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Empreendedoras apostam no Open MeetUP para gerar parcerias e alavancar suas startups
As empresárias Ana Paula Nepomuceno, fundadora da Nepomuceno Libras -Acessibilidade Comunicacional em Libras – (@nepolibras) e Mel Espinheira, fundadora da Minha Escola de Línguas (@minhaescoladelinguas), e, se encontraram (12) no Open MeetUP, ocorrido na noite de terça-feira (12), no Teatro Sesi Rio Vermelho, para conhecer pessoas, gerar networking, formar novas parcerias e impulsionar seus negócios.
Foi o que propôs Open MeetUP ao lotar a varanda do Teatro Sesi e atrair um público formado por investidores, fundadores de startups, agentes de inovação, pessoas interessadas em fazer networking, a fim de fortalecer o ecossistema de inovação em Salvador, por meio da criação de networking, trocas de experiências e ideias acerca da inovação, além da apresentação da pitches.
Ao todo, 12 startups se inscreveram para fazer a apresentação dos negócios. Mel Espinheira foi a primeira a se apresentar e vender seu pitch. Enfermeira de formação, desde a infância, Mel estudava idiomas. O interesse por aprender outras línguas continuou na vida adulta, por causa do gosto e do interesse profissional. Hoje, com o domínio de cinco idiomas, ela enxergou nessa habilidade um potencial para empreender.
“Comecei dando aula para outras enfermeiras, para preparatório em mestrado e doutorado em proficiência em inglês. Enxerguei que o uso do inglês para negócios tinha bastante demanda. Então, comecei a me dedicar nesta área. Minha Escola de Línguas é uma empresa especializada em oferecer soluções de idiomas para negócios reais”, contou.
Desde que tomou a decisão de empreender, Mel conta que buscou apoio do Sebrae e teve os primeiros contatos com o universo do empreendedorismo. “Passei a fazer cursos livres, busquei informações no site, baixei aplicativo. Isso me deu um norte, porque migrei do perfil de prestadora de serviço para ser a pessoa que oferece o serviço. Isso é muito diferente”, explicou.
A empresária tem feito cursos de formação online, vai à apresentação de pitches com intuito de dar visibilidade ao negócio. “Participo de eventos, das mentorias coletivas que acontecem nos eventos. Ano passado, participei do BTX. Com esse apoio, adquiri conhecimentos até sobre a forma de redigir um contrato, o que colocar, como me condicionar enquanto falam de startup, por exemplo. Isso foi fundamental para que chegasse onde estou hoje. Tenho levado meu negócio para os palcos, enfim, quero expandir o que acredito, que é o poder que a comunicação em outros idiomas traz para vida das pessoas”, diz.
Já Ana Paula Nepomuceno, que também é enfermeira por formação, contou que aprendeu libras e participava de atividades como voluntária com a comunidade surda. A ideia de empreender ganhou sentido quando foi convidada a dar aula em uma escola para pessoas surdas. Esse universo fez a enfermeira mudar de profissão e trabalhar com acessibilidade, o que faz há 16 anos, para contribuir com acesso das pessoas surdas aos locais onde queiram estar.
“Decidi empreender, comecei a trabalhar nesta instituição e fazer atender as muitas demandas de interpretação fora do ambiente escolar, diante da escassez que existia há 16 anos. Há dois anos, formalizei a Nepomuceno Libras por meio da tradução e interpretação de Libras, tanto presencial como remoto”.
Ao participar dos eventos promovidos pelo Sebrae, Ana Paula conta que conseguiu aumentar sua rede de contatos e, nesse ambiente, encontrou chances de fechar parcerias.
“Com o Sebrae, ganhei muito conhecimento por causa dos cursos que fiz. Formei muita rede de network, ampliei muitas conexões, conheci muita gente nova e fui crescendo”, disse.
A partir daí, a empresária conta que não tem deixado as oportunidades passarem, porque tem abraçado todas elas. “Naquele momento vi que esse era o meu propósito, e que estava no caminho certo. Dali em diante, vi que não precisava de mais nada, só continuar seguindo o movimento. E agora no INDEX, participei também na batalha de pitch, na qual fui uma das empresas vencedoras”, afirmou. A Nepomuceno Libras trabalha com um total de 100 prestadores de serviços em Salvador, São Paulo e Minas Gerais.
A analista técnica do Sebrae em Salvador, Letícia Sampaio contou sobre os objetivos a serem alcançados por meio da programação. “Este evento proporciona a reunião dos atores que fazem parte do ecossistema de inovação em Salvador. O pilar principal do evento e ativar uma rede de networking. Com isso, busca-se, por exemplo, aproximar investidores interessados em negócios potenciais, podendo avaliar o nível em que esses negócios se encontram, e as startups que são as maiores interessadas em se conectar com atores desse ecossistema”, explicou.
O Open MeetUP teve a participação do Sebrae, Senai Cimatec, Cesi, Hub Lighthouse, IEL, Parque Tecnológico, junto com o Governo do Estado da Bahia.