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Metodologia internacional orienta o cálculo de emissões de gases de efeito estufa na 49ª Expointer

Publicado em: 04/09/2026 14:58

A neutralização das emissões de gases de efeito estufa na 49ª Expointer segue uma metodologia reconhecida internacionalmente: o GHG Protocol. O padrão orienta o cálculo das emissões a partir das principais fontes de impacto do evento, permitindo a elaboração de um inventário confiável e comparável. A feira ocorre até domingo (6/9), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. 

A metodologia prioriza as ações mais relevantes, organizadas em macroatividades, em vez de tratar cada fonte de forma isolada. Esse modelo possibilita uma visão integrada das emissões geradas durante a realização da feira e orienta as etapas de quantificação e compensação.   

O levantamento considera fontes como consumo de energia elétrica, de água e geração de resíduos. No caso dos animais, a contabilização ocorre de forma indireta: entram no cálculo apenas as emissões relacionadas ao transporte até o parque, sem incluir as emissões biológicas. A conta também considera o período de pré-montagem e desmontagem da feira. Todas as fontes são convertidas em dióxido de carbono equivalente (CO₂e), o que permite consolidar os dados em uma única métrica.   

Já os visitantes que quiserem participar, podem calcular a sua própria emissão de carbono por meio de QR Codes e totens interativos disponíveis no parque. Aqueles que participarem da iniciativa poderão ter sua pegada de carbono neutralizada junto com as medições das macroatividades da feira.  

Com o inventário concluído, a neutralização é realizada por meio da compensação das emissões que não puderam ser evitadas. Esse processo ocorre com a aquisição e aposentadoria de créditos de carbono certificados. Na Expointer 2026, os créditos foram adquiridos pela empresa CRVR, selecionada por edital de chamamento público da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema).   

Os créditos de carbono correspondem a reduções ou remoções de gases de efeito estufa geradas em outros projetos ambientais. Dessa forma, o modelo adotado busca equilibrar o total de emissões das macroatividades do evento com o volume compensado, dentro de uma abordagem padronizada e alinhada às práticas internacionais. O mesmo modelo já foi aplicado em outros eventos, como a Fenasoja.  

Texto: Tamires Tuliszewski/Ascom Sema 
Edição: Secom

Fonte: Agência de Notícias do Estado do RS

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