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Câmara aprova regra que permite reeleição da Mesa Diretora na troca de legislaturas
Câmara aprova regra que permite reeleição da Mesa Diretora na troca de legislaturas
Texto recebeu 17 votos favoráveis e seis contrários; segundo turno está previsto para 10 de novembro, após interstício regimental de dez dias
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na tarde desta terça-feira (27), em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) nº 22/2026, de autoria do deputado Pastor Daniel de Castro (PP) e outros, que altera a Constituição local, a fim de permitir a reeleição da Mesa Diretora na troca da legislatura.
A mudança permite que a Mesa Diretora do segundo biênio, possa ser reeleita numa nova legislatura, mas veda a reeleição dentro da mesma legislatura. Aprovado em primeiro turno, com 17 votos favoráveis e seis contrários, o texto ainda precisa ser analisado em segundo turno, após o interstício regimental de 10 dias. O presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB) anunciou que a votação do segundo turno será pautada para 10 de novembro.
A proposta estabelece que a Câmara Legislativa se reúne, em 6 de janeiro do primeiro ano de cada legislatura, “para posse dos deputados distritais, eleição e posse da Mesa Diretora, vedada a reeleição para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”. E reafirma que o mandato dos membros da Mesa Diretora é de dois anos.
Votaram contra a proposta os deputados Thiago Manzoni (PL), Roosevelt Vilela (PL), Joaquim Roriz Neto (PL), João Cardoso (PL), Eduardo Pedrosa (União) e Rogério Morro da Cruz (PSD).
Discussão
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e relator da proposta, deputado Thiago Manzoni, chegou a apresentar um substitutivo ao texto original limitando a reeleição para os mesmos cargos da Mesa para duas eleições, mas não obteve as oito assinaturas necessárias para a tramitação da proposta. Diante disso, apresentou parecer contrário à Pelo. Seu parecer acabou rejeitado por 17 votos a seis.
Com a rejeição do parecer inicial, o deputado Chico Vigilante apresentou voto em separado, aprovando o texto original da proposta. O novo parecer foi aprovado com 17 votos favoráveis e seis contrários.
