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Agenda Capital: HBDF reduz em 20% os casos de infecção hospitalar após reforço de medidas de segurança

Publicado em: 22/05/2026 16:18

Medidas de segurança ajudam Hospital de Base a diminuir infecções hospitalares

Por Delmo Menezes

O Hospital de Base do Distrito Federal registrou uma redução de 20% nos casos de infecção hospitalar entre 2024 e 2025 após intensificar medidas de prevenção e segurança dentro da unidade. Entre as principais ações adotadas está a campanha “Adorno Zero”, que orienta profissionais de saúde a não utilizarem acessórios durante os atendimentos, especialmente em áreas críticas, como o centro cirúrgico.

A iniciativa integra um conjunto de estratégias voltadas à segurança do paciente e à prevenção de contaminações no ambiente hospitalar. A campanha vem sendo reforçada pelas equipes do centro cirúrgico da unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, principalmente devido ao grande fluxo de residentes, estagiários e profissionais em formação que circulam diariamente pelo hospital.

Segundo a coordenação da unidade, acessórios como anéis, pulseiras, relógios, brincos, colares e correntes podem acumular bactérias, vírus e fungos, dificultando a higienização correta das mãos e aumentando o risco de transmissão de doenças entre pacientes e profissionais.

A coordenadora do centro cirúrgico, Ana Cristina Neves, explica que o processo de conscientização precisa ser contínuo para garantir a segurança dentro da unidade.

“Como somos uma unidade que recebe constantemente profissionais em formação, esse trabalho de conscientização precisa ser contínuo para garantir a segurança dos pacientes e das equipes”, afirma.

Segurança do paciente como prioridade

A campanha “Adorno Zero” faz parte das estratégias do Programa de Redução de Infecção em Cirurgias (Prisc), desenvolvido pela rede de saúde para diminuir os riscos de contaminação hospitalar e melhorar a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

De acordo com a gerente de Planejamento em Saúde da Diretoria de Atenção à Saúde (Diase), Fernanda Hak, atitudes simples podem gerar impactos significativos na prevenção de infecções.

“É uma ação simples, mas que faz diferença diretamente na segurança dos pacientes ao diminuir os riscos de infecção”, destaca.

O médico infectologista Tazio Vanni ressalta que pacientes internados e em recuperação cirúrgica estão entre os mais vulneráveis às infecções hospitalares.

“Mesmo após a higienização das mãos, acessórios podem dificultar a limpeza completa e favorecer a permanência de bactérias e outros germes”, alerta o especialista.

Além do risco de contaminação, os adornos também podem provocar acidentes durante procedimentos e atendimentos médicos, já que há possibilidade de enroscar em equipamentos e materiais hospitalares.

O que é considerado adorno

De acordo com a política institucional do hospital, são considerados adornos todos os acessórios utilizados como enfeite, ainda que tenham alguma função prática. A lista inclui:

  • Anéis e alianças;
  • Pulseiras;
  • Relógios;
  • Colares e correntes;
  • Brincos;
  • Broches;
  • Piercings expostos;
  • Gravatas;
  • Outros itens semelhantes.

A única exceção permitida é o uso de óculos de grau, considerados indispensáveis para a atividade profissional. Mesmo assim, os óculos devem ser higienizados regularmente e não podem ser utilizados com cordões ou correntes.

A anestesiologista Nadja Corrêa Graça explica que até mesmo o crachá exige cuidados específicos dentro do centro cirúrgico.

“Mesmo sendo obrigatório para identificação, ele deve ficar guardado dentro do pijama cirúrgico para evitar risco de contaminação dos pacientes”, orienta.

A campanha também reforça o uso correto das máscaras de proteção, que devem cobrir completamente nariz, boca e queixo durante todo o atendimento hospitalar.

Cultura de prevenção

As medidas adotadas pelo Hospital de Base reforçam uma cultura permanente de prevenção e segurança assistencial, considerada essencial para reduzir infecções, acelerar a recuperação dos pacientes e garantir maior qualidade no atendimento prestado pela rede pública de saúde do Distrito Federal.

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Da Redação do Agenda Capital

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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