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Celina Leão assume comando do GDF fortalecida e desponta como favorita para 2026
A posse da vice-governadora Celina Leão (PP) no comando do Governo do Distrito Federal (GDF), marcada para 28 de março, ocorre em um cenário político raro: ela chega ao cargo não apenas como sucessora administrativa, mas como uma liderança consolidada e com capital político significativo para disputar o futuro do Distrito Federal.
Integrante central da gestão conduzida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), Celina assume o comando do governo em meio a indicadores positivos da atual administração e a um ambiente político em que adversários ainda buscam organização e estratégia para enfrentar o grupo governista.
Nos bastidores da política local, levantamentos internos indicam que Celina aparece liderando diferentes cenários de intenção de voto para as eleições de 2026. A distância em relação a possíveis adversários reforça, entre aliados, a avaliação de que a vice-governadora chega ao período à frente do governo com um capital político robusto e com condições reais de ampliar sua vantagem nos próximos anos.
Gestão bem avaliada fortalece cenário
Um dos principais fatores que sustentam esse momento favorável é a avaliação positiva da gestão Ibaneis-Celina. Nos últimos anos, o governo do Distrito Federal acumulou entregas que passaram a compor a narrativa política de continuidade defendida pelo grupo governista.
Entre os resultados frequentemente destacados estão a queda histórica nos índices de homicídio, que atingiram o menor patamar em quase cinco décadas, além de programas sociais voltados ao atendimento domiciliar de pacientes que necessitam de dietas especiais.
Também ganharam destaque iniciativas estruturantes, como a ampliação de programas de regularização fundiária e a aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), medida aguardada há anos por milhares de moradores que vivem em áreas irregulares.
Outro programa citado como exemplo de modernização administrativa é o Administração Regional 24 Horas, criado para acelerar a resposta do poder público às demandas da população.
No campo econômico, decisões consideradas estratégicas também reforçaram a imagem de estabilidade da gestão, como a manutenção do Banco de Brasília (BRB) sob controle local, medida vista por aliados como fundamental para preservar empregos, crédito e programas sociais vinculados à instituição.
Continuidade administrativa como trunfo
Na política, governos que conseguem apresentar resultados concretos tendem a transferir parte desse capital político para candidatos ligados à continuidade administrativa.
Esse é justamente o cenário que favorece Celina Leão. Ao assumir o comando do GDF após três anos participando diretamente da gestão, ela herda não apenas a estrutura administrativa do governo, mas também os ativos políticos construídos ao longo do mandato.
A sucessão ocorre com apoio explícito de Ibaneis Rocha, o que reforça a ideia de continuidade e estabilidade.
Oposição ainda busca rumo
Enquanto o campo governista demonstra organização e confiança, a oposição ainda enfrenta dificuldades para consolidar uma estratégia competitiva.
Um dos nomes frequentemente mencionados é o do ex-deputado Leandro Grass, ligado ao PT. No entanto, levantamentos indicam que ele aparece com índices modestos nas simulações de voto.
Outro personagem que volta e meia surge no debate eleitoral é o ex-governador José Roberto Arruda. Apesar de ainda possuir influência política, sua situação jurídica e a condição de inelegibilidade geram incertezas sobre a viabilidade de uma eventual candidatura.
Com a oposição fragmentada e sem consenso sobre um nome competitivo, o campo governista observa o cenário com relativa tranquilidade.
Favoritismo em construção
Ainda faltam dois anos para as eleições de 2026, e a política é conhecida por suas reviravoltas. No entanto, o quadro atual aponta para uma realidade difícil de ignorar: Celina Leão inicia sua passagem pelo comando do governo com vantagens importantes.
Entre elas estão a força da máquina administrativa, a continuidade de políticas públicas já em andamento e a ausência, até o momento, de um adversário capaz de unificar o campo oposicionista.
Nesse contexto, o tabuleiro político do Distrito Federal começa a desenhar um cenário claro: mais do que uma sucessora administrativa, Celina Leão surge como a principal favorita para disputar o Palácio do Buriti em 2026.
