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Juíza do TJDFT participa de programa sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha
Durante a reportagem, foram apresentados os principais avanços alcançados desde a criação da Lei Maria da Penha, como as medidas protetivas de urgência, a criação dos juizados especializados e o fortalecimento da rede de atendimento às vítimas.
Ao abordar as contribuições que a lei trouxe para o sistema de Justiça, a juíza do TJDFT destacou que uma das maiores inovações da norma foi a descaracterização da violência doméstica como crime de menor potencial ofensivo e a criação dos juizados especializados, preparados para atuar com perspectiva de gênero e protocolos específicos de atendimento. Segundo a magistrada, essa estrutura contribui para evitar a revitimização das mulheres que buscam proteção e justiça.

No TJDFT, a Coordenadoria da Mulher atua há 12 anos promovendo iniciativas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da rede de proteção. Outro destaque da entrevista foi o trabalho desenvolvido pelos grupos reflexivos para homens autores de violência, que promovem encontros e atividades educativas.
Ao final, a juíza reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher passa necessariamente pela educação e pela transformação cultural da sociedade. “Um dos maiores problemas que vemos é a naturalização da violência. Precisamos reconhecer o compromisso firme e inabalável com a necessidade de inserir, de forma transversal e obrigatória, nos conteúdos educacionais, os temas relacionados à violência contra a mulher. Não há como acabar com a violência sem falar sobre gênero”, concluiu.
