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Senadora Leila reconhece erro após denúncia baseada em “fake news” do Vero Notícias e ABBP reage com ações judiciais
A crise envolvendo o blog Vero Notícias e a Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) ganhou um novo capítulo nesta semana após a senadora Leila Barros divulgar nota pública reconhecendo que não havia elementos que justificassem a continuidade da apuração contra os portais associados à entidade.
O caso expôs o constrangimento político gerado pela repercussão de denúncias consideradas frágeis e tecnicamente inconsistentes, inicialmente impulsionadas pelo Vero Notícias e encaminhadas ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A denúncia buscava colocar sob suspeita veículos de comunicação independentes do Distrito Federal, insinuando supostas irregularidades relacionadas a métricas de audiência e contratos publicitários.
Após diálogo institucional com dirigentes da ABBP, a senadora reconheceu a ausência de fundamentos concretos para sustentar o pedido de investigação e manifestou-se favoravelmente ao encerramento do procedimento. O próprio MPDFT determinou o arquivamento da notícia de fato.
Na nota oficial, o gabinete da parlamentar afirmou:
“A senadora Leila Barros reafirma seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e manifesta apoio à atuação livre, responsável e independente da imprensa.”
A manifestação foi interpretada nos bastidores como um claro recuo político após a parlamentar ter sido levada a chancelar acusações consideradas infundadas por representantes do setor de comunicação digital do DF.
ABBP reage e aciona judicialmente Vero Notícias
Apesar do arquivamento do procedimento, a crise está longe de terminar. A ABBP e diversos portais associados decidiram ingressar com:
- ações cíveis;
- ações criminais;
- e pedidos de responsabilização judicial
contra o Vero Notícias e pessoas ligadas à propagação das acusações.
Segundo integrantes da associação, houve:
- tentativa deliberada de descredibilização do setor;
- disseminação de informações falsas;
- ataques à honra de empresários e jornalistas;
- além de supostos danos comerciais e institucionais.
Nos bastidores do mercado publicitário e político do DF, a avaliação predominante é de que a ofensiva promovida pelo blog acabou produzindo efeito contrário ao esperado, fortalecendo a solidariedade entre os veículos independentes e ampliando o debate sobre práticas de desinformação e instrumentalização política da comunicação digital.
Blog ligado a investigações
O episódio também reacendeu críticas ao próprio Vero Notícias, citado em discussões envolvendo investigações sobre contratos milionários destinados a estruturas de comunicação e ataques políticos no Distrito Federal.
Setores ligados à imprensa independente apontam contradição no discurso do portal, que tenta questionar a credibilidade de outros veículos enquanto enfrenta questionamentos públicos sobre:
- financiamento;
- atuação política;
- e métodos de ataque contra adversários.
Para representantes da ABBP, o caso evidencia uma tentativa de “criminalização seletiva” da imprensa independente do DF por meio de denúncias frágeis e narrativas sem sustentação técnica.
Defesa da imprensa independente
A Associação Brasileira de Portais de Notícias afirmou que continuará defendendo:
- a liberdade de imprensa;
- a pluralidade da comunicação;
- e o direito dos veículos independentes exercerem livremente suas atividades.
A entidade sustenta que os ataques sofridos ultrapassaram o campo político e atingiram diretamente:
- a credibilidade profissional dos portais;
- a sustentabilidade econômica do setor;
- e a própria liberdade de expressão no ambiente digital.
Nos bastidores da política brasiliense, o entendimento é de que o recuo da senadora Leila Barros acabou isolando ainda mais o Vero Notícias no episódio e enfraquecendo a narrativa construída pelo portal contra os associados da ABBP.
