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Importação da China entra no radar de pequenos negócios do DF após missão empresarial ao mercado asiático

Publicado em: 08/06/2026 11:17

A busca por fornecedores internacionais, novos produtos e melhores condições de compra tem levado cada vez mais empresários brasileiros a olhar para o mercado chinês como uma alternativa para ampliar a competitividade dos seus negócios. Em um cenário de margens cada vez mais apertadas no varejo, compreender como funciona o processo de importação deixou de ser um tema restrito às grandes empresas e passou a despertar o interesse também de pequenos e médios empreendedores.

Foi com esse objetivo que a Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL/DF), em parceria com o Sebrae no Distrito Federal, o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista/DF) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio/DF), promoveu na noite da última terça-feira, 2 de junho, no auditório da CDL, o workshop Como Importar da China. O encontro reuniu empresários, especialistas e participantes da missão técnica à China realizada em abril deste ano para compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e discutir oportunidades de negócios ligadas ao comércio internacional.

A programação teve início com uma palestra da especialista em comércio exterior e importação Ana Garcia, seguida por um painel com empresários que integraram a missão empresarial ao mercado asiático.

Durante a abertura do evento, o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF, Fernando Cezar Ribeiro, destacou que a experiência internacional permitiu ampliar a visão de negócios dos participantes e aproximar empresários do Distrito Federal de um dos mercados mais dinâmicos do mundo.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

“A missão ajudou a desmistificar muitas percepções sobre a China. Mais do que isso, abriu horizontes, especialmente para os pequenos e médios empresários do Distrito Federal. Empreender no Brasil não é tarefa simples e experiências como essa ajudam os empresários a identificarem oportunidades que muitas vezes não seriam percebidas no dia a dia”, afirmou.

Segundo Fernando, um dos participantes da missão chegou a reconsiderar a decisão de encerrar uma empresa após conhecer novas possibilidades de negócios durante a viagem. Para ele, o episódio demonstra como o acesso à informação e a novos mercados pode influenciar diretamente as decisões empresariais.

O superintendente do Sindivarejista/DF, Sebastião Abritta, ressaltou que a aproximação com o mercado asiático faz parte de um esforço conjunto das entidades para oferecer novas oportunidades ao setor varejista.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

“Buscamos caminhos para facilitar a vida dos empreendedores, ajudando-os a operar com mais margem, mais eficiência e melhores resultados. Essa primeira missão foi um projeto-piloto e trouxe aprendizados importantes para todos nós”, observou.

Responsável pela palestra principal da noite, Ana Garcia destacou que a importação deve ser encarada como uma ferramenta de posicionamento estratégico e não apenas como uma forma de reduzir custos.

“Importar com inteligência é mais do que comprar produtos mais baratos. É entender como fortalecer o seu negócio, ampliar sua margem e se posicionar de forma mais estratégica no mercado. Mas esse é um ambiente competitivo e agressivo, por isso o empresário precisa chegar preparado para entrar nesse jogo”, explicou.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

A especialista também ressaltou que a definição de objetivos claros é um dos fatores mais importantes para quem pretende buscar fornecedores internacionais. “Você não vai para a China para comprar qualquer coisa. Precisa buscar aquilo que será o diferencial do seu negócio, o seu carro-chefe, aquilo que vai gerar valor para o cliente e trazer resultados para a empresa”.

Para Ana Garcia, os empresários brasileiros possuem uma vantagem competitiva importante por conhecerem o comportamento e as necessidades do consumidor nacional. No entanto, ela alertou que esse conhecimento precisa estar acompanhado de atualização constante, inovação e capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

Empresários compartilharam experiências da viagem

A programação foi encerrada com um painel mediado pela própria Ana Garcia e composto por empresários que participaram da Missão Técnica à China. Integraram a conversa Geraldo César de Araújo, da Comercial César; José Carlos Magalhães Pinto, da Disbrel; José Vicente Rocha, da Stevanato Comércio de Alimentos; e Robério Meira de Almeida Barreto Filho, da Primeira Linha Comercial de Rolamentos de Roda.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

Durante o debate, os participantes compartilharam experiências vividas durante a viagem, destacando o contato direto com fabricantes, a identificação de novos fornecedores, tendências observadas no mercado asiático e possibilidades de aplicação dessas soluções à realidade dos pequenos negócios brasileiros. O painel também abordou desafios relacionados à importação, estratégias de negociação e a importância do planejamento para quem pretende iniciar operações de comércio exterior.

Missão empresarial reuniu 22 empresários do Distrito Federal

Realizada em abril, a Missão Técnica à China foi organizada pelo Sebrae no DF em parceria com a CDL/DF, o Sindivarejista/DF e a Fecomércio/DF. Ao todo, 22 empresários participaram da iniciativa, representando segmentos como moda infantil, eletrônicos, materiais esportivos, construção civil, setor automotivo, alimentação e beleza.

De acordo com o gerente de Negócios em Rede do Sebrae no DF, Carlos Cardoso, a delegação visitou a Canton Fair, considerada a maior feira multissetorial de negócios do mundo, além da cidade de Yiwu, reconhecida pela ampla oferta de fornecedores que trabalham com volumes menores de compra.

“A proposta da missão foi aproximar pequenos empresários de oportunidades que normalmente são mais acessíveis às grandes empresas. Em Yiwu, por exemplo, os participantes puderam conhecer fornecedores que trabalham com quantidades mais adequadas à realidade dos pequenos negócios”, explicou.

Segundo ele, o workshop representa uma continuidade do trabalho iniciado durante a viagem. “A missão foi apenas o primeiro passo. Agora estamos avançando para uma etapa de orientação mais prática. O próximo movimento será oferecer atendimentos individualizados e consultorias para que os empresários possam avaliar oportunidades e estruturar processos de importação de acordo com a realidade de cada negócio”, concluiu.

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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