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História Oral apresenta a entrevista com o desembargador Silvanio Barbosa
Na ocasião, o desembargador relembrou momentos marcantes de sua trajetória pessoal e profissional, desde a infância humilde na zona rural de Goiás até a construção de uma sólida carreira jurídica. Natural de Inhumas/GO, formou‑se em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFGO), em 1985, e compartilhou lembranças da convivência familiar, da origem simples e dos desafios enfrentados antes de ingressar nas carreiras públicas.
Ao longo da entrevista, o desembargador destacou as diversas atividades que exerceu na juventude, como engraxate, cobrador de ônibus e servidor da Polícia Civil de Goiás (PCGO), onde atuou como datiloscopista e escrivão. Foi aprovado para o cargo de promotor de Justiça, em 1985, e ingressou na magistratura do TJDFT, em 1989. Ao longo dos 37 anos de dedicação à Justiça, possui uma trajetória marcada pelo compromisso, pela excelência e pelo equilíbrio de suas decisões. “A parte criminal sempre é a mais difícil. Me lembro da quantidade de crimes odiosos que presenciei nesses anos. Alguns me marcaram muito. Isso machuca a gente na profissão”, mencionou o entrevistado.
Atuou na Vara de Órfãos e Sucessões, onde desenvolveu um reconhecido trabalho ao longo de 12 anos. Também atuou com docente em instituições como a Universidade Paulista (UNIP) e na Escola da Magistratura (Amagis).
Desde 2008, compõe a 2ª Turma Criminal e a Câmara Criminal. Em seu gabinete, autorizou a utilização de forma bem cuidadosa e objetiva da Inteligência Artificial, sem perder o cuidado com a inteligência emocional na avaliação de cada caso individualmente. Sempre atualizado com as decisões dos tribunais superiores, o entrevistado afirmou ser fundamental que o magistrado, apesar da doutrina de que é livre e soberano para decidir, acompanhe o que os tribunais superiores apontam no aspecto jurídico, “afinal, eles foram criados para uniformizar a interpretação da legislação federal”, concluiu Silvanio Barbosa.
Programa História Oral
O Programa História Oral reúne acervo de entrevistas concedidas por magistrados(as), servidores(as), entre outros personagens, que participaram da trajetória do TJDFT.
Os depoimentos trazem um pouco da história do órgão desde a sua instalação, em 1960, até os dias de hoje, e visa manter viva a história do Judiciário da capital do país. As entrevistas estão disponíveis na Página do Memorial TJDFT.
A desembargadora Maria Thereza Braga Haynes foi a idealizadora e responsável pela implantação do programa em 2008. Mesmo após se aposentar em 1991, contribuiu ativamente para a preservação da memória institucional, com dedicação exemplar e a gravação de 25 entrevistas.
Em 2014, o programa foi retomado, dando continuidade ao registro da trajetória da Justiça no Distrito Federal e nos Territórios. Na atual gestão (2024–2026), a iniciativa foi reafirmada como uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com a realização de novos depoimentos que resgatam e valorizam a história do Tribunal.
