Compartilhar

Festival Colettiva Preta fortalece redes e dá visibilidade à economia criativa

Publicado em: 22/06/2026 13:24

Em formato de feira, o Festival Colettiva Preta: Africanidades e Diálogos Potentes começou no último sábado, 20, e vai até dezembro, em um fim de semana por mês (Fotos: Divino Batista/Entremeios Comunicação)

O Festival Colettiva Preta: Africanidades e Diálogos Potentes teve início no último sábado, 20, em Goiânia, no Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, e será realizado uma vez por mês, sempre aos sábados e domingos, de junho a dezembro de 2026. Em formato de feira, para celebrar a Economia Criativa, um dos destaques do Festival é o espaço Semeia futuro – Ativação Colettiva, que será promovido aos sábados, das 15h às 17h, com objetivo de promover empreendimentos de mulheres negras, conexões qualificadas e fortalecer iniciativas lideradas por mulheres negras, por meio da criação de um ambiente dinâmico de articulação, visibilidade e geração de oportunidades.

O Sebrae Goiás participou como convidado do evento e foi representado pela gestora estadual do Programa Desenvolvendo empreendedoras apaixonadas pelo sucesso (Delas) e do Programa Sebrae Parcerias, Vera Oliveira, que destacou a importância de fortalecer redes de mulheres negras na economia criativa. “Esse fortalecimento é necessário para dar mais oportunidades às profissionais, artesãs e artistas. O Delas busca desenvolver empreendedoras líderes, apaixonadas pelo processo, capazes de deixar um legado. E isso só é possível com um ecossistema inclusivo e conectado”, afirmou.

Vera Oliveira, gestora do Delas, Programa de Empreendedorismo Feminino e de parcerias do Sebrae, apresentou o portfólio da instituição e soluções gratuitas que podem capacitar as mulheres que fazem parte do coletivo

A gestora apresentou o portfólio do Sebrae Goiás que possui cursos gratuitos on line e presenciais, jornadas para grupos específicos, consultorias e sobre os projetos de parcerias. “Quem quer empreender, tem que chamar o Sebrae. Lá é a casa do empreendedor e qualquer atividade que as mulheres negras queiram empreender, elas vão ter orientação e apoio desde a informação para definir a ideia de negócio, plano de ação, plano de negócios, precificação, cursos de gestão, transformação digital e Inteligência Artificial”, explicou.

Vera também ressaltou os desafios enfrentados pelas mulheres negras, como acesso ao crédito, à informação e à tecnologia. “O Sebrae tem buscado um novo letramento, mais inclusivo, que diminua diferenças e fortaleça grupos historicamente subrepresentados, por meio do Programa Plural, que trabalha no apoio a projetos que possuem impacto, com potencial para discussão e criação de soluções específicas para que o processo de transformação da sociedade aconteça de fato”, concluiu.

Diretora executiva presidente da associação Grupo Colettiva Preta, Érika Santos: O evento combina feira, ações culturais e momentos formativos, consolidando-se como espaço de diálogo e transformação social

Érika Santos, diretora executiva presidente da associação Grupo Colettiva Preta, disse que a proposta prevê, além das feiras de produtos artesanais produzidos por mulheres negras, a realização de encontros estruturados com foco em rodadas de negócios, ampliação de redes de contato (networking estratégico) compartilhamento de tecnologias sociais e práticas. “O evento combina feira, ações culturais e momentos formativos, consolidando-se como espaço de diálogo e transformação social”, explica Érika, que acredita que essa troca de experiências, vivências e saberes só potencializa os projetos apresentados, que precisam de encaminhamentos e parcerias para serem realizados.

Estudante de Ciências Econômicas e educadora popular, Júlia Caetano, apresentou seu projeto que busca apoiar o desenvolvimento financeiro, organizativo e comercial de grupos da economia solidária

No ambiente da Ativação Colettiva, as participantes apresentam seus projetos em formato de pitch, com dez minutos para expor produtos, serviços ou tecnologias sociais, destacando impacto e potencial de crescimento. No último sábado, duas iniciativas se destacaram. A primeira foi a consultoria de Júlia Caetano, estudante de Ciências Econômicas e educadora popular. Sua proposta nasce da prática com empreendimentos populares e busca apoiar o desenvolvimento financeiro, organizativo e comercial de grupos da economia solidária. “Trabalhamos temas como precificação, planejamento, comunicação e gestão coletiva, sempre respeitando a realidade de cada grupo”, explicou Ana, ressaltando que o objetivo é ampliar renda e fortalecer a identidade dos empreendimentos.

Assistente social Joana Pereira de Souza (primeira à direita)contou que o projeto reúne usuários e familiares da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) de Aparecida de Goiânia e nasceu em 2019 a partir de oficinas terapêuticas de tapeçaria

A segunda apresentação foi da Tecelagem Aurora, cooperativa de Aparecida de Goiânia Idealizada pela assistente social Joana Pereira de Souza. O projeto reúne usuários e familiares da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e nasceu em 2019 a partir de oficinas terapêuticas de tapeçaria. “Percebemos as potencialidades dos usuários e o desejo de garantir renda. Assim, criamos um espaço de autonomia e protagonismo, que hoje gera inclusão social e profissionalização da mão de obra”, contou Joana. A iniciativa funciona em parceria com o CAPS Bem Me Quer e a Coordenação de Saúde Mental do município, com apoio da Equatorial. Atualmente consegue atender apenas 20 pessoas neurodivergentes e a ideia é ampliar o atendimento e a comercialização da produção.

Artesãs aproveitaram o Festival para expor peças decorativas, roupas, tapeçaria, entre outros produtos feitos por mulheres pretas

O Festival Colettiva Preta segue até dezembro. Ao todo, serão realizadas sete edições até o fim do ano, sempre aos sábados e domingos, como espaço de articulação, visibilidade e oportunidades. “É um movimento que une cultura, empreendedorismo e resistência, mostrando que a economia criativa pode ser também um instrumento de transformação social e fortalecimento das mulheres negras”, enfatiza Érika Santos.

Bijouterias, pinturas, fotografias, almofadas, velas aromatizadas, produtos alimentícios como empadão também estavam disponíveis no Festival

O Festival espera contar com a participação ativa de parceiros institucionais, organizações públicas e privadas, além de investidores, que apresentarão programas de formação e capacitação; Oportunidades de fomento e financiamento; Iniciativas de apoio ao desenvolvimento e fortalecimento de negócios. De acordo com Érika, a proposta busca não apenas ampliar a visibilidade desses empreendimentos, mas também fomentar parcerias estratégicas, facilitar o acesso a recursos e contribuir para a sustentabilidade e expansão das iniciativas lideradas por mulheres negras.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

Na sede do Sebrae: Taissa Gracik – (62) 99887-5463 | Kalyne Menezes – (62) 99887-4106
Na Regional Central| Goiânia: Agência Entremeios Comunicação / Adrianne Vitoreli – (62) 98144-2178
Acesse aqui o Site do Sebrae Goiás.

Siga-nos em nossas redes sociais: Instagram, Facebook, YouTube e LinkedIn

Fonte: Agência de Notícias do Estado de GO

Faça um comentário