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Feirinha da Seadi valoriza produção local e histórias de vida
Produção regional, autonomia feminina e alimentos frescos movimentam o bairro São Francisco todas as sextas-feiras
Antes mesmo do movimento começar e das primeiras vendas acontecerem, são mãos de mães que deram início à rotina. Entre colheitas, panelas e peças artesanais, elas transformam cuidado em trabalho e fazem da feirinha da Seadi (Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação) um espaço onde o afeto também se traduz em renda.
Realizada todas as sextas-feiras, das 7h30 às 13h30, no estacionamento da Seadi, na rua General Penha Brasil, 1.121, a feira se consolida como ponto de encontro entre produtores e consumidores. O espaço beneficia moradores do bairro São Francisco e adjacências com alimentos frescos, produtos regionais, culinária típica e artesanato.
Muitas das expositoras são mães e chefes de família que encontram na produção própria uma forma de sustento e independência financeira. Do cultivo da terra ao preparo de receitas tradicionais, cada item carrega uma história de dedicação. “É daqui que tiro o sustento dos meus filhos. A gente planta, colhe e traz pra cá com muito orgulho”, relatou a feirante Raimunda Nonato, 63 anos.
Natural do Maranhão, dona Raimunda vive em Roraima há 31 anos e, há mais de uma década, pratica agricultura familiar no PA Nova Amazônia. Em sua produção estão feijão-verde, alface, abobrinha, coentro, maxixe, quiabo, tomate e outros vegetais — renda que sustenta quatro filhos e nove netos.
A engenheira agrônoma Ivaníria Faquinella destaca que a feirinha fortalece a economia local ao encurtar o caminho entre quem produz e quem consome, incentiva hábitos alimentares mais saudáveis e promove a valorização da cultura regional, expressa nos sabores, saberes tradicionais e no artesanato exposto.
“Neste mês dedicado às mães, a feirinha também ganha um significado ainda mais especial. O momento convida à reflexão sobre o papel dessas mulheres que, diariamente, conciliam múltiplas jornadas e transformam o cuidado com a família em força produtiva”, afirmou
