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CLDF não tem só 1, mas 10 judas: traidores de Brasília votaram contra a população do DF
Dez deputados distritais votaram a favor da quebra do BRB o que traria o caos para a população de Brasília
A sessão da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que aprovou o projeto para fortalecer o Banco de Brasília (BRB) ficará marcada como um divisor de águas na política do Distrito Federal. De um lado, a maioria dos parlamentares decidiu agir para preservar uma instituição estratégica para a economia local. Do outro, dez deputados distritais votaram contra a proposta e passaram a ser alvo de críticas duríssimas por parte de servidores, economistas e lideranças políticas.
O projeto enviado pelo governo autorizou o uso de nove imóveis públicos como garantia em operações financeiras destinadas à recapitalização do BRB — medida considerada necessária para atender às exigências do Banco Central do Brasil e afastar riscos à instituição.
Mesmo diante desse cenário, os seguintes parlamentares votaram “não”:
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Chico Vigilante (PT)
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Dayse Amarílio (PSB)
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Fábio Félix (PSOL)
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Gabriel Magno (PT)
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João Cardoso, conhecido como Professor Auditor (Avante)
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Max Maciel (PSOL)
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Paula Belmonte (Cidadania)
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Ricardo Vale (PT)
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Rogério Morro da Cruz (PMN)
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Thiago Manzoni (PL)
Contra o banco, contra Brasília
O que indignou grande parte dos presentes na sessão foi o fato de que o debate não girava em torno de um projeto qualquer. Estava em discussão a sobrevivência de um banco público essencial para o Distrito Federal.
O BRB movimenta salários de servidores, financia moradias, mantém linhas de crédito para pequenos negócios e sustenta programas sociais que alcançam milhares de famílias.
Sem a medida aprovada pela maioria da Câmara, especialistas alertavam para um cenário potencialmente devastador: risco de intervenção, liquidação da instituição e um impacto em cadeia na economia local.
Em termos práticos, isso poderia significar:
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milhares de trabalhadores sem emprego
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servidores públicos com salários comprometidos
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aposentados e pensionistas inseguros quanto aos pagamentos
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perda de crédito e de financiamento para a população
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retração econômica no Distrito Federal
Mesmo assim, dez parlamentares decidiram votar contra.
A contradição exposta
É aqui que a contradição política se torna evidente.
Deputados são eleitos para representar os interesses da população que os colocou no cargo. No entanto, na hora de decidir sobre uma medida considerada crucial para a estabilidade econômica do Distrito Federal, esses parlamentares optaram por seguir o caminho oposto ao defendido por servidores do banco, técnicos do setor financeiro e grande parte da base econômica da capital.
Durante a sessão, funcionários do BRB que acompanhavam a votação nas galerias reagiram com vaias a alguns discursos contrários ao projeto.
Para muitos observadores da política local, a cena foi simbólica: representados protestando contra aqueles que deveriam representá-los.
Política ou espetáculo?
Nos bastidores da CLDF, parlamentares favoráveis ao projeto classificaram a postura dos dez distritais como um gesto de “irresponsabilidade política”.
Segundo essa avaliação, transformar uma medida técnica de estabilidade financeira em palco para discursos ideológicos ou disputas partidárias ignora as consequências reais para milhares de famílias que dependem do banco.
Na prática, afirmam críticos, a decisão desses parlamentares colocou em risco uma instituição construída ao longo de décadas e fundamental para o desenvolvimento econômico da capital.
A marca do voto
No fim da votação, o projeto foi aprovado por 14 votos a 10, garantindo o caminho para o fortalecimento do BRB.
Mas o episódio deixou uma cicatriz política difícil de ignorar.
Em momentos decisivos, o voto de um parlamentar revela muito mais do que discursos de campanha. Revela prioridades.
E, para muitos servidores, economistas e observadores da política brasiliense, o voto desses dez distritais deixou uma pergunta incômoda no ar:
quando Brasília precisou, de que lado eles realmente estavam?
