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Com bolsas para criar empresas na graduação, Universidade Evangélica revela talentos da inovação em Goiás

Publicado em: 16/06/2026 13:56

O Hackathon foi realizado na sede da Universidade nos dias 13, 14 e 15 de junho, em Anápolis. Ele integra o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Tecnológica e Empreendedorismo (PBITEC), criado pela UniEvangélica para incentivar o desenvolvimento de soluções inovadoras com potencial de mercado. A edição de 2026 reuniu mais de 730 inscritos, cerca de 300 participantes no Pitch Day e 25 equipes classificadas para a fase final.

O anúncio dos vencedores foi cercado de expectativa, aplausos e emoção. Depois de meses de preparação, mentorias, capacitações e uma intensa maratona de inovação, equipes formadas por estudantes de diferentes cursos descobriram que suas ideias poderiam ir muito além das salas de aula. Na UniEVANGÉLICA, os alunos não competiam apenas por reconhecimento. Eles disputaram a oportunidade de receber bolsas para desenvolver seus próprios negócios ainda durante a graduação, em uma iniciativa considerada inédita e que vem consolidando um novo modelo de formação empreendedora no ensino superior.

Ana Cláudia Martins, facilitadora; Ewerton Costa – analista, Juliana Oliveira – assistente da unidade de operações, Guilherme Sales, analista da unidade de operações, Gabriel Martins Almeida, facilitador (Fotos: Leidiana Batista)

Segundo Ewerton Costa, analista do Sebrae Goiás, o projeto representa uma oportunidade concreta de transformar conhecimento em empresas. “É uma proposta única. Os alunos passam por uma jornada de formação, apresentam as ideias, recebem mentorias e, ao final, os vencedores recebem bolsas para desenvolver os projetos durante um ano e levá-los ao mercado”, destacou.

Além do apoio metodológico, o Sebrae Goiás apoiou a contratação dos facilitadores responsáveis por conduzir as atividades durante o Hackathon. A instituição também participa das capacitações, da estrutura do evento e das ações de acompanhamento dos projetos ao longo das etapas.

Uma jornada que transforma estudantes em empreendedores

Antes de chegar à etapa final, os estudantes passaram por uma longa jornada de desenvolvimento. A proposta envolveu capacitações, construção de modelos de negócio, validação de problemas, elaboração de soluções e apresentação para bancas avaliadoras. Os facilitadores Gabriel Martins Almeida e Ana Cláudia Martins acompanharam as equipes durante toda a imersão.

Marcos Rubino (ao centro, de camiseta azul), empresário, integrante dos conselhos de Inovação e Tecnologia de Anápolis e empreendedor do setor de startups, foi um dos mentores de equipes: O segredo não é afirmar, é perguntar

Gabriel, que já fez parte de experiências semelhantes, explica que o Hackathon é uma verdadeira maratona de inovação. “Os participantes precisam sair daqui com um produto validado, apresentar para uma banca e demonstrar o potencial do negócio. É um processo muito prático, muito mão na massa”, explicou. Ana Cláudia destaca que a experiência transforma os participantes. “Muitos estudantes dizem que são uma pessoa antes da maratona e outra depois dela. Eles desenvolvem habilidades que vão muito além do projeto apresentado”, afirmou.

Além dos facilitadores, empresários, professores e especialistas atuaram como mentores das equipes. Um deles foi Marcos Rubino, empresário, integrante dos conselhos de Inovação e Tecnologia de Anápolis e empreendedor do setor de startups. Para ele, o grande diferencial da mentoria está em provocar reflexões sem interferir diretamente nas ideias dos participantes. “O segredo não é afirmar, é perguntar. A gente ajuda os alunos a refletirem sobre o mercado, sobre os clientes e sobre o modelo de negócio. O papel do mentor é ouvir muito e devolver as perguntas certas para que eles encontrem os próprios caminhos”, explicou.

A equipe Delos Nova, formada por estudantes de Engenharia de Software e Engenharia Elétrica, demonstravam entusiasmo desde o início da competição

Entre os participantes, o clima era de confiança e expectativa. Integrantes da equipe Delos Nova, formada por estudantes de Engenharia de Software e Engenharia Elétrica, demonstravam entusiasmo desde o início da competição. “Estamos confiantes. Estudamos bastante e nos preparamos para esse momento”, afirmou o acadêmico Eduardo Sousa durante a fase de desenvolvimento dos projetos.

Prof. Dr. Rosemberg Fortes (UniCIETEC), Prof. Dr. Sandro Dutra e Silva (Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação), Ewerton Costa e Emília Rosângela, analistas Sebrae GO; Ana Paula Duarte Avena de Castro – empresária e pró-reitor acadêmico da UniEVANGÉLICA, Prof. Me. Daniel Gonçalves Mendes da Costa

Integrante da banca avaliadora do Hackathon, o gerente regional do Sebrae Goiás, Sérgio Monturil, ressaltou a evolução das equipes ao longo da jornada. “A maturidade das propostas impressiona e torna a escolha dos vencedores ainda mais difícil, mas é gratificante ver tantos resultados surgindo a partir desse trabalho”, destacou.

Já Emília Rosângela, analista de inovação do Sebrae Goiás, esteve presente na fase final para acompanhar o desempenho dos estudantes e reforçar o apoio da instituição ao ecossistema de inovação. “Quando conheci o programa fiquei encantada. Estamos falando de empreendedorismo e inovação sendo estimulados ainda na graduação, algo realmente inédito. É assim que fortalecemos o ecossistema e criamos as empresas do futuro”, destacou.

Parceiros estratégicos fortalecem o ecossistema de inovação

Presidente da Associação Educativa Evangélica (AEE) e chanceler da UniEVANGÉLICA, Dr. Ernei de Oliveira Pina: O empreendedorismo começa pequeno, mas pode gerar resultados extraordinários

O sucesso do Hackathon é resultado de uma ampla rede de parceiros que reúne universidade, setor produtivo, instituições de apoio e organizações ligadas à inovação. O presidente da Associação Educativa Evangélica (AEE) e chanceler da UniEVANGÉLICA, Dr. Ernei de Oliveira Pina, destacou que iniciativas como essa representam um importante vetor de desenvolvimento. “Não vemos outro caminho para o crescimento e para a melhoria da sociedade que não passe por movimentos como esse. O empreendedorismo começa pequeno, mas pode gerar resultados extraordinários”, afirmou.

Reitor Carlos Hassel: Nosso papel é estimular as pessoas a entenderem que o conhecimento adquirido deve ser transformado em benefício da sociedade

O reitor da UniEVANGÉLICA, professor Carlos Hassel Mendes, ressaltou que a cultura de empreendedorismo e inovação faz parte da identidade institucional. “Nosso papel é estimular as pessoas a entenderem que o conhecimento adquirido deve ser transformado em benefício da sociedade”, afirmou.

Além do Sebrae Goiás, o evento contou com a participação de empresas, instituições de ensino, organizações do setor produtivo e representantes do ecossistema de inovação. Uma das conexões mais importantes ocorreu com o Sistema Faeg/Senar, que desenvolveu simultaneamente ações voltadas ao Agro Startup durante a imersão, iniciativa que busca identificar e acelerar soluções para o agronegócio.

Representantes do Senar destacaram que o agro moderno exige profissionais de diversas áreas, incluindo tecnologia, gestão, engenharia, saúde e desenvolvimento de software. “Um grão de soja pode conter mais tecnologia do que um smartphone. O agronegócio precisa de profissionais de múltiplas áreas para continuar evoluindo”, destacou Leonardo Bizinoto, representante do Sistema Faeg/Senar. A parceria entre universidade, Sebrae, Senar e setor produtivo tem permitido que projetos acadêmicos avancem para estágios mais maduros de desenvolvimento, aproximando os estudantes das demandas reais do mercado. Premiação reconhece talento, inovação e potencial de mercado.

A terceira colocação ficou com a MediTrack, startup voltada à adesão medicamentosa por meio de uma plataforma integrada aos prontuários eletrônicos, que está em teste nos ambulatórios vinculados à universidade

A cerimônia de Premiação reuniu estudantes, professores, empresários, investidores e representantes das instituições parceiras. O quinto lugar ficou com a Delos Nova. O quarto lugar foi conquistado pela Real Phone. A terceira colocação ficou com a MediTrack, startup voltada à adesão medicamentosa por meio de uma plataforma integrada aos prontuários eletrônicos. O projeto já está sendo testado nos ambulatórios vinculados à universidade e busca melhorar o acompanhamento de pacientes em tratamentos contínuos.

O segundo colocado na competição foi a equipe Lynest, com o projeto que propõe um fitoterápico desenvolvido a partir do alecrim para auxiliar na atenção e concentração

Em segundo lugar ficou a equipe Lynest formada por Laísa Maria, acadêmica de Direito no campus Rubiataba; Lívia Raquel Vieira Silva, estudante de Farmácia; e Lidiane Camilo, também acadêmica de Farmácia. O projeto propõe um fitoterápico desenvolvido a partir do alecrim para auxiliar na atenção e concentração. A ideia surgiu da própria vivência das estudantes, que identificaram a dificuldade de manter o foco durante os estudos e buscaram uma alternativa natural para enfrentar esse desafio. “A gente identificou um problema que também era nosso. Muitas pessoas têm dificuldade de manter a concentração durante os estudos e queríamos buscar uma alternativa natural para isso”, explicou a equipe.

O grupo vencedor do Hackathon foi o da Acomgest, startup criada por estudantes de Medicina Veterinária, com uma solução que utiliza inteligência artificial para apoiar a gestão reprodutiva bovina e auxilia veterinários em exames ultrassonográficos no campo

A grande vencedora foi a Acomgest, startup criada por estudantes de Medicina Veterinária. A solução utiliza inteligência artificial para apoiar a gestão reprodutiva bovina e auxiliar veterinários em exames ultrassonográficos realizados no campo. A ideia nasceu durante o Desafio Agro Startup de 2025 e evoluiu ao longo do acompanhamento realizado pela universidade e pelos parceiros. A Acomgest é formada por Victor Santos, Ítalo Silva Brandão e Brenda de Oliveira Horvath Pereira, todos estudantes de Medicina Veterinária da Uni Evangélica.

“Muitas decisões ainda são tomadas no “achismo” dentro das propriedades. Nosso objetivo é gerar dados e apoiar decisões mais assertivas”, explicou Ítalo Silva Brandão. O grupo já acumula reconhecimento em programas de inovação ligados ao agronegócio e agora amplia suas perspectivas com a conquista do primeiro lugar.

Ecossistema que gera oportunidades

Mais do que premiar vencedores, o PBITEC reforçou uma cultura que vem ganhando força dentro da UniEVANGÉLICA. O crescimento dos números demonstra isso. A primeira edição reuniu cerca de 30 participantes. Três anos depois, o evento ultrapassou a marca de 730 inscritos e integra um ecossistema que já acompanha dezenas de startups.

Esse resultado passa pelo trabalho do UniCIETEC (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia), ambiente de inovação da universidade responsável por apoiar os projetos desenvolvidos no âmbito do PBITEC. O centro oferece mentorias, conexões com o mercado, capacitações e suporte técnico para que os acadêmicos transformem ideias em soluções inovadoras e negócios com potencial de crescimento.

Segundo a coordenação do UniCIETEC, as equipes que não conquistaram premiação continuarão recebendo acompanhamento e orientação para participar de programas de inovação, editais de fomento, processos de incubação e oportunidades de aceleração. A proposta é garantir que boas ideias não terminem com o encerramento da competição.

O próximo passo para muitos desses jovens será justamente transformar projetos acadêmicos em empresas, gerar empregos, atrair investimentos e desenvolver soluções capazes de impactar diferentes setores da economia. Em alguns casos, essa trajetória já começou, com startups criadas dentro da universidade alcançando reconhecimento em programas de inovação e ampliando sua presença no mercado.

Para quem deseja continuar conectado ao ecossistema de inovação, Emília Rosângela, analista de inovação do Sebrae Goiás, reforça o convite para o ELI Summit Goiás, promovido pelo Sebrae no dia 24 de junho, em Goiânia. O evento reunirá empreendedores, startups, especialistas e representantes de ecossistemas de inovação para debater tendências, conexões estratégicas e desenvolvimento tecnológico. “Estamos plantando sementes. Algumas delas vão se transformar em empresas, outras em grandes negócios. O importante é que estamos formando uma geração preparada para inovar e empreender”, destacou.

As inscrições podem ser feitas em https://www.sympla.com.br/evento/eli-summit-go/3430399.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106

Na Regional Centro-Leste | Anápolis: Agência Entremeios Comunicação / Leidiana Batista – (62) 9862-66155

Acesse aqui o Site do Sebrae Goiás.

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Fonte: Agência de Notícias do Estado de GO

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