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Rotary Club de Brasília e ABBP promovem ação solidária para 125 mães atípicas no DF
Em uma iniciativa marcada por solidariedade, acolhimento e responsabilidade social, o Rotary Club de Brasília e a Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) realizaram, na última sexta-feira (08), um evento especial voltado para 125 mães atípicas assistidas pela Associação Brasileira de Autismo, Comportamento e Intervenção (Abraci).
A ação teve como objetivo reconhecer e valorizar mulheres que enfrentam diariamente desafios relacionados ao cuidado e ao acompanhamento de filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), muitas vezes lidando com sobrecarga emocional, dificuldades financeiras e ausência de suporte adequado do poder público.
O evento foi marcado por momentos de acolhimento, confraternização e emoção. As famílias receberam cestas básicas, presentes personalizados destinados às mães, participaram de sorteios e também de um lanche festivo preparado para as crianças.
A realização da iniciativa contou com o apoio e as doações da Sovar e Assar, da Lulipan Panificadora & Confeitaria e do grupo Os Infortúnios Ocultos, parceiros fundamentais para viabilizar a ação social.
Durante o evento, o presidente do Rotary Club de Brasília, José Fernando Vilela, e o presidente da ABBP, Toni Duarte, destacaram a importância do trabalho desenvolvido pela Abraci junto às famílias de crianças autistas do Distrito Federal.
Segundo os dirigentes, muitas dessas mães permanecem invisibilizadas diante das limitações estruturais do Estado e enfrentam sozinhas as dificuldades relacionadas ao acesso a terapias, inclusão escolar e acompanhamento especializado.
A presidente da Abraci, Lucinete Ferreira de Andrade, agradeceu o apoio recebido e ressaltou a importância da mobilização da sociedade civil organizada em torno da causa do autismo.
“Esse apoio do Rotary e da ABBP é um acalento para essas mães que lutam sozinhas. É o reconhecimento de que nossa causa importa e que não estamos invisíveis para a sociedade civil organizada”, afirmou.
Atualmente, estima-se que o Distrito Federal possua cerca de 34,5 mil pessoas com Transtorno do Espectro Autista, número que representa aproximadamente 1,2% da população local. Apesar dos avanços promovidos pelo governo distrital, como a criação de centros de referência especializados e a implementação de planos educacionais individualizados, famílias ainda relatam dificuldades relacionadas à escassez de mediadores escolares, longas filas para terapias multidisciplinares e limitações no atendimento especializado.
Nesse cenário, instituições como a Abraci desempenham papel essencial no suporte às famílias, funcionando como espaços de acolhimento, orientação e fortalecimento comunitário.
A ação promovida pelo Rotary Club de Brasília e pela ABBP reforça a importância da participação da sociedade civil em iniciativas de inclusão, solidariedade e apoio às famílias que convivem diariamente com os desafios do autismo no Distrito Federal.
