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Muito além do Salto Corumbá: Natureza, sabores, fé e história revelam novos destinos em Goiás

Publicado em: 23/07/2026 22:52

Cachoeira do Salto, em Corumbá, na região Centro-Leste (Foto: Divulgação)

A queda d’água cercada pela paisagem do cerrado transformou o Salto Corumbá no principal cartão-postal turístico da região Centro-Leste de Goiás. É a imagem que costuma surgir primeiro quando se fala em descanso, natureza e aventura nessa parte do estado. A fama é merecida, mas o turismo regional não termina ali.

Para além do destino mais conhecido, há um território formado por lagos, comunidades históricas, propriedades rurais, manifestações religiosas, produção artesanal, gastronomia e patrimônios que ajudam a contar a formação de Goiás. São experiências espalhadas por diferentes municípios que ainda podem ser mais conhecidas, conectadas e transformadas em oportunidades para quem vive e empreende na região.

Restaurantes, pousadas, cafeterias, artesãos, produtores rurais, guias, transportadores e prestadores de serviços fazem parte dessa cadeia. Quando o visitante permanece mais tempo, inclui novas paradas no roteiro ou escolhe consumir um produto local, o impacto da viagem ultrapassa o atrativo e chega aos pequenos negócios.

O Salto Corumbá, portanto, não perde protagonismo. Pelo contrário, pode funcionar como porta de entrada para uma viagem mais duradoura. Uma jornada que passa pela tranquilidade de Olhos d’Água, segue pelas águas do Lago Corumbá IV, reencontra a memória ferroviária em Silvânia, descobre o lado rural de Anápolis e se conecta por rotas que atravessam o Cerrado, a cultura e a história regional, como os trilhos em Silvânia.

Olhos d’Água convida a desacelerar

Em Olhos d’Água, distrito de Alexânia, o passeio começa com um convite para diminuir o ritmo. Entre construções antigas, ateliês, feiras culturais e paisagens do Cerrado, o visitante encontra uma comunidade que preserva características da vida no interior. As nascentes que deram nome ao lugar, o artesanato, as histórias dos moradores e a gastronomia formam uma experiência marcada pela simplicidade e pelo acolhimento.

Da esq. p/ dir.: Diogo Leão, turista ao centro, e Caetano de Bulhões e Goes (Fotos: arquivo pessoal)

Quem chega ao distrito não encontra apenas um ponto turístico para fotografar. Encontra um lugar para caminhar com calma, observar o trabalho dos artesãos, conversar com os moradores, conhecer a produção local e experimentar sabores que ajudam a contar a história da comunidade. Cada parada representa também uma oportunidade para os pequenos negócios instalados no território.

Na Du Caetano Padaria e Cafeteria, essa identidade chega à mesa. Pães artesanais de fermentação longa, croissants, sobremesas autorais, pratos quentes e pizzas acompanham os visitantes do café da manhã ao jantar. Mais do que servir refeições, o empreendimento procura transformar a gastronomia em parte da experiência de quem escolhe Olhos d’Água para descansar e sair da rotina das cidades maiores.

“O que traz as pessoas para Olhos d’Água não são apenas as ruas de pedra ou a beleza do lugar. É a sensação que elas encontram aqui: a calmaria, a simplicidade e o acolhimento. Elas vêm para desacelerar, respirar e viver, nem que seja por algumas horas, uma vida mais leve”, afirma Diogo Leão, sócio proprietário da Du Caetano Padaria e Cafeteria, ao lado de Caetano de Bulhões e Goes.

Feiras culturais e festivais atraem turistas na pequena e rica cidade de Olhos d’ Água

A escolha de uma refeição, de uma lembrança produzida por um artesão ou de uma hospedagem faz com que parte do dinheiro deixado pelo visitante continue circulando dentro da própria comunidade. O turismo chega ao balcão das padarias, às mesas dos restaurantes, aos quartos das pousadas, aos ateliês, às lojas, às propriedades rurais e aos serviços prestados por quem vive na região.

Em localidades como Olhos d’Água, essa movimentação se torna ainda mais perceptível durante festas, feiras e programações culturais. Os eventos atraem novos públicos, estimulam o retorno de antigos visitantes e criam oportunidades para que produtores, artesãos, empreendedores da alimentação e prestadores de serviços apresentem seu trabalho. “O turismo é o principal motor da economia de Olhos d’Água. É ele que movimenta não apenas a nossa padaria, mas praticamente todos os comércios da comunidade”, destaca Diogo.

Diogo Leão, sócio proprietário da Du Caetano Padaria e Cafeteria: O turismo é o principal motor da economia de Olhos d’Água. É ele que movimenta não apenas a padaria, mas praticamente todos os comércios da comunidade

O distrito mostra como a identidade local pode se tornar um diferencial turístico sem perder sua autenticidade. A paisagem atrai o visitante, mas são as pessoas, os sabores, os encontros e as histórias que aumentam as chances de permanência e retorno.

Quando um atrativo se transforma em destino

A existência de uma cachoeira, um lago, uma construção histórica ou uma paisagem preservada nem sempre é suficiente para consolidar um destino. Para que o turismo gere resultados permanentes, o visitante precisa encontrar informações, acesso, segurança, alimentação, hospedagem, atendimento qualificado e experiências que possam ser organizadas e comercializadas.

É nesse processo que o Sebrae Goiás atua junto aos municípios e empreendedores da região. O trabalho começa pela identificação das potencialidades de cada território e envolve ações como fortalecimento da governança, inventário turístico, mapeamento dos negócios e construção de planos de ação.

A proposta é fazer com que atrativos e iniciativas que já existem sejam transformados em produtos turísticos mais organizados. Isso passa pela articulação entre empreendedores, poder público e comunidades, mas também pelo aprimoramento da gestão, da precificação, da divulgação e dos canais utilizados para atender e receber o visitante.

“Muitos municípios já possuem potencialidades naturais, mas ainda não têm um produto turístico estruturado e formatado. É nesse ponto que o Sebrae atua, apoiando o fortalecimento da governança, o mapeamento dos empreendimentos e a organização das experiências”, explica Rita Queiroz, analista do Sebrae Goiás.

Na prática, estruturar um destino significa tornar mais simples a jornada de quem pretende visitá-lo. Antes de sair de casa, o turista procura saber o que encontrará, como chegar, quanto tempo deverá permanecer, onde poderá comer, se precisa fazer reserva e quais outros atrativos existem nas proximidades. Quando essas informações não estão disponíveis ou são difíceis de localizar, parte do potencial econômico pode ser perdida.

O gerente da Regional Centro-Leste do Sebrae Goiás, Sérgio Monturil: Cada etapa acrescentada à viagem pode representar novas oportunidades para economia local

A organização também ajuda a ampliar o tempo de permanência, como explica o gerente do Sebrae Goiás, na Regional Centro-Leste, Sérgio Monturil. “Um visitante que inicialmente pretendia conhecer apenas uma cachoeira pode decidir almoçar no município, visitar uma feira, comprar um produto artesanal ou permanecer mais uma noite, desde que encontre opções e informações suficientes para planejar o passeio”, explica.

De acordo o gerente, cada etapa acrescentada à viagem pode representar novas oportunidades para restaurantes, cafeterias, pousadas, guias, transportadores, produtores rurais e comerciantes. “Por isso, o turismo não deve ser observado somente pela quantidade de pessoas que chegam a um atrativo, mas pela capacidade de distribuir esse movimento entre diferentes negócios e localidades”, completando que essa visão é o que os profissionais do Sebrae procuram levar aos gestores públicos e empreendedores.

“A diversidade regional permite atender a públicos distintos. Há quem viaje em busca de natureza e aventura, quem procure descanso, gastronomia, cultura e religiosidade. Há também pessoas que chegam motivadas por negócios, eventos e serviços de saúde, como ocorre em Anápolis, mas que podem encontrar outras experiências para incluir no período de permanência”, analisa.

Abadiânia amplia as possibilidades nas águas de Corumbá IV

Em Abadiânia, o Lago Corumbá IV vem ganhando espaço como destino para quem busca descanso, contato com a natureza, pesca, atividades náuticas e também atividades culturais e religiosas. Segundo Daniel Antônio Rocha, secretário de Turismo de Abadiânia, entre as novidades estão a Pesca Esportiva e a Romaria Náutica – ambas iniciadas em 2025. Abadiânia recebeu uma etapa do Circuito Goiano de Pesca Esportiva e o município já trabalha com a possibilidade de sediar novos campeonatos municipais e intermunicipais da modalidade.

Romaria Náutica, em Abadiânia, contou com cerca de 20 embarcações inscritas e para 2026 esse número já dobrou, de acordo com a Secretaria Municipal de Turismo

A fé, cultura e turismo se encontram na Romaria Náutica, que em 2026 chega à segunda edição. O evento abre as festividades da tradicional Romaria em Honra a Nossa Senhora da Abadia, realizada em agosto, no distrito de Abadiânia Velha, completando 154 anos de devoção. A primeira edição da Romaria Náutica reuniu aproximadamente 120 embarcações em 2025. De acordo com o secretário, as inscrições para 2026 já alcançaram o dobro daquele total, com possibilidade de crescimento até a realização do evento. Quem não possui embarcação também pode acompanhar a recepção organizada em terra firme.

A iniciativa nasceu da articulação entre o poder público municipal, o Santuário de Nossa Senhora da Abadia, o Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e empreendimentos instalados na região. “A Romaria Náutica une a tradição religiosa à valorização do turismo, do meio ambiente e da cultura local, além de divulgar as belezas e as oportunidades oferecidas pelo Lago Corumbá IV”, afirma Rocha. Ele acrescenta que, com a participação de visitantes de diferentes regiões de Goiás, a celebração caminha para se transformar em uma nova tradição de Abadiânia.

Em agosto, no distrito de Abadiânia Velha, será realizada a segunda edição da Romaria Náutica, evento que marca as festividades em Honra a Nossa Senhora da Abadia

Na região, os visitantes encontram serviços de aluguel de jet skis, lanchas e barcos, além de passeios em flutuantes. Nas proximidades do reservatório, dezenas de casas estão disponíveis para locação por temporada, permitindo que os turistas permaneçam às margens do lago. A região também reúne opções de lazer e alimentação, como o Escarpas Eco Parque, o Flutuante da Vila Militar e o Bar do Salviano. Outro aspecto que favorece a visitação é o acesso.

De acordo com o secretário, a maior parte das vias que levam ao lago, possuem pavimentação asfáltica. Ele afirma ainda que a estrutura turística poderá ganhar um novo reforço com um projeto desenvolvido em parceria entre o poder público e a iniciativa privada. A proposta prevê a implantação de uma área pública com uma vila gastronômica, ampliando as opções de convivência, alimentação e lazer para moradores e visitantes.

Em 2025, o crescimento dos condomínios às margens de Corumbá IV já provoca reflexos na economia local. Supermercados ampliaram suas estruturas, novos estabelecimentos foram abertos e lojas de materiais de construção modernizaram os atendimentos para acompanhar a demanda gerada pela ocupação da região.

A Romaria Náutica une a tradição religiosa à valorização do turismo, do meio ambiente e da cultura local, além de divulgar as belezas e as oportunidades oferecidas pelo Lago Corumbá IV

A gastronomia também ganhou novos empreendimentos e passou a integrar a experiência de quem segue em direção ao lago. Estabelecimentos como Route 60, Jerivá, Sabor Goiano e Ficus, dentre outros, ajudam a formar uma espécie de corredor gastronômico, onde o visitante pode fazer uma parada antes de chegar à represa. Assim, os efeitos do turismo alcançam diferentes segmentos e começam antes mesmo das atividades realizadas sobre as águas.

Apesar dos avanços, a consolidação do lago como destino durante todo o ano ainda depende da ampliação da estrutura turística. Entre as necessidades identificadas, Rocha aponta novos investimentos em hotelaria e em opções de lazer, como parques aquáticos, capazes de aumentar o tempo de permanência dos visitantes.

Em Silvânia, a viagem segue pelos trilhos da memória

Se o Lago Corumbá IV aponta para as possibilidades do turismo de natureza, Silvânia mostra como a preservação do patrimônio pode ajudar a construir novas experiências. A estação ferroviária do município foi inaugurada em 1930 com o nome de Caturama, que significa Boa Sorte, e participou da formação econômica e social da cidade.

Estaçao Ferroviária Caturama, inaugurada em 1930, atualmente um dos símbolos da história de Silvânia

Durante décadas, a ferrovia esteve associada ao transporte, à circulação de mercadorias e à conexão entre comunidades. Sua presença influenciou o desenvolvimento urbano e permanece ligada à memória de moradores que acompanharam ou ouviram histórias sobre aquele período.

Hoje, o patrimônio ferroviário oferece a possibilidade de apresentar essa história às novas gerações e aos visitantes. Mais do que conservar prédios e objetos, o desafio está em transformar a memória em uma experiência capaz de despertar interesse, estimular a visita ao município e dialogar com outras atividades econômicas.

A Casa Amarela integra esse cenário de valorização cultural. O espaço reúne exposições, ações de formação artística, feiras, gastronomia e atividades relacionadas à produção local. Dessa maneira, o visitante pode conhecer diferentes dimensões da cultura do município em um mesmo ambiente.

Casa Amarela é um espaçocultural que reúne exposições, ações de formação artística, feiras, gastronomia e atividades relacionadas à produção local

Quando recebe uma feira ou programação cultural, o espaço também abre oportunidades para artistas, artesãos, produtores rurais e pequenos negócios de alimentação. O patrimônio deixa de ser somente uma referência do passado e passa a participar da economia do presente.

Essa relação é importante porque o turismo cultural dificilmente se sustenta apenas pela contemplação de uma construção histórica. É a programação, a maneira de contar as histórias, a participação da comunidade e a conexão com outros empreendimentos que transformam o patrimônio em uma experiência mais completa.

O lado rural de uma cidade conhecida pela indústria

Em Anápolis, o turismo aparece sob diferentes formas. A cidade é reconhecida pela indústria, pelo comércio, pela logística, pelos serviços de saúde e pela realização de negócios. Esses segmentos já provocam deslocamentos e movimentam hotéis, restaurantes, transporte e outros serviços.

O turismo rural, entretanto, revela uma face menos conhecida do município. Em propriedades localizadas fora do circuito urbano tradicional, famílias e crianças encontram experiências relacionadas à vida no campo, ao contato com os animais e à educação ambiental.

No local, os visitantes podem alimentar animais, participar de atividades recreativas, fazer passeios a cavalo, colher frutas e vivenciar práticas ligadas ao ambiente rural

Na Fazendinha Pedagógica O Segredo dos Animais, os visitantes podem alimentar animais, participar de atividades recreativas, fazer passeios a cavalo, colher frutas e vivenciar práticas ligadas ao ambiente rural. A programação inclui visitas escolares, colônias de férias e dias especiais de visitação.

Para as crianças, a experiência oferece a possibilidade de conhecer de perto animais e atividades que, muitas vezes fazem parte apenas dos livros, vídeos ou conteúdos escolares. Para os adultos, o passeio funciona como uma alternativa de convivência familiar e de lazer próxima ao espaço urbano.

O empreendimento também amplia o significado do turismo em Anápolis. Ao lado das viagens motivadas por negócios, eventos e saúde, surgem experiências capazes de atender famílias da própria cidade e de municípios vizinhos, movimentando segmentos como alimentação, recreação, educação e produção rural, e segundo o próprietário Jean Carlos, algo fundamental: criar memórias afetivas e possibilitar tirar por um tempo, adultos e crianças das telas de computadores, telefones e TVs.

Proprietário Jean Carlos ressaltou que a Fazendinha possui diversos animais e a experiência permite criar memórias afetivas e possibilita tirar por um tempo, adultos e crianças das telas de computadores, telefones e TV

“A Fazendinha nasceu para proporcionar às famílias uma pausa na rotina acelerada das cidades e no uso excessivo de telas. Aqui, crianças e adultos retomam o contato com os animais e com a terra, fortalecem os vínculos familiares e criam memórias que podem durar por toda a vida,” destaca.

A presença de um empreendimento desse tipo demonstra que o visitante não precisa percorrer grandes distâncias para vivenciar o campo. Ao mesmo tempo, reforça a importância de comunicar melhor as opções existentes dentro do próprio município, facilitando o acesso às informações sobre programação, agendamento e formas de visitação.

Rotas transformam pontos isolados em experiências regionais

Para que os atrativos deixem de funcionar como pontos isolados, a integração entre municípios é fundamental. Rotas e caminhos ajudam o visitante a compreender o território como uma experiência mais ampla, na qual diferentes paisagens, sabores, histórias e negócios podem fazer parte de uma mesma viagem.

Pirenópolis alia uma arquitetura preservada à cultura e ao meio ambiente e é um dos municípios que fazem parte da Rota Pireneus (Fotos Prefeitura Municipal / Divulgação)

A Rota dos Pireneus é um exemplo dessa conexão. O roteiro reúne vinhedos, vinícolas, gastronomia, empórios, propriedades rurais e outras experiências distribuídas pela região. Em vez de concentrar a viagem em apenas um atrativo, a rota estimula o visitante a circular pelo território e conhecer diferentes empreendimentos.

Segundo Sérgio Monturil, essa integração favorece principalmente os pequenos negócios. “Uma visita a uma vinícola pode levar o turista a procurar um restaurante, uma pousada, uma cafeteria, um empório ou uma propriedade rural. Quando os empreendedores conhecem e divulgam uns aos outros, a experiência se torna mais completa e o movimento econômico alcança um número maior de estabelecimentos”, destaca.

Cidade de Goiás tem na preservação de sítios históricos e do meio ambiente um dos grandes atrativos, que podem ser visitados no Caminho de Cora

O Caminho de Cora Coralina também ultrapassa limites municipais. O percurso articula trilhas, literatura, patrimônio histórico, paisagens do Cerrado e iniciativas de turismo de base comunitária. Ao longo do trajeto, restaurantes, hospedagens, produtores, guias, artesãos e pequenos comerciantes participam da experiência oferecida aos viajantes.

Além de conectar destinos, essas iniciativas ajudam a construir uma narrativa regional. O visitante deixa de conhecer apenas lugares separados e passa a compreender as relações entre história, natureza, cultura e modos de vida encontrados ao longo do caminho.

Desenvolvimento exige planejamento e cooperação

O potencial turístico do Centro-Leste goiano é amplo, mas sua consolidação depende de desafios que começam antes mesmo da chegada do visitante. Estradas, acessos e sinalização influenciam a decisão de viajar. Informações desatualizadas, ausência de canais de atendimento ou dificuldade para fazer reservas podem interromper a jornada ainda na fase de planejamento.

Nova sede da Regional Centro-Leste do Sebrae, inaugurada recentemente, onde empreendedores buscam capacitação para atrair cada vez mais turistas para a região (Foto: Fabiane Alexandre)

A analista Rita explica que o trabalho de orientação, acompanhamento e interlocução capitaneado muitas vezes pelo Sebrae tem feito a diferença na região. De acordo com ela, dentro dos empreendimentos, atendimento, precificação, divulgação e presença digital se tornam aspectos decisivos. Um pequeno negócio pode oferecer uma experiência de qualidade, mas terá dificuldade para alcançar o público se não conseguir comunicar horários, localização, preços, programação e formas de contratação.

“Quando um destino se organiza, toda a cadeia pode avançar. O restaurante se prepara para receber melhor, o artesão amplia seus canais de venda, a pousada qualifica o atendimento, o produtor rural transforma parte de sua rotina em experiência e o visitante encontra razões para permanecer e retornar”, afirma.

É assim que lugares conhecidos por um único atrativo começam a apresentar outras possibilidades. O Salto Corumbá continua sendo uma das principais referências turísticas de Goiás, mas também pode funcionar como ponto de partida para uma viagem prolongada pelo Centro-Leste do estado.

Uma viagem que começa diante da força da queda-d’água, passa pela tranquilidade de Olhos d’Água, segue pelas águas de Corumbá IV, reencontra a memória ferroviária em Silvânia, descobre o turismo rural de Anápolis e se conecta por rotas que atravessam o Cerrado, a cultura e a história regional. “No fim, quando o turismo cresce de forma sustentável, toda a comunidade cresce junto”, resume Diogo Leão.

Saiba mais:

  • Salto Corumbá — Site oficial: https://saltocorumba.com.br/
  • Olhos d’Água — Instagram: @_ducaetano
  • Lago Corumbá IV — Secretaria de Turismo – Chat: (62) 3343-1113
  • Silvânia — Prefeitura de Silvânia – https://silvania.go.gov.br/
  • Fazendinha Pedagógica O Segredo dos Animais — Instagram: @fazendinhapedag
  • Rota dos Pireneus — Instagram: @rota.dos.pireneus
  • Caminho de Cora Coralina — Site oficial: https://caminhodecoracoralina.com.br/

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106

Na Regional Centro-Leste | Anápolis: Agência Entremeios Comunicação / Leidiana Batista – (62) 9862-66155

Acesse aqui o Site do Sebrae Goiás.

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Fonte: Agência de Notícias do Estado de GO

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