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Júri em Lajeado: três acusados pelo MPRS são condenados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver em Progresso
O Tribunal do Júri em Lajeado, no Vale do Taquari, condenou mais três acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Eloete Oliveira, 54 anos.O júri ocorreu na terça-feira, 28 de julho. Outros quatro acusados já haviam sido condenados em setembro de 2025.
No julgamento desta terça, as penas fixadas foram de 28 anos, 8 meses e 15 dias de prisão; 21 anos e 9 meses de prisão; e 19 anos e 9 meses de prisão. Os crimes ocorreram em fevereiro de 2024, na localidade de Anto Bravo, interior de Progresso, e foi cometido mediante pagamento, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.
Conforme a denúncia apresentada pelo MPRS, os envolvidos atuaram de forma articulada, com funções definidas na execução da vítima e na ocultação do corpo, que foi transportado até uma área de mata fechada no município de Sério e localizado dias depois. Um dos réus, responsável pelo comando e organização do ataque, foi também condenado por adquirir e disponibilizar automóvel com placas “clonadas” para a prática dos crimes.
Atuaram no caso os promotores de Justiça Marcos Eduardo Rauber, Diego Prux e Amanda Giovanaz, que sustentaram a condenação dos réus, acolhida pelos jurados.
Ao final da sessão, os promotores destacaram novamente a firmeza e seriedade dos jurados de Lajeado diante da extrema gravidade dos crimes e da periculosidade dos réus, integrantes de célula de organização criminosa atuante na região de Progresso, Sério e Boqueirão do Leão, contratada para executar os crimes. Segundo eles, o Júri mais uma vez correspondeu aos anseios da sociedade e da família da vítima, punindo de forma exemplar indivíduos que fizeram da criminalidade violenta seu modo de vida.
