solução sustentável dependerá da compatibilização desses interesses, inclusive com a avaliação de alternativas quando a regularização de determinada área não for legalmente possível.

Nesse contexto, a atuação conjunta de Codhab, Terracap e demais órgãos poderá contribuir para estabelecer um diagnóstico e definir os instrumentos adequados.

Próximos passos serão decisivos

A reunião desta quinta-feira repr

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