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Casa do Autista de Maceió amplia cuidado com acompanhamento psiquiátrico integrado às terapias

Publicado em: 17/08/2026 15:40

Na Casa do Autista de Maceió, o cuidado com crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) vai além das terapias realizadas no dia a dia. O acompanhamento psiquiátrico integra a estratégia de atendimento da unidade e contribui para que cada paciente tenha suas necessidades avaliadas de forma individualizada, considerando não apenas aspectos relacionados à saúde, mas também a rotina, o desenvolvimento e o contexto familiar.

De acordo com a médica psiquiatra Natália Omena, o atendimento começa com uma triagem realizada pela equipe multiprofissional. A partir desta avaliação, os pacientes passam pelo acompanhamento dos diferentes profissionais e também são avaliados pela psiquiatria. “Essa consulta funciona, basicamente, para a gente ver as necessidades do paciente. Então, é uma criança que vai precisar de medicação ou não, é uma criança que as terapias que ela está fazendo estão funcionando, se o tratamento já está correto. Tudo isso a gente vai avaliar na consulta”, explica.

A consulta psiquiátrica também representa um momento de escuta e orientação para os responsáveis. De acordo com a médica, os pais podem apresentar dúvidas, receber orientações profissionais e, quando necessário, ser encaminhados para atendimento psicológico. Esse olhar para a família é considerado parte importante do processo de cuidado, já que compreender a realidade vivenciada em casa ajuda a equipe a acompanhar de maneira mais ampla as necessidades da criança ou do adolescente.

O acompanhamento também não termina após a primeira consulta. Nos casos em que há necessidade de tratamento medicamentoso, por exemplo, os retornos permitem avaliar a resposta do paciente e realizar os ajustes necessários. A equipe também observa se a quantidade de terapias é adequada, se elas estão bem distribuídas na rotina e se existe a necessidade de incluir outras abordagens que possam contribuir para o desenvolvimento.

“Com o decorrer das consultas, a gente consegue otimizar esse tratamento, verificar se as terapias estão em quantidade adequada, se estão bem distribuídas na rotina do paciente e se dá para incrementar alguma terapia para melhorar ainda mais o desenvolvimento. E a gente consegue também acolher a família”, pontua Natália.

Para Camila Porciúncula, diretora-presidente do Maceió Saúde, a presença da psiquiatria dentro de uma estrutura multiprofissional reforça a proposta de oferecer um atendimento integrado e centrado nas necessidades de cada usuário. “A psiquiatria não atua de forma isolada. Ela faz parte de uma rede de cuidados em que os profissionais compartilham informações e olhares diferentes sobre a criança ou o adolescente. Esse trabalho integrado permite acompanhar a evolução de cada usuário com mais atenção e buscar, sempre que necessário, os ajustes que favoreçam o desenvolvimento e a qualidade de vida”, frisa.

A gerente-geral da Casa do Autista, Fabiana Lisboa, destaca que o acompanhamento das famílias é outro diferencial da assistência oferecida pela unidade. “Quando uma família chega à Casa do Autista, ela também precisa ser acolhida e orientada. Muitas vezes, os responsáveis têm dúvidas sobre comportamentos, terapias, medicações e sobre como organizar a rotina. Ter profissionais de diferentes áreas trabalhando de forma articulada nos permite olhar para essas necessidades e construir um cuidado mais completo”, ressalta.

Com uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, pedagogos, musicoterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais e educadores físicos, a Casa do Autista amplia o olhar sobre o cuidado. A Casa do Autista é administrada pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos voltada à modernização e à eficiência na gestão das unidades municipais de saúde. A instituição atua com foco em boas práticas de governança e na qualidade da assistência prestada à população de Maceió, implantando processos que buscam integrar inovação, cuidado e gestão eficiente.

Veja como ter acesso

Para ter acesso aos serviços da Casa do Autista, o primeiro passo é reunir a documentação necessária e levá-la ao Setor de Protocolo da Secretaria Municipal de Saúde, localizado na Avenida Fernandes Lima, 2335, no bairro Farol. No local, é aberto o processo para análise. Entre os documentos exigidos estão RG, CPF, Cartão SUS, comprovante de residência e encaminhamento médico da criança ou adolescente, além dos documentos do responsável legal.

Depois desta etapa, a equipe técnica do setor de Autismo da Secretaria Municipal de Saúde realiza a análise e a regulação dos casos. São priorizadas pessoas que ainda não estão inseridas na rede pública de saúde, como os Centros Especializados em Reabilitação (CER) ou serviços contratualizados, e que se encontram em fila de espera na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência.

Após a avaliação, os pacientes são encaminhados gradualmente para os serviços disponíveis, entre eles a própria Casa do Autista. Quando a procura ultrapassa a capacidade de atendimento, os solicitantes permanecem em fila de espera, seguindo critérios técnicos e de prioridade.

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Secretaria Municipal de Saúde

Avenida Fernandes Lima, 2335 – Farol
CEP 57020-250 // Telefone: 82 3312-5400
Horário de atendimento: segunda a sexta, de 8h às 14h.

Fonte: Agência de Notícias do Estado de AL

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