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Desespero e humilhação tomam conta do mestre de cerimônias que há quatro anos é usado pelo PT DF pra fazer palanque pro Lula

Publicado em: 29/09/2026 09:21

RealTime Big Data coloca governadora com 47% das intenções de voto contra 26% de Leandro Grass; nos votos válidos, Celina chega a 52%, percentual que seria suficiente para encerrar a eleição no primeiro turno caso se repetisse nas urnas

 

Faltam cinco dias.

 

Cinco.

 

E a pergunta que começa a rondar a disputa pelo Palácio do Buriti é simples:

 

vai dar tempo de chegar ao segundo turno?

 

Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira (29) coloca Celina Leão (PP) na liderança da corrida pelo Governo do Distrito Federal, com uma vantagem de 21 pontos percentuais sobre Leandro Grass (PT) no cenário estimulado.

 

Celina aparece com 47%.

 

Grass tem 26%.

 

Paula Belmonte (PSDB) registra 10%.

 

Ricardo Cappelli (PSB), 4%.

 

Kiko Caputo (Novo), 1%.

 

Outros candidatos somam 2%.

 

Brancos e nulos são 5%, enquanto outros 5% não souberam ou não responderam.

 

Mas o número que imediatamente chama a atenção está no cálculo dos votos válidos.

 

Celina: 52%.

 

Grass: 29%.

 

É aí que a calculadora eleitoral começa a apitar.

 

Passou dos 50%

 

Não existe mágica.

 

Existe matemática.

 

Para vencer uma eleição para governador no primeiro turno, uma candidatura precisa obter a maioria absoluta dos votos válidos.

 

Brancos e nulos ficam fora dessa conta.

 

Celina aparece com 52% nesse recorte da RealTime Big Data.

 

Portanto, se exatamente essa distribuição fosse reproduzida nas urnas no domingo, a disputa terminaria ali mesmo.

 

Sem segundo turno.

 

Sem prorrogação.

 

Sem “nos vemos daqui a três semanas”.

 

Mas há uma diferença fundamental entre pesquisa e eleição: 52% na pesquisa não são 52% na urna.

 

Até domingo, eleitores podem mudar de opinião, indecisos podem escolher candidatos e a própria margem de erro precisa ser considerada.

 

A pesquisa mostra um cenário compatível com vitória no primeiro turno. Não decreta que ela acontecerá.

 

21 pontos de distância

 

Na intenção de voto estimulada, Celina registra 47% e Grass, 26%.

 

A diferença é de 21 pontos percentuais.

 

Para dimensionar a distância, Paula Belmonte aparece com 10%, Cappelli com 4% e Kiko Caputo com 1%.

 

Somados, esses três candidatos chegam a 15%.

 

A distância entre Celina e Grass, sozinha, é maior: 21 pontos.

 

Isso ajuda a mostrar a configuração captada pela pesquisa nesta reta final.

 

Grass permanece em segundo lugar, mas precisa reduzir uma diferença expressiva nos últimos dias para alterar substancialmente o cenário apresentado pelo instituto.

 

E na espontânea?

 

Quando o entrevistador guarda a lista e pergunta simplesmente em quem o eleitor pretende votar, Celina também aparece na frente.

 

A governadora registra 27%.

 

Grass tem 13%.

 

José Roberto Arruda, mesmo fora da disputa após ter sua candidatura barrada, ainda é mencionado espontaneamente por 3% dos entrevistados.

 

Paula Belmonte tem 2%.

 

Cappelli registra 1%.

 

Outros nomes somam 3%.

 

Mas existe um número gigantesco nessa parte da pesquisa:

 

42% não souberam ou não responderam.

 

Além disso, 9% indicaram voto branco ou nulo.

 

É um sinal importante de que, na pergunta espontânea, uma parcela muito grande do eleitorado ainda não verbaliza uma escolha de candidato.

 

Arruda saiu, e o tabuleiro mudou

 

A reta final também ocorre depois de uma mudança importante na disputa.

 

José Roberto Arruda deixou de ser uma alternativa eleitoral após o Tribunal Superior Eleitoral manter o indeferimento de sua candidatura.

 

Sua saída obrigou candidatos e partidos a disputar um eleitorado que, até poucos dias atrás, ainda o indicava nas pesquisas.

 

Com Arruda fora, a eleição passou a ter uma nova configuração.

 

E a RealTime Big Data divulgada nesta terça-feira é uma das fotografias mais recentes desse novo tabuleiro.

 

Nela, Celina aparece com 47%.

 

Grass, 26%.

 

E os demais candidatos permanecem abaixo de 10%, com exceção de Paula Belmonte, que chega exatamente a essa marca.

 

E se houver segundo turno?

 

A pesquisa também perguntou aos eleitores o que fariam em uma eventual disputa direta entre Celina e Grass.

 

O resultado:

 

Celina Leão — 53%

 

Leandro Grass — 33%

 

Brancos e nulos somam 8%.

 

Não souberam ou não responderam, 6%.

 

A diferença nesse cenário é de 20 pontos percentuais.

 

Novamente, não se trata de previsão.

 

O segundo turno sequer está garantido.

 

É uma simulação feita pelo instituto para medir a preferência dos entrevistados diante de uma disputa hipotética entre os dois candidatos.

 

A urna não lê pesquisa

 

É justamente aqui que entra o cuidado necessário.

 

Pesquisa eleitoral não possui bola de cristal.

 

Não abre urna antes da hora.

 

Não contabiliza voto futuro.

 

Ela pergunta a uma amostra de eleitores o que pretendem fazer naquele momento e, a partir das respostas, produz uma estimativa sujeita à margem de erro.

 

A RealTime Big Data ouviu 1.600 eleitores do Distrito Federal entre os dias 24 e 28 de setembro, por telefone e internet.

 

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

O nível de confiança informado é de 95%.

 

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-04637/2026.

 

Portanto, os 47% de Celina, os 26% de Grass e os demais percentuais precisam ser lidos dentro dessas características metodológicas.

 

Cinco dias

 

Agora começa a contagem regressiva.

 

Terça.

 

Quarta.

 

Quinta.

 

Sexta.

 

Sábado.

 

E urna.

 

É nesse curtíssimo espaço de tempo que Grass, Belmonte, Cappelli e os demais candidatos tentarão conquistar votos e modificar o cenário captado pela pesquisa.

 

Celina, por sua vez, chega aos últimos dias com o desafio inverso: conservar o eleitorado que declara intenção de votar nela.

 

A RealTime Big Data não sabe o que acontecerá no domingo.

 

Nenhuma pesquisa sabe.

 

Mas revela o tamanho da disputa que os adversários da governadora têm pela frente.

 

Na fotografia registrada entre 24 e 28 de setembro, Celina tem 47% das intenções de voto contra 26% de Grass e chega a 52% quando considerados os votos válidos.

 

É justamente esse último número que coloca o primeiro turno no centro da conversa.

 

Faltam cinco dias.

 

A pesquisa fez as contas.

 

Agora quem fará a conta definitiva é a urna.

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