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Memorial do TJDFT divulga entrevista do juiz Fábio Esteves para o Programa História Oral
Nascido no Mato Grosso do Sul, Fábio Esteves é graduado em Direito pela Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP).
Na entrevista, o magistrado destaca pontos relevantes de sua trajetória pessoal e de seus 19 anos dedicados à magistratura do Distrito Federal, grande parte deles atuando como juiz substituto no Tribunal do Júri de Brasília ao lado de grandes magistrados. “Esse período me trouxe a possibilidade de olhar para o tecido social e compreender como o sistema lida com as pessoas. Ali compreendi o que entendo como justiça e como posso realizá-la”, afirma.
O entrevistado apresenta memórias felizes da infância vivida no interior, dos conhecimentos adquiridos dentro do Programa Menor Aprendiz do Banco do Brasil e de como os valores adquiridos contribuíram no interesse para cursar Direito e na vocação para a magistratura.
Aprovado em diversos concursos públicos, a mudança para Brasília aconteceu em razão de trabalho. Em 2004, cursou a Escola da Magistratura (Esmat), onde se preparou para o concurso, no qual foi aprovado em 2007. “Acredito que para alcançarmos os objetivos é necessário ter foco e meta. Eu estudei orientado por resultados, com acompanhamento constante do rendimento e a compreensão de que o processo de formação era um trabalho”, afirma na entrevista.
Desde 2011, o entrevistado ministra aulas de Direito Constitucional na Esmat. Em 2017, foi cofundador do Encontro Nacional dos Juízes Negros, juntamente com o juiz Edinaldo César Santos Júnior, com o objetivo de promover um Judiciário mais diverso, igualitário e atento às vivências da população negra. Foi membro do Conselho Fiscal, vice-presidente e presidente da Associação dos Magistrados do Distrito Federal (Amagis-DF). Em 2025, recebeu da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) o Título de Cidadão Honorário de Brasília por seu trabalho desempenhado no Poder Judiciário. No mesmo ano, foi indicado para compor o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na vaga destinada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT. Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas. Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios.
