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De Cara Nova recupera 13 áreas antes usadas para descarte irregular de lixo – Agência Brasília
O empresário Santiago Lucena, de 35 anos, adiou por cerca de um ano a abertura de uma hamburgueria na CNR 1, em Ceilândia. Ao lado do comércio, o acúmulo de lixo e animais mortos afastava a família e impedia os planos de receber clientes. Com a retirada dos resíduos pelo projeto De Cara Nova, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), ele prepara o estabelecimento para abrir ao público. O espaço, no Conjunto Q, é um dos 13 pontos de descarte irregular recuperados pela iniciativa na cidade neste ano.
Santiago já tinha o imóvel, mas não conseguia abrir a hamburgueria por causa das condições do entorno. Agora, pretende inaugurar o comércio em dezembro. “Deu um incentivo para a gente poder continuar trabalhando e, o mais breve possível, abrir a nossa loja para o público, para a comunidade”, comemora.
Segundo balanço do SLU, o projeto soma 29 áreas recuperadas neste ano em Ceilândia, Planaltina, Estrutural, Recanto das Emas, Plano Piloto e Sobradinho. A iniciativa reúne retirada de resíduos, organização dos espaços e orientação à população para evitar novos despejos de lixo.
Depois da limpeza, as equipes instalam pneus reaproveitados, pintados com tinta resistente à água. Além de compor os espaços, eles dificultam a entrada de veículos usados para despejar resíduos. Placas orientam sobre o descarte correto.
Áreas recuperadas

O subdiretor de Limpeza Urbana do SLU, Everaldo Araújo, estima que as equipes retirem de oito a dez toneladas de resíduos por ponto nas áreas menores. Nas maiores, o volume fica entre 15 e 20 toneladas. “Nós resgatamos essas áreas que eram pontos de descarte irregular, onde a população descarta todo e qualquer tipo de resíduo”, afirma. Everaldo alerta que o lixo também pode obstruir bocas de lobo e galerias de águas pluviais, com transtornos para os moradores no período chuvoso.
R$ 7 milhões
Estimativa de gasto mensal do SLU com a manutenção de Ceilândia
O administrador regional de Ceilândia, Renato Santana, explica que a manutenção da cidade reúne equipes da administração, do SLU e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Segundo ele, o SLU gasta cerca de R$ 7 milhões por mês com a limpeza e a retirada de resíduos descartados irregularmente nas ruas de Ceilândia.
“O Estado faz a limpeza, faz a manutenção, e, no dia seguinte, aquele espaço está cheio de lixo”, afirma. Para Santana, a repetição do descarte consome recursos que poderiam atender a outras necessidades da população. “Parte desse imposto poderia estar indo para melhoria nas escolas, melhoria da pracinha na esquina da sua casa, melhoria no asfalto.”

Para a dona de casa Jucelilia Inácio da Silva, 52, a mudança aparece no uso do espaço em frente à casa da mãe. Antes da limpeza, ela tentava impedir o descarte e precisava combater os ratos que entravam no imóvel. Segundo a moradora, muitas pessoas chegavam de carro de outros locais para deixar lixo na área. “A gente hoje vê as crianças brincando, com alegria, no lugar onde era só lixo e rato”, relata. Ela conta que os moradores ajudam a conservar a área após a intervenção.
Onde descartar
Esses equipamentos recebem gratuitamente pequenos volumes de restos de obras, móveis sem uso, podas e galhadas. Para resíduos da construção civil, volumosos e restos de poda, o limite é de 1 metro cúbico por pessoa por dia — volume equivalente ao de uma caixa-d’água de mil litros.
Os endereços das unidades podem ser consultados no aplicativo SLU Coleta DF ou no site do SLU.
