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Workshop sobre Técnicas de Negociação reúne especialistas e destaca a evolução da conciliação no Brasil

Publicado em: 28/10/2026 01:01

Na noite de ontem (26), foi realizado de forma online o “Workshop Técnicas de Negociação”, organizado pela Comissão de Métodos Adequados de Soluções de Conflitos da Subseção de Taguatinga da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF). O evento contou com a participação de advogados e advogadas interessados no aprimoramento profissional e interessados no tema, promovendo uma imersão nos métodos adequados de solução de conflitos e nas estratégias contemporâneas de negociação.

O workshop contou com a palestra da advogada, conciliadora e mediadora Juliana da Silva Felipe, que compartilhou seu conhecimento técnico com os participantes. A palestra foi mediada por Carolina Lazzarotto, presidente da Comissão de Métodos Adequados de Soluções de Conflitos da Subseção de Taguatinga da OAB/DF, que enfatizou a importância histórica e prática dos métodos consensuais para o sistema judiciário brasileiro. “A mediação e a conciliação foram uma grande evolução da justiça brasileira, pois deram agilidade na resolução de conflitos. Sabemos que muitas vezes é sim necessário que um juiz decida, mas quando existe a possibilidade de acordo, evita-se processos que levariam anos para serem resolvidos”, afirmou a presidente da Comissão.

Carolina também relatou sua vivência profissional na área: “Tive muita sorte, pois no primeiro escritório em que trabalhei tínhamos muita conciliação e mediação, principalmente em relação às empresas de telefonia. Foi uma grande escola, e desde essa época acredito demais nesse tipo de solução para grande parte das causas cíveis”.

Base Legal e Prática da Negociação

O evento também proporcionou um debate sobre a legislação vigente. Foi destacado o Capítulo V do Novo Código de Processo Civil (CPC), especificamente o artigo 334, que trata da Audiência de Conciliação ou de Mediação. Os participantes puderam revisar as principais regras de funcionamento dessa etapa obrigatória, incluindo os prazos para designação (antecedência mínima de 30 dias) e para citação (20 dias), a atuação do conciliador ou mediador imparcial e a possibilidade de realização por meio eletrônico.

“Existem as hipóteses de dispensa da audiência quando ambas as partes se manifestarem positivamente sobre o acordo, e a obrigatoriedade de presença das partes, cujo não comparecimento injustificado gera multa de até 2% da vantagem econômica ou do valor da causa”, lembrou Juliana. “Tudo depende da vontade dos envolvidos, claro. E para isso, nosso maior desafio como mediadores é esquecer um pouco aquilo que consideramos o ideal para o caso e ouvir as pessoas, pois o acordo só acontece se aquilo fizer sentido aos envolvidos”, completou a palestrante.

Além dos aspectos processuais, o workshop aprofundou-se nas técnicas práticas de negociação, com destaque para o renomado Método Harvard de Negociação, método focado na resolução colaborativa de conflitos, buscando acordos do tipo “ganha-ganha”.

Foram explorados os quatro princípios fundamentais: separar as pessoas do problema (empatia sem misturar emoções com o mérito), focar nos interesses e não nas posições (entender o “porquê” por trás dos pedidos), criar opções de ganho mútuo (expandir as possibilidades de acordo) e insistir em critérios objetivos (usar parâmetros imparciais para justificar propostas). “As recentes mudanças no CPC brasileiro deram um grande impulso às mediações e às conciliações, com um capítulo inteiro tratando do assunto. Então vocês compreenderam a importância de conhecer qual a melhor saída, qual a melhor estratégia para que a negociação não fracasse? Temos que chegar à audiência com todos os lados contemplados, sem acordos desvantajosos e permitindo uma atuação segura à mesa de negociação”, reforçou Juliana.

Jornalismo OAB/DF

Fonte: Agência de Notícias do Estado do DF

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