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Magistradas do TJDFT atuam em eventos de prevenção ao feminicídio
A programação foi aberta pelo diretor-presidente do SERPRO, Wilton Mota, que destacou a relevância da preservação de dados e a necessidade de Inteligência Artificial soberana, com direitos de domínio nacional. “Uma das grandes riquezas de uma nação está nos seus dados de informação”, afirmou Wilton Mota.
Em sua participação, a juíza Gislaine Campos afirmou que a situação da mulher no Brasil é preocupante, uma vez que o país ainda figura como o quinto mais violento do mundo para as mulheres. “O feminicídio é um crime de ódio, e não passional. Ninguém mata porque ama”, destacou a magistrada.
Ao apresentar dados estatísticos, especialmente do Distrito Federal, a juíza chamou atenção para o número de 23.066 ocorrências registradas somente em 2025. Também explicou os ciclos da violência doméstica e a importância da intervenção precoce, por meio da denúncia e do pedido de medidas protetivas, para evitar o agravamento das situações de violência e permitir a atuação do Estado no apoio às vítimas. Segundo a magistrada, sem intervenção, o ciclo tende a se intensificar, sendo o feminicídio, muitas vezes, o estágio final da escalada da violência.

Gislaine Campos também mencionou o Programa Maria da Penha Vai à Escola (MPVE), iniciativa apresentada pelo TJDFT que conta com a atuação de magistrados e servidores na disseminação de informações como instrumento de educação e formação de jovens estudantes.
MPVE

No âmbito do Programa Maria da Penha Vai à Escola (MPVE), a juíza Fabriziane Zapata participou, em 4/11, de um encontro com profissionais da comunidade escolar da Escola Classe 410 Sul. A unidade atende crianças do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.
A escola já havia recebido uma representante da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), também dentro do programa. Naquela ocasião, o tema foi a Lei Maria da Penha e o sistema de garantia dos direitos da mulher em situação de violência doméstica. Desta vez, a abordagem foi mais prática. A magistrada mostrou como o tema pode ser trabalhado em sala de aula de forma adequada à faixa etária dos estudantes, que têm até 10 anos de idade.
O encontro também abriu espaço para temas que precisam ser discutidos entre professoras e professores. Entre eles estão os estereótipos de gênero, a cultura institucional e a forma como a escola lida com as diversas situações do dia a dia.
Os participantes fizeram várias perguntas sobre o sistema de proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Eles contaram desafios que enfrentam no ambiente escolar, entre eles situações de violência sexual, maus-tratos e crianças que presenciam violência contra suas mães. A juíza explicou como funciona o sistema de garantia de direitos e como a escola pode agir e encaminhar esses casos.
Ao final, a magistrada reforçou a importância de que os profissionais da educação participem dos cursos oferecidos pela Coordenadoria da Mulher. Há cursos autoinstrucionais, desenvolvidos em parceria com a escola do Tribunal, além de cursos oferecidos periodicamente pela Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE).
