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Tribunal homenageia juíza Maria Isabel de Lourdes Silva pela sua aposentadoria

Publicado em: 17/04/2026 18:03

Nesta quinta-feira, 16/4, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) realizou homenagem à juíza de direito de Turma Recursal  Maria Isabel de Lourdes Silva, no anúncio de sua aposentadoriaA solenidade aconteceu no Espaço Flamboyant e foi organizada pela Secretaria de Gestão de Pessoas (SEGP) e pela Coordenadoria de Desenvolvimento e Valorização de Pessoas (CODEV). 

O presidente em exercício, desembargador Roberval  Belinati, afirmou que a magistrada não encerra apenas um ciclo funcional, mas conclui uma caminhada marcada por vocação, compromisso com a Justiça, sensibilidade humana e excelência técnicavirtudes que deixam marcas profundas em todos aqueles que conviveram com a homenageada ao longo de quase três décadas de magistratura.  

A opção pela magistratura revelou-se uma escolha definitiva e profundamente acertada. Após aprovação em concursos relevantes, inclusive para a advocacia pública, tomou posse como juíza substituta no TJDFT, onde iniciou um percurso de dedicação contínua à prestação jurisdicionalÀ senhora, aos seus familiares e amigos aqui presentes, deixo o reconhecimento desta Corte e os votos de que essa nova etapa seja vivida com serenidade, saúde e a certeza do dever cumprido”, registrou o desembargador. 

O corregedor da Justiça, desembargador Mário-Zam Belmiro Rosa, destacou a personalidade e a boa convivência com a juíza. “O sentimento que transborda é de admiração. As palavras não são suficientes para expressar a gratidão e o apreço que sinto. O que me cativa em Maria Isabel é sua alegria e a profundidade de suas amizades, como demonstram as inúmeras presenças aqui hoje. Ela é uma líder nata, uma figura notávelÉ comum que algumas pessoas iniciem suas jornadas de forma promissora, mas enfrentem dificuldades ao longo do caminho. Maria Isabel, enfrentou desafios desde o início, mas finaliza sua trajetória de maneira magnífica. Parabéns por essa conquista. A demonstração de carinho e reconhecimento hoje aqui é notável e merecida. 

Como representante da Associação dos Magistrados do Distrito federal (Amagis/DF), o juiz Pedro Yung Tay  Neto falou sobre a trajetória da colega.  “Maria Isabel personifica uma geração de magistrados que não apenas desbravaram novos caminhos, mas também os pavimentaram com competência, coragem e dignidade, o que possibilitou que inúmeras mulheres trilhassem uma jornada mais justa, reconhecida e respeitada. Sua dedicação consolidou a presença feminina em posições de liderança, não por concessão, mas como consequência natural do mérito, da capacidade e da autoridade que construiu ao longo de seus anos de serviço. É imperativo reconhecer que a magistratura do Distrito Federal é aprimorada por sua presença. Sua influência continuará a reverberar nos valores que cultivou, nas instituições que ajudou a fortalecer e nas pessoas que inspiroudeclarou. 

A filha Larissa Silva também prestou homenagem à mãe. “Sempre trabalhou e se dedicou muito para proporcionar uma vida boa para mim e, agora, parMaria Rosa (neta da juíza). Só tenho a agradecer e dizer que sou muito feliz por ser sua filha”.  

Em sua fala de despedida, a magistrada recordou sua trajetória profissional. São passados 30 anos desde o dia em que tomei posse no TJDFT. Era a realização de um sonho que julgava impossível. Aliás, nem fazia parte dos meus sonhos. Como juíza, tive o privilégio de decidir sobre questões que impactaram profundamente a vida de tantas pessoas. Vi, em cada processo, histórias, conflitos, dores e esperanças. Procurei compreender que dentro de cada narrativa existiam vidas reais que exigiam sensibilidade, equilíbrio e responsabilidade”, lembrou a juíza Maria Isabel 

A magistrada afirma que, com senso de dever, prudência e compromisso, procurou honrar a confiança depositada no seu trabalhoAgradeceu aos colegas magistrados, do Ministério Público, advogados, servidores e todos aqueles que, com dedicação e profissionalismo, contribuíram para a construção de uma Justiça humana mais eficiente. Levo comigo a convicção de que a Justiça é um ideal em constante construção. Fiz o meu melhor, dentro de minhas orientações, com foco e guiada pela parte maior das leis e, acima de tudo, pelo respeito à dignidade humana. Encerro com serenidade e gratidão. A magistratura deixa de ser meu ofício, mas os valores que a sustentam permaneçam comigo para sempre. 

A colega e amiga, desembargadora aposentada Carmelita Brasil, ressaltou que a juíza construiu uma trajetória marcada pela firmeza, sensibilidade e um compromisso inabalável com a magistratura e com as pessoasSua atuação como líder nacional deixa um legado que transcende decisões e continuará sendo uma voz forte na defesa da classe, sempre atenta às necessidades coletivas, mas, sobretudo, sem esquecer as demandas individuais de cada colega magistrado ou magistrada. Essa capacidade de enxergar o humano é uma de suas maiores grandezas”. 

Também prestigiaram a solenidade o juíz auxiliar da Presidência, Eduardo Rosas; o juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência, Luis Martius Junior; os juízes auxiliares da Corregedoria Caio Brucoli, Monize Marques e João Marcos Guimarães Silva;  o Secretário-Geral, Celso de Oliveira;  a Secretária de Gestão de Pessoas do TJDFT, Carmen Lemes – que entregou uma placa em homenagem à magistrada Maria Isabel de Lourdes Silva;  o servidor que atuou diretamente com a homenageada, Gilberto José dos Passos Junior; desembargadores(as);  juízes(as); amigos(as) e familiares da homenageada. 

Confira o álbum de fotos da cerimônia.

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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