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Cidade Ocidental ocupa 6ª posição entre as cidades mais seguras de Goiás
Cidade Ocidental está na 6ª posição entre os municípios goianos com mais de 100 mil habitantes no ranking das cidades mais seguras do estado, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pelo portal MySide. O município registrou taxa de 13,7 assassinatos por 100 mil habitantes, com base em dados de 2025.
O levantamento utiliza informações do IBGE e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, considerando a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes.
O secretário municipal de Segurança Pública e Trânsito, Saulo Budin, atribuiu o resultado à integração entre a Guarda Civil Municipal, as polícias Militar, Civil e Penal, a Vigilância Patrimonial e a Defesa Civil, além dos investimentos da Prefeitura na área.
Budin agradeceu ao prefeito Lulinha Viana pelos recursos destinados à segurança pública e destacou que a meta é melhorar ainda mais a posição do município. “Estamos em busca do primeiro lugar no estado”, afirmou.
Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026 utiliza dados oficiais para classificar municípios
O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026 utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, para classificar municípios de acordo com a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes. A metodologia permite comparar cidades de diferentes portes populacionais e identificar aquelas com os menores índices de violência letal.
O levantamento considera os registros de óbitos do SIM, organizados conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para elaborar o ranking, são contabilizadas as mortes no município onde ocorreram, com aplicação de ajustes estatísticos para reduzir possíveis distorções nos dados.
Entre os procedimentos adotados está a correção de mortes violentas cuja intenção não foi determinada. A medida busca considerar casos que podem ter sido homicídios, mas que não foram classificados dessa forma nos registros originais. O ajuste, porém, é uma estimativa estatística e não significa que todas essas mortes tenham sido provocadas por terceiros.
O cálculo relaciona o número estimado de assassinatos à população de cada município, multiplicando o resultado por 100 mil habitantes. Para estabelecer a população de referência, a metodologia utiliza dados do Censo Demográfico de 2022 e estimativas populacionais do IBGE, com interpolação linear para aproximar os números do período analisado.
O ranking contempla municípios com 100 mil habitantes ou mais e também apresenta comparações por estados, regiões, capitais e faixas populacionais. Quanto menor a taxa de assassinatos, melhor a posição da cidade na classificação.
O anuário ressalta que os resultados devem ser interpretados considerando possíveis limitações dos registros, revisões das bases de dados e diferenças nas estimativas populacionais. Mudanças de posição entre edições, por si só, não comprovam melhora ou piora na segurança pública.
Além disso, o indicador avalia exclusivamente a violência letal. Crimes como roubos, furtos, ameaças e violência doméstica ou sexual sem morte não fazem parte do cálculo. O estudo também não mede a sensação de insegurança nem permite identificar diferenças entre bairros. Por isso, a classificação deve ser considerada em conjunto com outros indicadores para uma avaliação mais ampla da segurança nos municípios.
