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Confeitaria pernambucana avança no processo de registro de IGs com definição de entidade representativa

Publicado em: 28/01/2026 23:49

A conquista de uma Indicação Geográfica (IG) depende da união de forças em um território. Cientes desse esforço coletivo, dezenas de produtores de bolos de noiva, de rolo e Souza Leão de todo o estado reuniram-se, na tarde da última segunda-feira (26), em assembleia na sede do Sebrae/PE, no Recife. O encontro marcou a posse da nova Diretoria Executiva e do Conselho da Associação da Confeitaria de Pernambuco (Assucar), além da integração de novos membros à entidade.

A reunião promovida pelo Sebrae/PE marcou a mudança estatutária da entidade de classe, que atuará como substituta processual no pedido do registro dos três icônicos bolos pernambucanos junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A definição é obrigatória e permite o avanço legal da iniciativa.

Diferentemente de um registro de marca, que precisa ser validado a cada dez anos, a IG é vitalícia, porém precisa ser cuidada. As boleiras presentes nesta reunião estão, literalmente, fazendo parte da trajetória, deixando um legado para a história desses alimentos tradicionais da confeitaria pernambucana. A expertise das produtoras será a referência de qualidade, do modo de fazer e de como essas receitas emblemáticas serão preservadas

Roberta Andrade, gestora do projeto de IGs no Sebrae/PE.

Segundo a especialista, embora as exigências sejam inúmeras, as vantagens surgem no processo de estruturação. Entre elas, estão o estímulo ao investimento na unidade produtiva, o aumento no valor do legado e o incremento na competitividade nos mercados nacional e externo. Roberta reforçou ainda o impacto da parceria com a Agência Estadual de Desenvolvimento Econômico (Adepe) no estudo de 16 potenciais IGs em Pernambuco, empreitada orçada em mais de R$ 3 milhões.

A confeiteira Sulamita Santana presidirá a Assucar pelos próximos quatro anos. “Assumo a função com responsabilidade e escuta. Alinhamos nossas expectativas e apontamos demandas urgentes, como a democratização do acesso e a consolidação de uma rede de apoio que, graças a Deus, já possuímos com o Sebrae e outros parceiros. Também precisamos de um canal de comunicação ativa, capacitação técnica e aproximação com fornecedores, feiras e estandes”, enfatizou.

A nova titular da entidade detalhou ainda as metas definidas para o período de até quatro anos. Ela ressaltou a estruturação da base operacional da instituição, o início da implementação de programas de fortalecimento da associação e o objetivo de tornar o trabalho uma referência no setor, dentro e fora do estado, servindo de modelo para as IGs que virão. “Também queremos poder acessar mercados internacionais. Não é algo impossível, mas, para alcançar todas as metas, precisamos ter um grupo engajado, com a união de todos os integrantes”, acrescentou.

Créditos: Divulgação Sebrae/PE

SAIBA MAIS

Pernambuco tem 16 produtos em fase de estudo com potencial para obtenção do selo. Fazem parte desse grupo os bolos de rolo, de noiva e Souza Leão; o mel do Sertão do Araripe; o abacaxi de Pombos; o café de Triunfo e de Taquaritinga do Norte; a carne ovina do Sertão do São Francisco; o artesanato de barro do Alto do Moura e de Tracunhaém; o artesanato de madeira de Sertânia; a renda renascença de Poção; os queijos coalhos artesanais produzidos no Agreste e no Sertão do Araripe; e a uva e a manga produzidas no Vale do São Francisco.

Fonte: Agência de Notícias do Estado de PE

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