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Ampliar a conscientização

Publicado em: 21/09/2026 16:40

Lançado em 1994 pela Alzheimer’s Disease International (ADI), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial da Doença de Alzheimer é celebrado nesta segunda-feira, 21, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a doença, uma das principais causas de demência no mundo. No Brasil, estima-se que cerca de 1,8 milhão de pessoas com 60 anos ou mais vivam com algum tipo de demência. A doença de Alzheimer representa de 60% a 70% dos casos de demência no mundo.

A data também chama a atenção para a importância do diagnóstico, do acompanhamento médico e do suporte oferecido às pessoas com a doença, bem como aos familiares e cuidadores, com foco na qualidade de vida.

O que é o Alzheimer?

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que provoca alterações principalmente na memória e em outras funções cognitivas. Com a evolução do quadro, podem surgir dificuldades para realizar atividades do cotidiano, além de alterações de comportamento, linguagem e orientação.

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), trata-se de uma condição neurodegenerativa, até o momento sem tratamento curativo, associada ao acúmulo anormal de algumas proteínas no cérebro.

Seu nome faz referência ao médico Alois Alzheimer, que descreveu a doença em 1906, após estudar o caso de Auguste Deter, uma mulher de 51 anos que desenvolveu um quadro demencial.

Como a doença se manifesta?

A doença de Alzheimer acomete principalmente pessoas idosas e pode comprometer, entre outras funções, a memória episódica. Segundo a Abraz, pessoas com a doença costumam apresentar dificuldade para lembrar fatos recentes e podem repetir histórias ou perguntas.

À medida que a doença avança, o comprometimento cognitivo tende a aumentar e pode afetar a capacidade de realizar atividades antes desempenhadas de forma independente.

“Memória, raciocínio, atenção e autonomia vão se deteriorando ao ponto de atividades simples do dia a dia se tornarem difíceis. Muitas vezes a própria pessoa não percebe o início do quadro”, aponta artigo publicado pela Associação Brasileira de Alzheimer.

Nesse sentido, a Abraz destaca que a atenção da família é fundamental. “Esquecimento frequente, repetição das mesmas perguntas, dificuldade com contas e alterações de comportamento são sinais que merecem investigação médica”, frisa a entidade.

Ainda não existe cura para a doença de Alzheimer. No entanto, medicamentos e cuidados multiprofissionais podem contribuir para o controle de sintomas e para a qualidade de vida. Atividades de estimulação cognitiva, manutenção da rotina, exercícios físicos, alimentação equilibrada e interação social também integram os cuidados. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento medicamentoso e acompanhamento multiprofissional para pessoas com demência.

Atuação parlamentar

Criada a partir de proposta apresentada na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), a Lei Estadual nº 22.255, de 11 de setembro de 2023, instituiu em Goiás a Política Estadual de Enfrentamento à Doença de Alzheimer e Outras Doenças Neurodegenerativas e a Semana Estadual de Conscientização da Doença de Alzheimer. A autoria da proposta que deu origem à norma é do deputado Virmondes Cruvinel (UB).

Entre os objetivos previstos na lei estão estimular o atendimento e o acompanhamento especializado, possibilitar o diagnóstico precoce e o acesso mais ágil ao tratamento, promover campanhas de conscientização e divulgar informações destinadas a familiares, cuidadores e à população em geral. A norma também determina que a Semana Estadual de Conscientização seja realizada anualmente na semana do dia 21 de setembro.

Outras propostas relacionadas ao tema tramitam na Casa. Uma delas é o processo nº 936/25, do deputado Paulo Cezar Martins (MDB), que propõe a criação do Fevereiro Roxo no Estado, com ações de conscientização sobre lúpus, doença de Alzheimer e fibromialgia.

Segundo a proposta, o mês temático busca disseminar informações sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos disponíveis para essas condições.

Já o processo nº 4399/25, de Gustavo Sebba (PSDB), busca instituir a Semana Estadual de Conscientização e Apoio às Pessoas com Doença de Alzheimer e incluí-la no calendário oficial do Estado. A proposta se sobrepõe parcialmente à Lei nº 22.255/2023, que já instituiu a Semana Estadual de Conscientização da Doença de Alzheimer na semana do dia 21 de setembro.

No calendário nacional, o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer também é celebrado em 21 de setembro, conforme a Lei Federal nº 11.736, de 10 de julho de 2008.

Há ainda o processo nº 8133/24, de Cristiano Galindo (Solidariedade), que propõe tornar obrigatória a disponibilização do exame Precivity AD2 para detecção da doença de Alzheimer na rede pública de saúde. O último registro localizado no Portal da Alego, de março de 2026, informava que a matéria havia passado por diligência à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e estava com parecer pela rejeição, entre outros motivos, pela ausência de deliberação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) sobre a incorporação do exame ao SUS.

Também está em tramitação o processo nº 16896/26, que prevê a equiparação da pessoa com doença de Alzheimer à pessoa com deficiência (PCD), mediante avaliação biopsicossocial, e institui o cordão de fita roxa como símbolo da doença de Alzheimer. A autoria é do deputado André do Premium (UB). Em 3 de setembro, a matéria estava na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), sob relatoria do deputado José Machado (PSDB).

Fonte: Agência de Notícias do Estado de GO

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