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Diretora da EjuDFT participa de encontro nacional sobre inteligência artificial no Judiciário

Publicado em: 02/10/2026 11:37

A diretora da Escola de Formação Judiciária do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (EjuDFT), desembargadora Gislene Pinheiro de Oliveira, participou do LXIX Encontro do Colégio Permanente dos Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (COPEDEM), realizado nos dias 24 e 25 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR). O evento reuniu dirigentes de escolas judiciais, magistrados(as), pesquisadores(as) e especialistas para discutir os impactos da inteligência artificial generativa na formação judicial e na prestação jurisdicional, sob o tema “IA Generativa no Judiciário: Capacitação e Inovação.

Durante a programação, foram debatidos temas relacionados ao uso ético, seguro e responsável da inteligência artificial, capacitação de magistrados(as) e servidores(as), governança algorítmica, segurança da informação, infraestrutura tecnológica e fortalecimento das escolas judiciais como protagonistas na formação para a transformação digital do Poder Judiciário.

Um dos consensos do encontro foi a necessidade de que a adoção da inteligência artificial seja acompanhada de supervisão humana, governança e formação continuada. Os debates destacaram que a tecnologia deve atuar como ferramenta de apoio ao trabalho de magistrados e servidores, contribuindo para ampliar a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à sociedade, sem substituir a responsabilidade humana pelas decisões judiciais.

As discussões também evidenciaram o papel estratégico das escolas judiciais na preparação dos profissionais para o uso crítico e consciente dessas tecnologias. Entre os pontos abordados estiveram a formação de formadores, a cooperação entre tribunais, universidades e centros de pesquisa, além do desenvolvimento de programas acadêmicos e laboratórios voltados à inovação e à inteligência artificial aplicada ao sistema de Justiça.

Ao final do encontro, foi aprovada a Carta de Foz do Iguaçu, documento que consolida as principais diretrizes e compromissos assumidos pelas escolas participantes. O texto defende a adoção da inteligência artificial generativa em conformidade com os direitos fundamentais, o fortalecimento da capacitação permanente de magistrados e servidores, a ampliação da cooperação acadêmica e institucional, o investimento em infraestrutura tecnológica e a criação de ambientes de inovação voltados ao desenvolvimento responsável de soluções de IA para o Judiciário.

Para a EjuDFT, a participação no encontro representa uma oportunidade de acompanhar debates e iniciativas que vêm orientando a transformação digital do Poder Judiciário brasileiro, fortalecendo o intercâmbio de experiências e a construção de estratégias voltadas à formação de magistrados e servidores diante dos desafios e das oportunidades trazidos pela inteligência artificial.

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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