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Após ameaçar os trabalhadores do BRB e servidores públicos em geral, Chico Vigilante ameaça os trabalhadores da imprensa
Deputado do Partido dos Trabalhadores atacou os trabalhadores da imprensa, ameaçou votar contra projeto do BRB e gerou preocupação entre trabalhadores e servidores do DF
Brasília, 02/03/2026 – O debate político sobre o futuro do Banco de Brasília (BRB) ganhou mais um capítulo turbulento. Em declarações recentes, o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF) anunciou que pretende votar contra um projeto do Governo do Distrito Federal relacionado à situação do banco. A postura do parlamentar acendeu um alerta entre trabalhadores da instituição e servidores públicos que dependem diretamente das operações do BRB.
O banco público do DF não é apenas mais uma instituição financeira no mercado. O BRB desempenha papel estratégico na economia local e na administração de benefícios e serviços ligados ao funcionalismo público. Pagamentos, programas financeiros e diversas operações que impactam a vida de milhares de servidores e cidadãos passam pela estrutura da instituição.
Por isso, quando um deputado anuncia que pretende votar contra um projeto que, segundo defensores da proposta, busca dar estabilidade ao banco em um momento delicado, a preocupação cresce – especialmente entre os trabalhadores da própria instituição e entre servidores que dependem diretamente do funcionamento do sistema financeiro do DF.
Mas não foi apenas a posição sobre o projeto que chamou atenção. Durante suas declarações, o parlamentar também partiu para um ataque direto contra blogs e veículos de imprensa que noticiaram ou criticaram sua postura.
Em tom agressivo, o deputado afirmou:
“Sabe o que me deixa mais revoltado? É que agora meia dúzia de blogs que eu nunca tinha ouvido falar nessas porcarias, pagos pelo governo do Distrito Federal, começam a me atacar porque eu estou atacando a moralidade e o dinheiro público.”
Em seguida, elevou ainda mais o tom:
“Esses blogs são blogs de picaretas que vivem à custa de dinheiro público, se dizem jornalistas, mas na verdade não são jornalistas coisa nenhuma, são canalhas pagos com o meu imposto, com o seu imposto, para falar mal de quem está defendendo a moralidade.”
E continuou:
“Vocês não me conhecem, cambada de vagabundos, vocês não sabem de onde eu vim. Eu sou acostumado a enfrentar todo tipo de adversidade e não é esses picaretas pagos pelo governo do Distrito Federal que vão falar minha boca.”
A reação foi imediata entre profissionais da imprensa e leitores que acompanham o debate político no Distrito Federal. Afinal, críticas à imprensa fazem parte da democracia — mas ataques generalizados e tentativas de desqualificar o trabalho jornalístico levantam um alerta importante.
Em qualquer democracia saudável, a imprensa exerce um papel fundamental: fiscalizar o poder, questionar decisões públicas e informar a sociedade. Não existe democracia sem imprensa livre. E isso inclui o direito de veículos, grandes ou pequenos, concordarem, criticarem ou investigarem posições de autoridades públicas.
O debate sobre o BRB vai muito além de disputas políticas ou trocas de acusações. O banco é peça importante na engrenagem econômica do DF e qualquer instabilidade institucional pode gerar preocupação entre trabalhadores, servidores e cidadãos que dependem de seus serviços.
No fim das contas, a situação levanta duas perguntas simples que interessam diretamente à população do Distrito Federal: qual é o futuro do BRB e qual é o limite aceitável no tom do debate político quando se trata de instituições públicas e da própria imprensa?
Enquanto essas respostas não chegam, uma coisa é certa: quando um político quer fazer politicagem e tirar proveito político partidário de uma situação delicada pela qual o banco de fomento do DF passa, quem fica apreensivo são sempre os trabalhadores, os servidores públicos e a população que depende das instituições que estão no centro dessa disputa.
É preciso ter responsabilidade com a manutenção do emprego dos trabalhadores do DF. Sobretudo quem é do partido dos TRABALHADORES e se diz representante de TRABALHADORES.
