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Corregedor da Justiça do DF participa do 11º Fonacor e destaca papel orientador das inspeções
Durante o encontro, o Corregedor da Justiça do DF destacou o trabalho desenvolvido pelas equipes de inspeção da Corregedoria Nacional de Justiça nos tribunais brasileiros e ressaltou a complexidade logística, o volume de unidades avaliadas e a finalidade cooperativa da atuação correicional. Segundo o desembargador, até o fim de 2025, foram inspecionados 21 tribunais, com a mobilização de 722 integrantes das equipes de correição e a análise de 1.167 unidades judiciais, administrativas e serventias extrajudiciais. “O propósito nunca foi punir ninguém, nem ir atrás do malfeito; ao contrário, o objetivo sempre foi procurar boas práticas, cooperar mais do que punir, sugerir mais do que apurar, apontar soluções e indicar o caminho correto a seguir”, afirmou.
O magistrado também explicou a diferença entre inspeção e correição. Conforme observou, a inspeção consiste em levantamento geral destinado a verificar a compatibilidade das práticas dos tribunais com as normas e diretrizes do Conselho Nacional de Justiça, enquanto a correição se volta à apuração de fato específico que indique eventual irregularidade.

O Corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Luiz Campbell Marques, destacou a atuação do desembargador Arnoldo Camanho à frente do Departamento de Inspeções e Correições da Corregedoria Nacional de Justiça. Em sua fala, o ministro manifestou gratidão pelo trabalho desenvolvido pelo magistrado e ressaltou a serenidade, a capacidade de escuta e a condução técnica das inspeções realizadas em tribunais brasileiros.
“A primeira recomendação que fiz a ele foi que tivéssemos a consciência de que não estávamos nos tribunais com nenhuma predisposição à punição, mas, primeiro, para ver as boas práticas daquele tribunal e tentar capitalizá-las”, afirmou. O corregedor nacional também agradeceu publicamente ao desembargador pela contribuição prestada à Corregedoria Nacional e desejou êxito na nova missão à frente da Corregedoria da Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.
A participação no encontro permitiu a troca de experiências entre corregedorias de diferentes ramos da Justiça e evidenciou a importância da atuação integrada para o aprimoramento dos serviços prestados à sociedade. Ao reunir magistrados e equipes técnicas em torno de temas ligados à inspeção, à correição e à gestão judiciária, o fórum contribuiu para o debate de soluções e para a disseminação de boas práticas no âmbito do Poder Judiciário.
Fotos: Luiz Vieira/CNJ
