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Juíza do TJDFT fala sobre prevenção ao feminicídio em podcast
A juíza Fabriziane Zapata, da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (CMVDDF/TJDFT), falou sobre feminicídio, denúncia e rede de proteção no episódio “Feminicídio: o que vem antes do crime?” do podcast Ruído de Fundo. O programa, produzido por estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB), foi divulgado nesta quarta-feira, 1º/7.
Durante a entrevista, a magistrada destacou os tipos de violência doméstica praticados contra as mulheres: psicológica, física, moral e patrimonial; e alertou que comportamentos de controle, ciúmes excessivos e isolamento da vítima costumam marcar o início da escalada da violência. “Feminicídio não acontece da noite para o dia. Sempre há sinais… muitas vezes travestido de cuidado, carinho, amor e atenção, mas que podem ser identificados e interrompidos”, afirmou.
Ao ser questionada sobre o perfil do agressor, Fabriziane desconstruiu a ideia de que o feminicida possui características facilmente identificáveis. “A gente precisa tirar essa ideia de que ele é um monstro, um psicopata, um doente. Não, não é. Ele é um homem normal, qualquer um de nós andando entre nós”. Em seguida, explicou como funcionam as medidas protetivas e reforçou que a denúncia continua sendo a principal porta de entrada para que as mulheres tenham acesso à proteção do Estado.
Ao encerrar sua participação, a juíza reforçou que familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho podem desempenhar papel decisivo ao oferecer acolhimento e incentivar a busca por ajuda. Deixou ainda uma mensagem de incentivo às mulheres em situação de violência doméstica. “Mulher, você não está sozinha. Hoje existe um sistema para garantia dos direitos da mulher em situação de violência doméstica”, concluiu.
