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Nota de pesar pelos falecimentos das atrizes Glória Menezes e Laura Cardoso

Publicado em: 20/08/2026 09:09

A Diretoria da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) e a Caixa de Assistência dos Advogados do Distrito Federal (CAADF), com profundo pesar, vêm a público manifestar sua solidariedade e reverência diante do falecimento, nesta terça-feira, 18 de agosto de 2026, das atrizes Glória Menezes e Laura Cardoso — duas das maiores damas da dramaturgia brasileira, que se despediram no mesmo dia, deixando o país inteiro de luto.

Glória Menezes, gaúcha de Pelotas, nascida em 19 de outubro de 1934, dedicou mais de seis décadas à arte de representar e tornou-se uma das artistas mais queridas da televisão brasileira. Egressa da Escola de Arte Dramática da USP, estreou na TV em 1959 e, em 1962, integrou o elenco de “O Pagador de Promessas”, de Anselmo Duarte, obra-prima do cinema nacional que conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes — prêmio que, até hoje, só o Brasil levou uma única vez. Pioneira, protagonizou a primeira telenovela diária do país, “2-5499 Ocupado”, em 1963, e atuou em mais de 40 novelas na TV Globo, eternizando personagens como Ana Preta, em “Pai Herói”; Dona Sol, em “Sangue e Areia”; e Laurinha Figueroa, em “Rainha da Sucata”. Formou com Tarcísio Meira, com quem foi casada por mais de cinco décadas, o casal mais célebre da teledramaturgia nacional. Morreu aos 91 anos, no Rio de Janeiro, em sua casa.

Laura Cardoso, nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni, em 13 de setembro de 1927, na Bela Vista, em São Paulo, foi pioneira absoluta da televisão brasileira: começou no rádio aos 15 anos e, em 1952, estreou no programa “Tribunal do Coração”, da recém-inaugurada TV Tupi. Ao longo de mais de oito décadas de carreira e de mais de 100 trabalhos entre rádio, teatro, cinema e televisão, atravessou gerações de espectadores e acompanhou a própria evolução da cultura nacional. Na TV Globo, onde atuou em mais de 60 novelas, eternizou personagens como Isaura, em “Mulheres de Areia”; Guiomar, em “A Viagem”; e Dona Sinhá, em “Sol Nascente”. No cinema, participou de mais de 20 filmes. Sua arte foi reconhecida com inúmeros prêmios, entre eles três troféus Grande Otelo, quatro prêmios APCA, dois Prêmios Shell, o Troféu Mário Lago e a Ordem do Mérito Cultural. Morreu aos 98 anos, em São Paulo.

Ao partirem no mesmo dia, Glória e Laura encerram um capítulo áureo da teledramaturgia brasileira, mas deixam um legado que o tempo não apaga: o de terem feito da representação uma forma de dignificar a cultura e emocionar o povo brasileiro.

Neste momento de dor, a OAB/DF e a CAADF expressam seus sentimentos às famílias, aos amigos e a toda a comunidade artística, certas de que a memória dessas duas grandes damas permanecerá viva no coração do Brasil.

Fotos: Acervo da Globo

Diretoria da OAB/DF
Diretoria da CAADF

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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