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Terracap transforma área pública em energia limpa e viabiliza usina que abastecerá 100% do consumo anual do TSE

Publicado em: 02/10/2026 12:09

Empreendimento instalado em terreno da companhia mostra como áreas públicas podem ganhar função estratégica: usina construída em parceria com a CEB terá capacidade para compensar integralmente o consumo anual de eletricidade do Tribunal Superior Eleitoral e poderá evitar 18,5 mil toneladas de CO₂ ao longo de três décadas

 

Às vésperas das Eleições Gerais de 2026, uma área pública do Distrito Federal passou a desempenhar uma função que aponta para o futuro: produzir energia limpa.

 

Entrou em operação a usina fotovoltaica destinada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instalada em terreno da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), em iniciativa desenvolvida em parceria com a CEB.

 

Mais do que fornecer eletricidade a um dos principais órgãos do Poder Judiciário brasileiro, o empreendimento evidencia uma dimensão menos conhecida — e cada vez mais estratégica — da atuação da Terracap: utilizar o patrimônio imobiliário público como instrumento de desenvolvimento sustentável.

 

Em vez de permanecer sem aproveitamento econômico convencional, uma área com restrições para utilização imobiliária passa agora a gerar energia renovável durante décadas.

 

O resultado é uma combinação de gestão patrimonial, inovação, sustentabilidade e redução das emissões de carbono.

 

Terracap coloca patrimônio público a serviço da energia limpa

 

A participação da Terracap é decisiva justamente porque a geração de energia solar em grande escala exige espaço.

 

A usina ocupa aproximadamente nove hectares, nos quais foram instalados 5.628 módulos fotovoltaicos, com potência total de 4,024 MWp.

 

Ao disponibilizar uma área adequada ao empreendimento, a Terracap permite que um ativo público ganhe uma utilização estratégica sem depender do modelo tradicional de exploração imobiliária.

 

É uma mudança importante de perspectiva.

 

Terras públicas não precisam servir exclusivamente à implantação de empreendimentos residenciais, comerciais ou industriais. Dependendo das características e limitações de cada área, elas também podem abrigar infraestrutura energética, ambiental e tecnológica.

 

É justamente aí que o projeto ganha importância para além do próprio TSE.

 

A Terracap passa a demonstrar, na prática, como sua carteira imobiliária pode participar da transformação energética do Distrito Federal.

 

Energia suficiente para compensar todo o consumo anual do TSE

 

A dimensão do empreendimento impressiona.

 

A estimativa é que a usina produza aproximadamente 7,7 GWh de energia renovável por ano.

 

Essa geração permitirá compensar 100% do consumo anual de energia elétrica do Tribunal Superior Eleitoral.

 

Para dimensionar o volume, a produção anual projetada seria suficiente para atender aproximadamente 1.830 residências, considerando famílias de quatro pessoas e consumo médio mensal de 350 kWh por imóvel.

 

O TSE já mantém iniciativas relacionadas à geração fotovoltaica em sua estrutura administrativa; registros oficiais do Tribunal, por exemplo, documentam equipamentos vinculados à usina fotovoltaica e mostram que o tema integra há anos sua política de infraestrutura.

 

Agora, porém, o modelo desenvolvido com Terracap e CEB amplia significativamente essa capacidade.

 

18,5 mil toneladas de CO₂ a menos

 

Se os números anuais já são expressivos, a dimensão ambiental aparece com maior clareza quando se considera toda a vida útil prevista para o empreendimento.

 

A expectativa é de aproximadamente 30 anos de operação.

 

Nesse período, a geração fotovoltaica poderá evitar a emissão de aproximadamente 18,5 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) associadas ao consumo de eletricidade.

 

Mesmo quando são consideradas as emissões envolvidas no próprio ciclo de vida da usina — fabricação, transporte, instalação e demais etapas —, o benefício ambiental líquido estimado permanece em aproximadamente 10,6 mil toneladas de CO₂.

 

Em termos de sequestro de carbono, o impacto projetado é comparável ao benefício ambiental atribuído a aproximadamente 176 mil mudas de árvores.

 

Não se trata, portanto, apenas de reduzir a conta de energia de um órgão público.

 

Trata-se de diminuir sua pegada de carbono durante décadas.

 

Terracap ganha protagonismo em uma nova fronteira

 

Conhecida principalmente por sua atuação na gestão, regularização e desenvolvimento imobiliário do Distrito Federal, a Terracap encontra nesse tipo de empreendimento uma nova possibilidade de atuação estratégica.

 

A companhia administra um patrimônio territorial que pode servir como plataforma para projetos de interesse público.

 

E energia renovável é uma dessas possibilidades.

 

O próprio Distrito Federal já possui diferentes empreendimentos fotovoltaicos submetidos aos procedimentos ambientais necessários, demonstrando que a geração solar vem ampliando sua presença no território brasiliense. Registros oficiais do Brasília Ambiental identificam diversos projetos de usinas fotovoltaicas nos últimos anos.

 

O diferencial do modelo envolvendo a Terracap está justamente na combinação entre patrimônio público e geração compartilhada destinada a instituições públicas.

 

A companhia deixa de olhar determinadas áreas apenas pelo seu eventual valor imobiliário e passa a considerar também seu valor energético, ambiental e estratégico.

 

De terreno com restrições a ativo ambiental

 

Esse talvez seja um dos aspectos mais interessantes do projeto.

 

O terreno utilizado possui restrições que dificultam seu aproveitamento imobiliário convencional.

 

Em uma lógica puramente imobiliária, isso poderia significar menor potencial econômico.

 

A geração fotovoltaica muda completamente essa equação.

 

Uma área que dificilmente receberia determinados tipos de edificações pode sustentar milhares de painéis solares e produzir milhões de quilowatts-hora de eletricidade limpa todos os anos.

 

O patrimônio continua público.

 

Mas passa a trabalhar.

 

E trabalhar em favor da redução de emissões, da eficiência energética e da modernização da administração pública.

 

Modelo não ficará restrito ao TSE

 

A iniciativa ganha ainda mais relevância porque o projeto de geração compartilhada desenvolvido pela Terracap e pela CEB não se limita ao Tribunal Superior Eleitoral.

 

O modelo também contempla o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho da Justiça Federal (CJF).

 

Isso significa que o empreendimento do TSE pode ser compreendido como parte de uma estratégia mais ampla.

 

A ideia é utilizar áreas adequadas da Terracap para produzir energia renovável destinada a grandes consumidores institucionais.

 

Quanto maior for a expansão desse modelo, maior poderá ser a contribuição das áreas públicas do Distrito Federal para a transição energética.

 

Brasília pode transformar terra pública em infraestrutura verde

 

A experiência abre uma discussão importante sobre o futuro da própria capital federal.

 

Brasília possui condições particularmente favoráveis à geração solar.

 

Ao mesmo tempo, o poder público administra extensas áreas com características e destinações muito diferentes.

 

Nem toda terra precisa virar prédio.

 

Nem todo terreno precisa ser vendido.

 

Nem toda área precisa ter sua utilidade medida exclusivamente pelo metro quadrado imobiliário.

 

Algumas podem produzir energia.

 

Outras podem preservar vegetação.

 

Outras podem receber equipamentos públicos, parques tecnológicos ou infraestrutura ambiental.

 

É nesse contexto que a atuação da Terracap ganha dimensão estratégica.

 

A companhia pode funcionar não apenas como gestora de terras, mas como instrumento de planejamento do desenvolvimento do Distrito Federal.

 

Eleições de 2026 começam com energia renovável

 

Há ainda um simbolismo difícil de ignorar.

 

A usina entra em operação justamente às vésperas das Eleições Gerais de 2026.

 

Enquanto milhões de brasileiros se preparam para escolher seus representantes, a instituição responsável pela organização nacional do processo eleitoral passa a contar com geração renovável capaz de compensar integralmente seu consumo anual de eletricidade.

 

São 5.628 painéis solares, aproximadamente nove hectares, 4,024 MWp de potência, cerca de 7,7 GWh produzidos por ano e uma perspectiva de 18,5 mil toneladas de CO₂ evitadas em três décadas.

 

Por trás desses números está uma decisão fundamental: dar utilização inteligente a uma área pública.

 

É aí que aparece o papel da Terracap.

 

Ao colocar seu patrimônio territorial a serviço de um projeto de energia renovável, a companhia demonstra que desenvolvimento imobiliário e responsabilidade ambiental não precisam caminhar em direções opostas.

 

Quando planejamento, patrimônio público e tecnologia trabalham juntos, até um terreno com limitações para exploração convencional pode se transformar em infraestrutura estratégica.

 

Onde antes havia apenas uma área pública com restrições de uso, agora há milhares de painéis produzindo energia limpa para uma das principais instituições do país.

 

E esse talvez seja o maior significado do projeto: mostrar que a terra pública, quando bem planejada, também pode produzir futuro.O enfoque coloca a Terracap no centro da narrativa, sem diminuir a participação da CEB ou do TSE, e transforma a usina em exemplo de uma política mais ampla de aproveitamento estratégico do patrimônio público.

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