Compartilhar

Haddad expõe farsa, Estadão tropeça e políticos oportunistas do DF passam vergonha

Publicado em: 19/01/2026 18:20

Em mais um capítulo da novela “Crise Que Nunca Existiu”, o ministro Fernando Haddad precisou sair do sério — e da paciência — para desmentir uma reportagem digna de roteiro de filme-catástrofe publicada pelo Estadão. Segundo o jornal, Haddad teria dado um ultimato ao GDF exigindo nada menos que quatro bilhões de reais para salvar o BRB de um suposto apocalipse financeiro. Spoiler: nada disso aconteceu.

O Ministério da Fazenda, cansado de ver boato virar manchete, soltou uma nota oficial esclarecendo o óbvio: não houve conversa, negociação, cochicho, sinal de fumaça ou troca de bilhete entre Haddad, o Governo do Distrito Federal e a direção do banco sobre esse tema. Zero. Nada. Nadica de nada.

Mas a reportagem, aparentemente escrita com trilha sonora de filme de suspense, insinuava que o banco estava à beira do colapso, que reguladores poderiam bater à porta a qualquer momento e que correntistas deveriam talvez dormir abraçados aos seus extratos bancários.

Diante da avalanche de fantasia, o Ministério da Fazenda fez questão de lembrar um detalhe inconveniente para os alarmistas: quem regula banco é o Banco Central, não o ministro da Fazenda em reuniões secretas estilo conspiração de filme B.

O próprio BRB também entrou em cena para esfriar os ânimos e avisar que não está em coma financeiro, não precisa de respirador artificial e tem, sim, capacidade de recompor seu capital caso necessário — sem esse show pirotécnico todo.

Mesmo assim, alguns políticos do DF resolveram surfar na onda do caos imaginário. Entre eles, Rodrigo Rollemberg, que reproduziu a versão do Estadão como se fosse revelação divina, ignorando solenemente a nota oficial da Fazenda. Afinal, checar fatos dá trabalho — espalhar pânico rende likes.

O resultado? Uma mistura indigesta de desinformação, oportunismo e manchetes inflamadas, vendidas como se fossem verdades absolutas. Enquanto isso, a população fica no meio do fogo cruzado, tentando entender se o banco vai quebrar ou se tudo não passou de mais um episódio do reality show político nacional.

Resumo da ópera: Haddad negou, a Fazenda explicou, o BRB tranquilizou — mas alguns preferiram continuar gritando “fogo” num teatro onde não há fumaça.

Faça um comentário