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Dia do Escritor: veja autores que são destaque no estado de SP

Publicado em: 25/07/2026 13:52

Este sábado (25) é celebrado o Dia Nacional do Escritor. No estado de São Paulo, a literatura é representada por escritores de várias regiões. A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) traz cinco autores que colocaram em palavras a história do povo paulista.

Mário de Andrade (1893-1945)

Theatro Municipal de São Paulo, cenário da Semana de Arte Moderna de 1922 (foto: Ricardo Kleine / Câmara Municipal SP)

O paulistano Mário de Andrade foi um dos promotores da Semana de Arte Moderna de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, ao lado de Oswald de Andrade, de Tarsila do Amaral e Anita Malfatti, do poeta Raul Bopp e de Villa-Lobos. Em “Pauliceia Desvairada”, que Mário escreveu entre dezembro de 1920 e dezembro de 1921, poemas e prosas poéticas retratam atrações da metrópole paulista, como o Theatro Municipal, na região do Anhangabaú, no centro da capital. Já o passeio no Triângulo SP conduz turistas pelo Centro Histórico da cidade aos fins de semana.

Monteiro Lobato (1882-1948)

Museu Monteiro Lobato, em Taubaté, o verdadeiro Sítio do Pica-Pau Amarelo (foto: Aniello de Vita / Setur-SP)

Nascido em Taubaté, Monteiro Lobato criou o Jeca Tatu e as histórias com os personagens do “Sítio do Pica-pau Amarelo” (a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa, a Tia Benta, Narizinho, Pedrinho e a Tia Nastácia). Viveu até os 16 anos na fazenda do avô, num casarão do século XIX que inspirou as histórias do “Sítio”, hoje o Museu Monteiro Lobato, em Taubaté (a 142 km da capital), cuja visitação ocorre de terça a domingo. O escritor também foi editor, tradutor e ativista da presença do livro na vida brasileira. Seus livros adultos “Urupês” e “Cidades Mortas” fazem alusão à decadência das cidades do Vale do Paraíba.

Maria José Dupré (1898-1984)

Avenida Angélica, na capital paulista, cenário do livro “Éramos Seis” (foto: divulgação)

A autora de “Éramos Seis”, Maria José Dupré, nasceu no Paraná, mas seus pais se mudaram para Botucatu, no interior paulista, quando ela era criança. Após seu casamento, mudou-se para a capital, onde sua produção literária ganhou vulto. “Éramos Seis” foi publicado em 1943, com prefácio de Monteiro Lobato e foi o maior sucesso da escritora, em história que cobre três décadas da família Lemos, em São Paulo, focando nos dramas e sacrifícios da matriarca Dona Lola. A personagem retorna para Itapetininga, sua cidade natal, onde busca refúgio após as suas perdas. A Revolução de 1932 é um dos momentos retratados na trama do livro.

Hernâni Donato (1922-2012)

Pedra do Índio e asTrês Pedras, formação rochosa em Bofete, na região da Cuesta de Botucatu (foto: Paulo Li / Setur-SP)

Hernâni Donato nasceu em Botucatu (a 235 km de São Paulo). Foi tradutor (de clássicos como “A Divina Comédia”, de Dante), fez roteiros para o cinema (“O Caçador de Esmeraldas” e “Chão Bruto”, este baseado em seu livro) e para a TV, foi biógrafo (escreveu sobre Cervantes, José de Alencar, Casimiro de Abreu e Vicente de Carvalho), trabalhou nas editoras Abril e Melhoramentos. Detalhou Botucatu em seu clássico “Achegas para a História de Botucatu”, sobre a formação do município e a Cuesta, com mirantes, quedas d’água, vales, rios e picos como a Pedra do Índio e as Três Pedras.

Paulo Setúbal (1893-1937)

Museu Histórico Paulo Setúbal, em Tatuí (foto: Paulo Li / Setur-SP)

“O Príncipe de Nassau” e “A Marquesa de Santos” são alguns dos livros de Paulo Setúbal, nascido em Tatuí, na região de Sorocaba. Em sua estreia, no livro de poesias “Alma Cabocla”, de 1920, ele dedica um capítulo inteiro à cidade natal, descrevendo a vida caipira do interior. Em 1937, lança “Confiteor”, onde eternizou personagens, ruas e histórias reais de Tatuí (a 131 km da capital), conhecida como a “Capital da Música” (o Conservatório de Tatuí é um dos maiores centros de formação musical latino-americanos). Já a história de Tatuí é contemplada no Museu Histórico Paulo Setúbal, na região central, aberto de terça a domingo.

Maurício de Sousa (1935)

Exposição “Caça às Estátuas – Turma da Mônica”, na capital paulista (fotos: Academia Paulista de Letras e Prefeitura Municipal de SP)

Cartunista, escritor e empresário nascido em Santa Isabel (a 60 km da capital), Maurício de Sousa é um dos maiores nomes da atual literatura infantil no Brasil. Sua trajetória começou na Folha de S. Paulo nos anos 1950, como repórter policial e mais tarde, publicou seus personagens (o cão Bidu, a Turma da Mônica) em suplementos infantis de jornais. Das revistas “Bidu” (Editora Continental, 1960) e “Mônica” (Editora Abril, 1970), para o desenho animado e os produtos licenciados, são mais de 60 anos. Imortalizado como Patrimônio Cultural Imaterial de São Paulo, o cartunista tem seus personagens espalhados pela capital paulista na exposição “Caça às Estátuas – Turma da Mônica” até 1 de agosto.

Origem

A data de 25 de julho foi escolhida em 1960 para comemorar o Dia Nacional do Escritor pelo então presidente da União Brasileira de Escritores (UBE), João Peregrino Júnior e seu vice-presidente, o escritor baiano Jorge Amado, logo depois do I Festival do Escritor Brasileiro. Neste dia que celebra a importância dos profissionais das letras são realizadas solenidades e eventos em escolas, bibliotecas, órgãos públicos e academias para incentivar a leitura da Literatura Brasileira, bem comemorar a vida e a obra de escritores brasileiros, uma vez que nomes como Machado de Assis e Clarice Lispector são reconhecidos no exterior.

Fonte: Agência de Notícias do Estado de SP

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